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Entrevista do General Otto Ernst Remer ao jornal Alshaab

General Remer e Ahmed Rami
Entrevista concedida pelo General Otto Ernst Remer ao jornal Alshaab em 1993
 
Rami: O que você acha da "Nova Ordem Mundial"?
Remer: A "Nova Ordem Mundial" sofre de dois poréns, que ela não é nem "nova" nem cobre o mundo. O conceito não é nada exceto uma nova máscara atrás da qual está escondido o poder internacional das organizações judaicas. A regra segundo a qual as organizações judaicas agem foi colocada após a derrota da Alemanha na II Guerra Mundial. De fato e na verdade, foi a máfia das organizações judaicas que emergiu como verdadeira vitoriosa daquela luta das nações.
Todos os governos que se aliaram contra a Alemanha perderam a guerra - como a Alemanha perdeu. Os Estados que se aliaram com a Alemanha erem, sabendo eles ou não, a serviço dos planos e interesses judaicos que foram dirigidos não apenas contra a Alemanha mas também contra as nações árabes e islâmicas, e contra as nações ocidentais. O estupro da Palestina e a criação do Estado de Israel após a II Guerra Mundial não é coincidência mas o resultado de um processo de planejamento metodicamente implementado por gerações.
A ex-União Soviética (que fora criada pelos judeus) foi o primeiro Estado a dar reconhecimento oficial ao Estado colonial de Israel. Os "Protocolos dos Sábios de Sião" oferece a mais clara afirmação dos planos das organizações judaicas de implementar sua na verdade bem velha "Nova Ordem Mundial".

Rami: Você não acha que após a queda da União Soviética e após a Guerra do Golfo não existe uma situação completamente nova?
Remer: O que é "novo" não está na ordem mas nos seus desenvolvimentos, que não são favoráveis a alguns dos poderes sionistas. Por causa destes desenvolvimentos, os líderes sombrios da "Velha Ordem Mundial" embaralharam as cartas de novo por um novo acordo, para tomar melhor conta dos ventos de mudança. Um destes desenvolvimentos é que os grandes perdedores da II Guerra Mundial, a Alemanha e o Japão, se tornaram superpoderes, ainda que seja só na área econômica. Atrás dos bastidores destas relações, existe um tipo de guerra econômica entre o Japão e a Alemanha de um lado, e os Estados Unidos da América do outro, entre os dois perderores da guerra e os EUA. Isto é que é novo.
Ao mesmo tempo, a Revolução Islâmica no Afeganistão, saída exclusivamente de raízes espirituais, deu um golpe forte no regime comunista da ex-União Soviética. Em face daquela revolução, o Império soviético vermelho teve de reconhecer que era incapaz, apesar de sua superioridade militar, de derrotas os mujaheddin, cujas maiores armas eram o seu direito e a sua força espiritual.

Charlie Hebdo e liberdade de expressão



Após o recente massacre na capital francesa, mais de 50 líderes mundiais participaram numa marcha com o intuito de apoiar incondicionalmente a liberdade de expressão e denunciar o “extremismo” que põe em causa essa mesma liberdade.
Embora seja natural a condenação de actos terroristas, não devemos permitir que estes eventos sejam usados para promover outros interesses.
A verdade é que há já várias décadas que a liberdade de expressão tem sido atacada na Europa, ataque este que nada tem a ver com o Islamismo. É importante salientar que muitos dos chefes de Estado e ministros presentes na marcha representam países – incluindo a própria França – que criminalizam a expressão de certas opiniões, categorizando-as como “discurso de ódio”, sendo estes crimes puníveis em muitos casos com vários anos de prisão. Naturalmente, os crimes de “discurso de ódio” são aplicados de forma selectiva, apenas protegendo determinados grupos ou eventos.
Assim sendo, nas últimas décadas, milhares de europeus (principalmente alemães) foram condenados por delito de opinião. Seguem-se alguns dos casos mais conhecidos:
Vincent Reynouard, engenheiro químico francês, é autor de livros e folhetos que disputam a versão oficial da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto. Em 1992, foi condenado a 1 mês de prisão por “contestar a existência de um ou vários crimes contra a humanidade”. Em 2007, após ter distribuído o livreto “Holocausto? O que vos estão a esconder…”, foi condenado a 1 ano de prisão, ao pagamento de uma multa de 10.000 € e ainda ao pagamento de uma indemnização de 3.000 € à organização “anti-racista” LICRA. Após ter recorrido da decisão do tribunal, foi condenado a pagar um total de 60.000 €. Estas sentenças baseiam-se na lei Fabius-Gayssot, de 1990, que pune quem disputa a “existência de crimes contra a humanidade” (basicamente aplicada apenas no caso do Holocausto) com pena de prisão de 1 mês a 1 ano e multa até 45.000 €. Em Junho de 2008, um tribunal de Bruxelas (Vincent Reynouard tinha, entretanto, fugido com a sua família para a Bélgica) condena-o a 1 ano de prisão e 25.000 € de multa por “questionar crimes contra a humanidade”.
Jürgen Graf, professor e tradutor suíço, publicou vários livros revisionistas do Holocausto. Em 1998 foi condenado a 15 meses de prisão por questionar a existência de câmaras de gás em campos de concentração e por contestar o número de judeus mortos segundo a versão convencional do Holocausto. O seu editor, Gerhard Förster, foi condenado a 12 meses. Graf encontra-se exilado na Rússia desde o ano 2000.
Wolfgang Fröhlich, engenheiro austríaco, foi perito no processo judicial contra Jürgen Graf, em 1998. O seu parecer indicou a impossibilidade física do homicídio de seis milhões de pessoas através da utilização do gás Zyklon B. Face à conclusão indesejada do parecer, Dominik Aufdenblatten, Procurador da República, ameaçou incriminar o perito. Wolfgang Fröhlich, por sua vez, apresentou uma denúncia por coacção e tentativa de indução a falso testemunho, denúncia essa que foi rejeitada. Em 2003, foi detido em Viena, tendo sido posteriormente condenado a 3 anos de prisão (sentença baseada no chamado “Verbotsgesetz”, lei austríaca criada em maio de 1945 que proíbe o nacional-socialismo e suas manifestações). Em 2005, após cumprir 23 meses de prisão, envia CD’s a repartições públicas contestando a falta de liberdade de expressão na Alemanha e Áustria, sendo, consequentemente, condenado a mais 4 anos de prisão por reincidência. Em 2008, foi novamente condenado a 6 anos e 4 meses de detenção por continuar a contestar a narrativa oficial do Holocausto.
Pedro Varela é um livreiro, escritor e historiador revisionista. Tornou-se conhecido por vender, através da sua livraria (Librería Europa), literatura nacional-socialista, revisionista do Holocausto e “anti-semita”, como “Mein Kampf” de Adolf Hitler e “Os Protocolos dos Sábios de Sião”. Em 1998, devido às suas publicações, foi condenado em Espanha a 7 meses de prisão por supostamente fazer “apologia ao genocídio” e “incitação ao ódio racial”. Teve ainda que pagar uma multa avultada e foi ordenada a destruição de 20.900 livros da sua livraria. Em 2006 foi novamente detido por ter publicado livros “politicamente incorrectos” através da sua editora Ediciones Ojeda. Em 2010, foi condenado a 2 anos e 9 meses de prisão por “distribuir propaganda racista”. Foi libertado em Fevereiro de 2012, após 15 meses de detenção.
Axel Möller, alemão, foi condenado, em 2011, a 30 meses de prisão devido a artigos escritos para a agência noticiosa alternativa Altermedia. Em Março de 2013 foi condenado a mais 1 ano de prisão. Estas sentenças basearam-se em supostas “incitações ao ódio”, “declarações anti-semitas” e “difamação da memória de falecidos”.
Dieudonné M'bala M'bala, comediante francês de origem camaronesa, foi acusado de “incitação ao ódio racial” e condenado, em 2007, ao pagamento de 5.000 € por ter comparado os judeus a negreiros. Desde essa data foi condenado em várias outras ocasiões ao pagamento de avultadas multas (por exemplo: 7.000 € em 2008, 10.000 € em 2009, 15.000 € em 2010, 28.000 € em 2012), sempre por delitos de opinião relacionados com críticas dirigidas ao Estado de Israel ou à versão oficial do Holocausto. Mais recentemente (2014) viu numerosos espectáculos serem proibidos pelo governo francês.
Graças à Internet, a causa do revisionismo histórico tem conhecido nos últimos anos um rápido desenvolvimento. Tudo indica que o recente episódio em Paris irá ser usado para justificar maior controlo sobre a população, nomeadamente no que diz respeito à censura da informação divulgada pelos revisionistas.

Contradições “democráticas”



Por Walter Romero


Si haces caricaturas riéndote de Mahoma, está todo bien. Eso es “libertad de prensa”. Si haces caricaturas riéndote del Holocausto, eso está mal. Vas preso por “apología del nazismo”.
Una revista anarquista es atacada y el mundo “democrático” se rasga las vestiduras. Cuando la Librería Europa de Pedro Varela fue incendiada por anarquistas… “mutis por el foro”
Si Francia bombardea partes de Africa con el argumento de matar “terroristas musulmanes” y al final esos bombardeos terminan matando decenas de personas inocentes entre ellos niños, mujeres y ancianos, eso está bien. Es para defender “la democracia”. Si algunos musulmanes le dan “el vuelto” a Francia fusilando 12 cartunistas marxistas ateos, arde Troya.
Si EEUU y una coalición de países occidentales bombardea Bagdad por haber invadido Kuwait, esta todo bien. Es lógica pura. Si Israel invade la Franja de Gaza masacrando miles de inocentes, no pasa nada. Los EEUU y los países aliados a los yanquis no se dan por enterados…
Si un soldado serbio mata un soldado de otro país, se lo envía urgentemente a La Haya para que sea juzgado por “crímenes contra la humanidad”. Si los soldados estadounidenses violan, humillan y matan presos musulmanes en Irak, Afganistán u otros países árabes, los gobiernos
occidentales no dicen “ni mu” y EEUU prohibe que sus soldados sean juzgados por crímenes contra la humanidad. Claro, un estadounidense es un ser humano de primera. El resto es de tercera… o de cuarta categoría.
Si los alemanes meten a miles de judío en el Ghetto de Varsovia… Genocidio !!! Holocausto !!! Si los israelíes mantienen a casi dos millones de palestinos en el mayor campo de concentración de la historia (Gaza), los gobiernos occidentales… silencio de negra.
Si Irán tiene presos políticos, los grupos de “derechos humanos” ponen el grito en el cielo. Si EEUU o Israel mantienen presos en Guantánamo o en Tel Aviv sin derecho a abogado o a un juicio justo, no pasa nada. Total… son solamente musulmanes… No nos olvidemos que “los buenos” tienen derechos mientras que “los malos” no tienen derecho a nada.
Al presidente francés le parece un acto de barbarie absoluta el ataque de musulmanes contra el semanario anarquista. Pero no le parece lo mismo cuando el propio gobierno francés financia con dinero y armas a los musulmanes extremistas de la oposición siria que matan soldados, también musulmanes, del régimen de Assad. Contradicciones… contradicciones…
Resumiendo: cuando “los malos” se pasan de la raya… a la horca con ellos. Pero cuando “los buenos” violan, asesinan, invaden países, bombardean, humillan, etc., etc., etc., los gobiernos occidentales no dicen nada. Silencio hospital.
La lista es larga. Ustedes ya la conocen. Pero para muestra basta un botón. Bueno, aqui les enumeré “varios botones”.
Para pensar.

Alegações finais (julgamento Manuel Alegre versus Brandão Ferreira)

Fonte: O Adamastor

No dia 10/7/14 teve lugar a sessão destinada às alegações finais do julgamento que o cidadão Manuel Alegre interpôs contra mim.

Junto o texto que li quase na sua totalidade nessa ocasião.

Não quero deixar de afirmar que, antecedendo a leitura do mesmo e em toda a vida que já levo, nunca ouvi uma diatribe tão miserável, anti-patriótica e repugnante, como aquela que o advogado do assistente fez, aquando da sua intervenção.

Pena que não tenha ficado gravada, pois só pode ter vindo dos confins do Inferno."

ALEGAÇÕES FINAIS (julgamento Manuel Alegre versus Brandão Ferreira)

Na estrofe 33, do Canto IV dos Lusíadas, Camões (esse sim um verdadeiro poeta da Pátria) declamava assim:
“Ó tu, Sertório, ó Nobre Coriolano,
Catilina, e vós outros dos Antigos
Que contra vossas Pátrias com profano
Coração vos fizestes inimigos:
Se lá no reino de Sumano
Receberdes gravíssimos castigos,
Dizei-lhe que também dos Portugueses
Alguns traidores houve algumas vezes.”

Como podem verificar o que estamos aqui a tratar tem raízes antigas…
É minha convicção que este julgamento não existiria e não teria razão de ser, caso o agora assistente tivesse sido acusado e julgado, quando voltou a pôr pé na terra que lhe deu o berço, nos idos de 1974.
Ele e todos aqueles que procederam como ele.
Só os tempos de grande perturbação política, militar e social e de absoluto desnorte, então vividos, explica, mas não desculpa, o sucedido.
Estamos hoje, pois, a dirimir questões com 40 anos de atraso, as quais podem prescrever face às leis da sociedade, mas não prescrevem na memória e consciência dos homens, nem no julgamento da História.
Lembro Judas Iscariotes, apóstolo de Cristo que o traiu após a última ceia, que é o caso mais conhecido a nível mundial e não há memória, entre nós, de que o Miguel de Vasconcelos tenha tido, até hoje, qualquer estátua em Portugal!

*****
Neste caso, eu e o cidadão Manuel Alegre, não podemos estar certos ou errados, ao mesmo tempo.
As razões pelas quais intervim na Fundação Gulbenkian no início de Maio de 2010 e questionei o queixoso, no fim da sua arenga e, na sequência, escrevi o artigo “Manuel Alegre combatente por quem” – e apenas esse – não se destinou a prejudicar o assistente enquanto candidato a PR. Até pela simples razão de que ele não tinha qualquer hipótese de ganhar.
Sem embargo, quem ouviu os testemunhos da outra parte e não saiba do que se trata, podia ficar a pensar que Manuel Alegre não ganhou as eleições presidenciais, por causa desse artigo…
Tão pouco estabeleci contactos fosse com quem fosse para fazer o que fiz – apesar de querer deixar bem claro que no enquadramento legal existente, esses contactos mesmo que fossem para prejudicar a campanha do putativo candidato, eram lícitos, dado que eles são parte da intervenção cívica e do exercício dos direitos de cidadania.
O que essa intervenção tem é que ser verdadeira e não ir contra a lei e os costumes e não ofender a Moral e os ditames consciência pública.
Ora eu só referi a verdade, não atentei contra a lei nem ofendi a Moral pública!
Exemplo disso é que nunca lhe chamei desertor, pois apesar de ser “vox populi” tal epíteto, eu conhecendo um pouco mais da vida de MA sabia que, técnica e juridicamente, ele não o era.

Pelo contrário, eu é que me sinto ofendido na minha qualidade de cidadão português!
Intervim por um imperativo de consciência, de boa-fé e por entender que a denúncia era de interesse público.

De facto, sendo oficial superior da FA, não me esqueci da minha formação, tão pouco dos juramentos que fiz. E, ao contrário de oficiais, alguns dos quais ouvidos por este tribunal como testemunhas do assistente, que se esqueceram dos deveres e valores militares, eu só penso dar baixa deles para a cova!
Destas testemunhas apenas pretendo referir-me a duas por serem os únicos que me mereciam consideração. Refiro-me aos Maj. Gen. Manuel Monge e Gen. Ramalho Eanes.
Quanto ao primeiro – e complementando o que foi dito pelo meu advogado, Dr. Lafayette, a quem quero agradecer publicamente tudo o que tem feito e por ser um “combatente do bom combate" – pretendo salientar o esforço que fez em arranjar um discurso diferente que o salvaguardasse das contradições em que se enredou.
Falo da tentativa de tornar a definição de “traição” relativa e subjectiva. Ora o significado de Traição à Pátria, para além de ser intuitivo, isto é, toda a gente o entender, está perfeita e legalmente definido nos normativos dos Código Penal e no Código de Justiça Militar.

Mas, se por acaso, o termo fosse considerado subjectivo ou de aplicação relativa, passaria à categoria de opinião e, nesse caso, eu também tenho direito a uma, o que dispensaria este julgamento.
Manuel Monge quis ainda ilustrar o que defendia dando como exemplo a condenação à morte do General Gomes Freire de Andrade, por “traição à Pátria” e hoje existir uma rua e um busto, em Lisboa, com o seu nome.
Todavia, não podia ter escolhido pior exemplo: é que Gomes Freire foi enforcado, não por traição à Pátria, mas sim por ter liderado uma tentativa falhada de golpe de estado…
E se tem rua e estátua, em Lisboa é, talvez, por ter sido Grão - Mestre do Grande Oriente Lusitano…

Quanto ao Gen. Eanes – que conheci ainda cadete, em 1972, quando ele foi proferir uma palestra à Academia Militar sobre a situação na Guiné (de que já deve estar esquecido) - apenas pretendo referir uma dúvida que me assalta: o que é que ele faria se tivesse visto o assistente, frente a frente, quando havia guerra? Por exemplo, logo após uma unidade do PAIGC ter assassinado quatro oficiais e três guias civis, desarmados que estavam a negociar a paz com vários grupos de guerrilheiros (como já referido neste tribunal). Dava-lhe um abraço ou um tiro?

*****
Lembro ainda que a única matéria que foquei na minha intervenção, refere-se ao período em que Manuel Alegre passou na Argélia, como membro do PCP (até 1970), e da Frente Patriótica de Libertação Nacional (entre 1964 e 1974), e naquilo que disse aos microfones da “Rádio Voz da Liberdade”, também conhecida por “Rádio Argel” – e apenas essa, pois nunca referi qualquer outra, nomeadamente a Rádio Brazzaville”, como já aqui se tentou insinuar na tentativa de confundir o tribunal.
 
Eu nunca ouvi a rádio Argel, nem cheguei a combater nos teatros de operações africanos (porque era novo), mas desde cedo na minha carreira e até hoje, que ouvi falar do que lá se passava e dizia, além de ter lido alguma da documentação que existe sobre o assunto. Documentos e pessoas das quais não posso, nem devo, duvidar. Pois os tenho, aos primeiros como fidedignos, e às pessoas como dignas de crédito, por as conhecer, por serem gente de bem e combatentes valorosos e patriotas, como V.Ex.ª tiveram ocasião de verificar, quando alguns deles testemunharam nesta sala.

Por isso não existe qualquer dúvida no meu espirito, que parte do que Manuel Alegre dizia na chamada “Rádio Voz da Liberdade”- note-se que foram 10 anos, não foram 10 dias – não constituía apenas luta política contra o regime de então, mas configurava um crime de traição à Pátria, à luz do Direito Penal então vigente e do actual, por estar a apoiar objectiva e concretamente, os movimentos de guerrilha que nos emboscavam e matavam os soldados e tentavam separar territórios portugueses, da Mãe-Pátria.

Sim, porque esses territórios nos pertenciam por direito próprio e eram, simplesmente, Portugal mais longe! (Faziam parte, por ex., de todas as Constituições e não apenas da de 1933…).
E não ajudava só estes, mas também as potências estrangeiras que patrocinavam os movimentos ditos emancipalistas!

Por muito menos foi um desgraçado soldado português fuzilado na Flandres, em 16 de Setembro de 1917…
Além do mais não concordar com uma guerra, não dá o direito a ninguém de trair os seus, como a participação portuguesa na frente francesa, na I Guerra Mundial, tão bem ilustrou.
Seria até curioso saber como é que o assistente designa os autóctones que se mantiveram fieis à sua condição de portugueses tendo combatido ou não, nas Forças Armadas nacionais e foram fuzilados pelo inimigo, muitos deles já depois das hostilidades terem cessado. Serão traidores? E a quem?
A apreciação que faço é válida naquele tempo, no anterior, actualmente, e sê-lo-á, certamente, no futuro.
Ora chamar a atenção, publicamente, para o passado de uma figura como a do assistente, que exerceu e exerce cargos de relevância política, nos últimos 40 anos, não é de somenos importância – sobretudo quando tal figura pretendia vir a exercer o mais alto cargo da Nação que, por inerência de funções, acumula com o de “Comandante Supremo das Forças Armadas”.
Tem, outrossim, a maior relevância, não sendo apenas uma “aresta” sociológica, como o advogado do assistente tentou fazer crer na 1ª sessão do julgamento.
*****
Gozei até hoje da plenitude dos meus direitos e deveres cívicos. A minha atitude limitou-se a usufruí-los.
Não foi um caso isolado; uma embirração de momento; um fugaz interesse que despertou. Tem sido uma postura de sempre, patente nos cerca de 1000 artigos, cinco livros e dezenas de conferências, que escrevi, o podem atestar. Um destes livros versa, especificamente, a justiça e o Direito em fazermos a guerra que travámos no Ultramar; a sua legitimidade, sustentabilidade e as razões porque desistimos de lutar e sofremos a maior derrota da nossa História!
Derrota, aliás, humilhante e vergonhosa, para a qual o assistente activamente contribuiu e que apenas encontra paralelo nas consequências de Alcácer-Quibir.

Por isso a minha eventual condenação seria, também, uma ofensa a todos os combatentes de sempre e por maioria de razão aos heróis, alguns dos quais me orgulho de ter como testemunhas, e de cuja acção vou condensar num trecho do relatório dos sobreviventes da guarnição da Lancha Vega, relativo ao seu comandante, Segundo-Tenente Oliveira e Carmo, morto heroicamente nas águas de Diu, em 18 de Dezembro de 1961, e cito:
O Senhor comandante dirigiu-se à Camara e fardou-se de branco, dizendo que assim morreria com mais honra. “Rapazes, sei que vocês vão cumprir assim como eu e que mais vós quereis! Acabarmos numa batalha aeronaval. Fazemos parte da defesa de Diu e da Pátria e vamos cumprir até ao último homem e última bala se possível”. “Algumas despedidas se fizeram e até as fotografias dos entes queridos foram beijadas e guardadas nos bolsos dos calções”.
Permitam, para finalizar, que leia o penúltimo parágrafo, do meu livro “Em Nome da Pátria”: “Não soubemos merecer os nossos antepassados, poderá ser a síntese que nos leva ao veredicto final: aqueles que não souberam defender a Pátria, por não a terem sabido amar, acarretarão para sempre, e perante a posteridade, a responsabilidade e a vergonha de a terem deixado perder”.

*****
Meritíssima Juíza,
Passei horas de minha vida sentado nesta sala, a olhar para o símbolo maior deste tribunal: a imagem da balança e da figura vendada, pintadas na parede à minha frente e que representam a Justiça e da qual, neste caso, é V. Exª, o fiel garante.

Estou certo e quero crer, que esse valor maior que é a Justiça será preservado neste julgamento.

João J. Brandão Ferreira

NADIE COMO ÉL… REIVINDICACIÓN DE JULIUS EVOLA EN EL 40º ANIVERSARIO DE SU FALLECIMIENTO

El 11 de junio de 1.974 fallecía Julius Evola en su domicilio romano de Corso Vittorio Emanuele. A 40 años de dicho óbito no podíamos permanecer en silencio, pues el legado que nos dejó el maestro y gran intérprete de la Tradición no tiene parangón alguno. Podríamos comentar detalles cuanto menos asombrosos de su post mortem que seguramente nos harían pensar que lo de Evola no se trató meramente de las intasables doctrinas que nos hizo llegar sino que incluso operó una transformación interior que le hizo ontológicamente partícipe de Tradición Viva (Identificación con el Mundo Suprasensible y Conocimiento del mismo), pero nuestro propósito, en estas líneas, no es hablar de sus aconteceres personales sino de los aportes irrenunciables de la obra escrita que nos ha dejado. De hecho ya en su momento hablamos de sus circunstancias personales, tanto las de su mentado post mortem (1), como la de otros trasiegos que le acaecieron en vida y que podemos colocar en el mismo plano metafísico de los hechos que rodean su muerte -tanto previos como posteriores- (2) y finalizando por su accionar exterior a lo largo de buena parte de su vida (3).
Así pues, es de su legado doctrinal de lo que nos vamos a referir, pues consideramos que nadie como el maestro italiano ha sistematizado de forma más fidedigna lo que es la Tradición, lo que son sus principios, sus valores y sus fundamentos perennes. Nadie como él nos ha descrito lo que en la Tradición es eterno, al margen de circunstancias temporales o geográficas. Nadie como él ha descrito la morfología del Mundo Tradicional. Nadie como él nos ha hecho ver el proceso de caída que llevó al hombre desde la Tradición al alienante mundo moderno (4). Nadie como él nos ha dibujado épocas, culturas, instituciones, organizaciones políticas, doctrinas, sagas y ciclos que fueron paradigmáticos de lo que debe entenderse como Mundo de la Tradición. Nadie como él ha desbrozado la Tradición de adherencias o de involuciones que ya estaban y/o están claramente desmarcadas de ella y que, p. ej., pueden concurrir a un tipo de religiosidad de naturaleza sacerdotal, clerical, lunar, fideísta, devocional, moralista, dogmática, pasiva y embebida por lo que Evola catalogó como propio de la ´luz del sur´. Nadie como él ha visto que sólo a través de la ´vía heroica´, la propia del guerrero o shatriya, ha sido y es posible -en lo que ya Hesíodo denominó como Ciclos Heroicos- la Restauración del Orden Tradicional perdido. Nadie como él supo y nos ha hecho ver que ´la vía heroica del guerrero´ no tiene una vertiente únicamente externa sino que sobre todo trata de la componente interna que consiste en la transformación del ser de un tipo de hombre diferenciado en pos de su Despertar a la Trascendencia. Nadie como él nos ha trasladado que es la ´vía de la acción´ propia de un tipo de Espiritualidad Solar e impregnada por la ´Luz del Norte´ la que puede conducir al hombre hacia su Liberación. Nadie como él acabó con espurias interpretaciones promiscuas, cosmopolitistas e igualitarizantes de lo que es la Tradición y nos enseñó que fue una Raza Primordial y no la humanidad en forma genérica e indiferenciada la que in illo tempore, en y desde una sede ártica-boreal, fue la única protagonista de la Edad de Oro consustancial a la Tradición Primordial y que desde dicha sede Hiperbórea se ramificó hacia diferentes puntos del Planeta y que, igualmente, de ese mismo tronco racial surgieron posteriormente las razas indoeuropeas que migradas por enclaves diversos, y no habiendo olvidado nunca sus orígenes más remotos, protagonizaron diferentes Ciclos Heroicos y restauraron, en diversos períodos y civilizaciones, el Mundo perdido de la Tradición y vivificaron esa Luz del Norte que sólo ellos portaban en la memoria sacra de la sangre, pues sólo ellos eran descendientes de aquellas Razas Primordiales boreales que blandieron en la Edad Áurea la Espiritualidad Solar. Nadie como Evola ha interpretado el sentido holístico de la jerarquía (etim., ´gobierno sacro´) y no lo ha excluido de ningún ámbito, incluido el racial, aun reconociendo la enorme decadencia actual que arrastra a los pueblos descendientes del remoto septentrión; pueblos, que a pesar de ello, atesoran esa posibilidad -ahora adormecida- de retorno a la Edad Primordial (5). Nadie como Evola ha sustentado la certidumbre inherente a la Tradición de que no existen fatalismos contra los cuales un tipo de hombre diferenciado no pueda luchar para revertir la deletérea postración a la que nos ha llevado el mundo moderno, pues nadie como Evola nos ha planteado, a lo largo de diferentes momentos históricos por los que él mismo pasó, las tácticas más adecuadas para hacer frente al edificio mastodóntico de la modernidad e intentar derribarlo y desintegrarlo: en momentos defendió el combate frontal contra él (6) y en otros posteriores la brega por debilitarlo desde dentro (7) …pues nadie como Evola concibió que ni las mismas Edades por las que según los textos Sacros y Sapienciales pasa un ciclo humano o manvântara son compartimentos rígidos sino que son el fruto de dinámicas cósmicas que influyen aquí abajo pero que a pesar de determinar no deben resultar fatales e inamovibles para un tipo humano irreductible y tenaz (8). Nadie como Evola entendió la esencia de la Tradición, que no es otra que la de actuar en este mundo para sacralizarlo y no, por contra, evadirse metafísicamente de él, pues de entenderse de este último modo no hablaríamos de Tradición sino meramente de ´metafísica pura´. Nadie como Evola, pues, entendió que la Tradición es metafísica aplicada en el plano físico de la existencia. Nadie como él aportó vías, herramientas, técnicas y caminos prácticos de transformación interior para ese tipo humano diferenciado que ose recorrer el arduo camino Iniciático que apunta a ese Renacimiento al Mundo Superior que consagra al ariya (al renacido) (9). Nadie como Evola nos ha sabido mostrar dónde se hallan las incorruptas trincheras del Frente de la Tradición pues nadie como él nos las ha desbrozado bien de las escorias de la modernidad más descarnadamente materialista o bien de las pseudoespiritualidades (10) que se afanan por aturdir y confundir a aquéllos que sienten la llamada de la Tradición y la lucha, interna y externa, contra el Mundo Moderno. Nadie como él nos ha puesto en el camino correcto. Nadie como él nos ha dado certidumbre y luz ¡…la Luz del Norte!

NOTAS:
(4) Tanto la morfología del Mundo de la Tradición como el proceso involutivo que abocó en el mundo moderno fueron magistralmente descritos por nuestro autor en Rivolta contro il mondo moderno.
(5) No hace mucho comentábamos en cierto medio que”al igual que Evola definió al budismo de los orígenes -el escrito en canon pali- como totalmente acorde con el modo más genuino de encarar a la Trascendencia que siempre fue propio del hombre indoeuropeo Tradicional deberíamos decir lo mismo del Tao-tê-king de Lao Tsé (que podemos hacerlo emanar del I Ching): encaja, significativamente, totalmente con ese estilo propio del mundo clásico que percibía la existencia, actuaba en ella y entendía de lo metafísico con serenidad, calma anímica, autocontrol, autodisciplina, severidad, austeridad y equilibrio.
Dicho lo cual habría que incidir en que estas similitudes nos denotan un más que probable común origen boreal-solar que habría que entender a través de esas migraciones que, desde la subsede hiperbórica constituida por ese fiel reflejo que habría sido la tierra nordatlantídea, llegaron a la fachada atlántica de Europa (recuérdese la raza solar de los Tuatha de Dannan), se extendieron por ambas riberas del Mediterráneo (megalitismo que recientes pruebas efectuadas con el carbono 14 demuestran que se desarrolló del oeste al este -no al revés- por ser más antiguos los megalitos situados más al oeste), originando, p. ej., la primigenia solar civilización egipcia y extendiéndose hacia Asia, llegando al Tibet (se trasluce un fuerte influjo de estos pueblos de origen nordatlantídeo -o quizás directamente boreal- en el Tibet de los Bon y los Dropa), a tierras de la actual China (aquí encajaría el I Ching…) y hasta el Japón (piénsese en los ainu). Nótese que todavía no estamos hablando de pueblos indoeuropeos, sino de pueblos de un mismo origen y extracción racial pero emigrados mucho antes de la formación de la Urheimat  indoeuropea situada en la cultura de Ertebolle-Ellenberck (allá por la península escandinava).
Las tradiciones solares han sido difundidas por una misma raza. Todas las obras desarrolladas por Evola tratan sobre tradiciones difundidas por esa misma raza y acordes con lo solar. Las tradiciones de carácter Solar que afloraron en diversas partes del planeta son las que esta raza portó consigo y esta raza no es otra que la blanco boreal y su descendiente la indoeuropea, no otra. A cada raza le es inherente un tipo de espiritualidad o un tipo de religiosidad: solar a la indoeuropea, lunar a la semítica y pelásgica,…, totémica a la mongoloide y animista a las negroides.
Lo de la raza (a diferencia del Hado fatalista, del dios omnipresente semítico, de la razón hegeliana universal, del materialismo dialéctico e histórico del mismo Hegel y su seguidor Marx, de los determinismos sociales o culturales)  no supone -lo de la raza- un determinismo que atente contra el principio Tradicional de la libertad del hombre sino una condición sine qua non para ser portadores de esa semilla divina que, mediante la Iniciación propia de la vía del héroe, puede aspirarse a ser Despertada. Sólo la raza mencionada -a causa de su origen divino- puede lograr esa Liberación. Si no queremos caer en igualitarismos no se pueden poner en el mismo nivel las razas de origen divino con las razas hijas de la Tierra, pues adjudicarles a éstas -materializadas, esclavas de la vida meramente instintiva y pulsional y, por ello y citando a Evola, bestializadas- dicha posibilidad Liberadora nos puede provocar el echar mano de la reducción al absurdo y admitir, así, dicha posibilidad de Despertar para -y copiando a teósofos reencarnacionistas- bóvidos, reptiles o hasta insectos…
No se puede admitir lo jerárquico del mundo de la Tradición para todo menos para las razas. El fijarse tan solo en el aspecto externo -lo físico- para, percibiendo sensorialmente que todas las razas tenemos aspecto humano, niverlarlas no representa más que una superficialidad -de corte biologista- que es impropia de una perspectiva Tradicional que siempre pone el énfasis en el nivel Espiritual (en los logros que potencialmente son posibles espiritualmente y que sólo una raza de origen divino -y que poco tiene en común con las demás, aparte de su aspecto antropomórfico- puede hacerlos realidad).”
El del seguimiento de las migraciones de la raza boreal Primordial es un tema que puede ver mucha luz tras la lectura de capítulos como el II, III y IV de la Segunda Parte de Rivolta contro il mondo moderno; en su versión en castellano a cargo de Ediciones Heracles: Rebelión contra el mundo moderno. Igualmente resulta muy recomendable al respecto la consulta del también libro de escritos de Evola El “misterio hiperbóreo”. Escritos sobre los indoeuropeos (1.934-1.970), a cargo de Ediciones Nueva República.
(6) La lucha abierta contra la modernidad y el Sistema que la hacía y hace   suya la defiende todavía Evola en su libro Los hombres y las ruinas (1.953).
(7) Dinamitar al Mundo Moderno desde dentro y no enfrentándose frontal y de forma suicida a él es, en cambio, la estrategia que, en vista del agravamiento de la situación, nuestro maestro estima la conveniente en su obra Cabalgar el tigre (1.961). Un resumen de esta obra se puede leer en el cap. V de nuestra Reflexiones contra la modernidad (Ediciones Camzo); capítulo que puede igualmente encontrarse en: http://septentrionis.wordpress.com/2009/07/28/cabalgar-el-tigre/
(8)Para una profundización en el tema de la oposición Tradicional a la idea de fatalismo se puede consultar el cap. III de nuestro ya citado libro Reflexiones contra la modernidad. Asimismo se puede leer dicho ensayo en: http://septentrionis.wordpress.com/2010/08/19/evola-frente-al-fatalismo/
(9) Evola nos describe técnicas Iniciáticas en diversas obras suyas, pero de una manera sistemática lo hace, junto a un buen número de colaboradores del Gruppo di Ur, en Introduzione alla magia quale scienza dell´io.
(10) Así las denunció en forma monotemática en Rostro y máscara del espiritualismo contemporáneo.
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