Mostrar mensagens com a etiqueta Documentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Documentos. Mostrar todas as mensagens

Solstício

Irmãos, camaradas e amigos,

Reunimo-nos hoje, como vem sendo habitual, para celebrar em contacto com a Natureza o Solstício de Verão e realizar a nossa “Marcha dos Elementos: Terra, Água, Ar e Fogo”. Todos temos percepção da terra que pisamos, da água que nos molha o rosto, do ar que respiramos e do fogo que tudo queima e transforma.

Aneximandro, filósofo pré-socrático, diz-nos que o princípio de todas as coisas é o «Apeiron», palavra grega que, não se podendo traduzir com muita precisão, significa o infinito, o indeterminado, o que não se pode medir, o grandioso, o magnificente, ou seja, o que em linguagem alquímica corresponde ao 5º elemento – o Éter – inatingível por qualquer esquema mental.

Afirmava Anaximandro que deste “Éter” surgem todas as coisas – o Princípio Imutável. Princípio inapalpável e que de nós se afasta cada vez que o tentamos alcançar através do raciocínio evolucionista, descurando o conhecimento iniciático, intuitivo ou, para não parecermos tão pretensiosos, o sentimento de verdade, de uma certeza interior de algo que já nos pertenceu e que relembramos como uma espécie de saudade.

É relativamente fácil entendermos o nosso corpo como elemento físico, composto em sua grande maioria por água e que necessita constantemente de ar que alimenta o nosso fogo…

Empédocles, outro pré-socrático, fala-nos não só do Fogo, mas de quatro Elementos que nos livros de filosofia surgem como as «quatro raízes». É um dos poucos pré-socráticos que expõe claramente os Quatro Elementos com o mesmo nome e na mesma ordem com que os recolherá a Alquimia tradicional… A ordem estratigráfica dos elementos começa por: Terra – Água – Ar – Fogo – Éter, a ordem genética é a inversa.

Para Anaxímanes o Ar é o Principio concreto da Natureza. Explica que este Ar é o alento. O Alento Divino que vivifica todas as coisas. Do Ar nascem todas as coisas, e ao Ar regressam quando se corrompem a nível material. O Ar é um Principio que dá origem e que serve de regresso.

Segundo nos relata Aristóteles, para Tales de Mileto o Princípio de todas as coisas é a Água. A água alquímica o elemento vital, prânico, a energia do Universo.

Constatamos assim que embora se chamasse a estes filósofos pré-socráticos de “físicos”, por tentarem perceber a origem “física” da Natureza, na realidade não parece existir aqui nada de Filosofia nem de Física tal como concebemos hoje estas disciplinas.

Mas a sensação que nos fica é que nestes primórdios a lógica e a razão (modernistas) não ocupavam um lugar de destaque nos antigos sábios, mas ao contrário o aspecto “mágico” oculto numa linguagem, diríamos, iniciática eram a forma de entender a Natureza e chegar à Verdade.

Recordamos também que as escolas iniciáticas do Oriente, mais concretamente na China, nos falam de cinco elementos: «Água, Fogo, Madeira, Metal, Terra».

Para nós, Legionários, tudo isto nos interessa porque sabemos que é penetrando nas origens que a Verdade está mais nítida. E vamos também tendo a percepção que nem só a razão e a lógica nos explicam o Mundo. E quando os nossos actuais cientistas parecem ir descobrindo racionalmente a origem do Universo, avançando as suas materialistas explicações, nós reparamos que uma sabedoria muito, muito antiga já “irracionalmente” dizia o que os modernos físicos dizem.

E acrescentamos que vários mitos da Antiguidade, presentes em culturas geograficamente distanciadas e distintas, revelam-nos uma semelhança assustadora no seu conteúdo simbólico, o que nos faz recordar Julius Evola e as suas investigações e explicações comparadas das antigas e tradicionais culturas que nos levam à tal Idade de Ouro e a uma Ciência Primordial.

E porque este nosso texto toca na Alquimia transcrevemos da obra do Mestre “A Tradição Hermética”, o seguinte trecho:

«A Ascese Hermética

Na alquimia grega encontramos como condições gerais a pureza tanto do coração como corporal, a rectidão, o desinteresse, a ausência de cupidez, de inveja e de egoísmo. «Quem realizar estas condições é digno, e só o digno se faz participante da graça do alto, a qual, no mais profundo recolhimento da alma, em sonhos verdadeiros e visões, lhe abre o intelecto à compreensão do “Grande Mistério dos Sacerdotes Egípcios”… comunicado por estes só oralmente ou de um modo enigmático que “engana os demónios”, e que a esse digno torna a “Arte Sagrada” tão fácil como um “jogo de crianças”.»

A nossa higiene física, mental, moral e espiritual são também para nós os primeiros passos para nos mantermos de pé entre as ruínas.

Avé!

Muralha III


Falemos dos Guardiões.
Guarda, guardião é aquele que preserva, que trata, conserva, protege, esconde, auxilia, orienta, obedece e manda. Ser guardião é tudo isso e muito mais: é união, é disciplina, é rigor, é amor e sabedoria, é vontade. Vontade de saber, de agir, de trabalhar, de lutar. É pensamento e obra... é triunfo. Com estes objectivos se criaram as guardas masculina e feminina. Corpos uniformizados e disciplinados capazes de um forte sentido de fidelidade, de dedicação e serviço.
A história do homem é feita de guerra e paz, de grandes e pequenos exércitos, de batalhas e guerrilhas, do nascimento e queda de impérios. Apareceram heróis, salvadores e mártires. Conhecemos monstros sanguinários, personagens diabólicas. Viveram-se momentos felizes durante as guerras, como se viveram momentos de angústia em tempos de "paz". Guerras entre povos, guerras religiosas, guerras entre classes o separatismo está sempre na moda e enfim, um prolongado etc. Há quem faça a guerra para enriquecer. Há quem queira a paz para não perder. De um lado falam-nos em guerras justas, do outro em guerras santas. Uns buscam ouro na terra enquanto outros virgens no céu. Todos prometem algo, há sempre alguma coisa em troca. Há os que lutam pela liberdade e sendo este o seu objectivo de vitória escravizam a derrota dos outros. De um lado os vencidos, do outro os vencedores. Depois a grande mentira: de um lado o bem e do outro o mal. Não nos iludamos, o processo de decadência que a humanidade conhece só tem uma definição de guerra: um ganha, outro perde, já foi teu agora é meu.
Nós guardiões não temos um ideal de conquista no sentido material, nem buscamos a vitória pela vitória. O nosso ideal de Justiça e Beleza são a busca do equilíbrio perdido entre o Homem e a Natureza, entre o Homem e o Divino, e por consequência entre o homem e a sua consciência divina (Krixna em Bhagavad-Gita).
Os líderes actuais da decadência orientam o rebanho na busca da riqueza, baseiam-se num processo ilusório de necessidades, chave mestra da economia – a nova divindade.
Como nos diz Julius Évola: "A economia actuou na essência inferior do homem moderno e através da civilização por ele criada, tal como o fogo se transmite de um ponto para outro, enquanto não arde tudo. E a correspondente "civilização", partindo dos seus focos ocidentais, difundiu o contágio a todas as terras ainda sãs, trouxe a inquietação, a insatisfação, o ressentimento, a incapacidade de se possuir um estilo de simplicidade, de independência e de comedimento, a necessidade de avançar sem parar e cada vez mais rapidamente no seio de todas as camadas sociais e de todas as raças; ela foi empurrando o homem cada vez mais longe, foi-lhe impondo a necessidade de um número cada vez maior de coisas, tornou-o portanto cada vez mais insuficiente e cada vez mais impotente - em cada nova invenção, cada nova descoberta técnica, em vez de ser uma conquista, marca uma nova derrota, é uma nova chicotada destinada a tornar a corrida ainda mais rápida e ainda mais cega. É assim que as diferentes vias convergem: a civilização mecânica, a economia soberana, a civilização da produção e dos consumos coincidem com a exaltação do devir e do progresso, do impulso vital ilimitado – em resumo com a manifestação do "demoníaco" no " mundo moderno".
Guerra e economia – os soldados não têm comandantes, obedecem a patrões que lhes pagam o ordenado... são livres, democraticamente enviados pelos governos do povo" para restaurar liberdades e democracias", braços políticos da economia capitalista. Este é o cenário actual: democracias – esquerdas direitas – capitalismo economia... os novos mitos.
Somos Guardiões, uma milícia de fé, acreditamos em valores intemporais, que irrompem de um supra mundo. Sabemos que as modas são passageiras e por vezes perigosas. O processo de degeneração em curso só tem um caminho – o abismo.
Vamos procurar manter uma chama acesa para servir de farol na tempestade.
Agosto/2003

Entrevista

Publica-se também aqui, a entrevista possível, dada a Novopress.info
A Legião Vertical, espera que a entrevista sirva para esclarecer alguns pontos que a diferenciam dos demais. Sempre que houver dúvidas sobre a actuação da Legião, o neófito pode, caso o deseje, escrever para a Legião.
-
Transcrição da entrevista:
-
É com redobrado prazer que a equipa Novopress publica esta entrevista com dirigentes da Legião Vertical, uma associação que tem vindo a desenvolver um amplo conjunto de actividades culturais, sempre com vista à formação e elevação pessoal dos seus membros, com base nos ensinamentos daquele a quem designam por Mestre, o sempre tão actual pensador italiano Julius Evola. Os nossos sinceros agradecimentos à LV pela colaboração.
-
1. O que é a Legião Vertical, que áreas de actuação priveligia e quais as suas balizas?
-
- A LV é uma organização que procura transmitir uma certa maneira de estar na vida. Como achamos que o mundo em que vivemos é individualista, materialista, mesquinho e cada vez mais prostituído à grande ilusão de progresso, procuramos com a LV ser uma espécie de crisol onde valores intemporais sejam transmitidos e sobretudo, partilhados e vivênciados.
-
2. Tendo o pensador italiano Julius Evola como inspiração, falecido há mais de 30 anos, em que medida poderá a sua obra teórica auxiliar aqueles que se opôem ao Mundo moderno, isto é, tudo aquilo que lhe é inerente?
-
- A resposta a esta pergunta está contida na primeira. O Mestre era portador dessa chama Tradicional e portanto intemporal que jamais se extingue, embora por vezes esse fogo não seja perceptível pelo comum dos mortais, ele está lá para aquecer e orientar a quem o busca com verdade. A demanda é essa, e ela passa por descobrimos o Homem Vertical que existe latente em cada um de nós e que o mundo moderno quer a todo o custo aniquilar.
-
3. Julius Evola tornou-se um crítico do nacionalismo, particularmente por este ser um obstáculo à ideia que desde sempre acarinhou, o Imperium. Qual a posição da LV relativamente ao nacionalismo, tal como era entendido por Evola, bem como em relação à Ideia Imperial?
-
- Nacionalismo é entre “a nossa gente” um conceito demasiado alargado e mais ou menos fácil do qual abusamos para nos enquadrarmos. O nacionalismo é jacobinismo e como tal é sempre uma oposição. Ou seja, mesmo quando pretende enaltecer as qualidades de determinado povo e/ou a sua História fá-lo quase sempre em oposição a outros povos, outras pátrias. Enfim, mesmo quando não encontra pretensas superiores referências, parece como que dizer – Somos medíocres mas é assim mesmo que gostamos! O Mestre rejeita este nacionalismo e ao dizer que é na Ideia que deve residir a nossa verdadeira pátria impõe um padrão superior de Unidade.
-
4. Vivemos numa época em que tudo corre em ritmo acelarado. Alguns dizem que a formação ideológica de pouco serve actualmente dado que as ideologias morreram, numa espécie de Fim da história de Fukuyama. Os políticos actuais mostram-se pouco ideologizados. Julgam que uma sobre-intelectualização poderá conduzir a um abandono da chamada realpolitik e consequentemente à marginalização?
-
- Sim, ritmo acelerado, diríamos mais, vertiginoso. As ideologias concebidas por cabeças humanas nascem crescem, tomam corpo, muitas, são responsáveis por grandes desvarios, e depois caducam e morrem. A Ideia Tradicional é de Ordem Cósmica, onde o Bom, o Belo e o Justo, não andam ao sabor das mentes de desejo humanas (o kama-manas para os hindus), por isso a sua Intemporalidade de que já em cima falamos.O abandono da politica e a intelectualização? Não nos merece grandes comentários. Os pseudo-intelectuais são de esquerda e são eles os timoneiros ideológicos da modernidade. A pseudo direita defende uma pequena moral burguesa em que nem eles próprios acreditam mas a que o jogo democrático assim obriga. E portanto ambos não passam de prostitutas ao serviço da globalização capitalista. Ou vocês ainda acham que os casamentos gays, o aborto legalizado, a droga legalizada…futuramente a maior idade para os 16 anos, etc. não fazem também parte da globalização? O Povo deixou de o ser, e a populaça que por aí vegeta contenta-se com as migalhas do proxenetismo.
-
5. Na Direita e particularmente no seio da área nacionalista muito se fala de Tradição, havendo inclusive aqueles que teimam em diferenciar a Tradição com T maiúsculo e aquela com minúsculo. O que é então a Tradição?
-
- Parece que já fomos respondendo a essa questão, mas expliquemos em termos “materiais” – Imaginemos um cataclismo mundial do tipo “bíblico” o que é que acham que restaria da nossa actual civilização (?) Os computadores, os telemóveis, o ultimo grande avião…? É quase certo que isso fosse tudo consumido pelo fogo, ou pela água, ou por ambos! Agora reparem nas Pirâmides do Egipto, quantas civilizações já passaram por elas (?) e no entanto aí estão, verticais, serenas, quase que imunes ao tempo. Um exemplo plasmado da espiritualidade. A Tradição É em Si mesmo e as tradições são-no na medida que conseguem tocar esse Principio. Como diria o Mestre - Existe Tradição onde não há diferença entre poder temporal e autoridade espiritual.
-
6. O termo Legião indicia algo marcial, que implica hierarquia e disciplina. Numa Europa que padece de uma patente desvirilização, qual o sentido que um espírito legionário, militar, entendido este termo no seu significado etimológico?
-
- Temos receio em responder a esta pergunta sem cairmos em lirismos ou más interpretações: Se falamos em Tradição falamos em Hierarquia se falamos em hierarquia podemos criar confusão com “cesarismo, bonapartismo”, um erro muito comum da “nossa gente”sempre desejosa de exteriorizar o Duce que há em si. Não estamos preocupados em parecer, embora os nossos egos estejam sempre a martelar-nos, mas em sermos. Para isso é necessário tomarmos consciência da nossa personalidade, a tal máscara com que nos vestimos. O conjunto de nossa personalidade é composto por “hierarquias” desde as necessidades mais elementares como comer ou respirar até aos nossos desejos mais ou menos requeridos pela nossa mente e portanto por aquilo que ela absorve do meio circundante. Depois de entendermos um pouco melhor este processo procuramos formas de domar ou refrear certos ímpetos mais individualistas e materialistas. Tudo isto requer um processo de ascese que tem que ser orientado, definindo prioridades e comportamentos. Falávamos há pouco tempo com elementos de uma determinada associação que nos visitou, da necessidade de criar uma nova personagem, contrariando até um pouco aquela coisa do “homem novo” que todos falam (até os comunistas) e que parece ser servido a la carte, consoante o gosto de cada um. A Legião oferece a identificação a um Ideal Marcial, de Espírito de Corpo, cumprimento do dever e palavra dada, Honra portanto. Requer compromisso, perseverança, e respeito ou seja Fidelidade. Estaríamos a divagar se falássemos em monges-soldados e outras formulas impactantes que não serviriam mais do que alimentar os nossos egos. Só os verdadeiramente livres se submetem à disciplina e hierarquia.
-
7. Recentemente surgiu na we uma louvável iniciativa que dá a conhecer a obra de Julius Evola, refiro-me ao Boletim Evoliano. Tem a LV alguma relação de colaboração com este projecto e como o encara?
-
- Ainda bem que nos colocam essa questão. O Boletim Evoliano surgiu por iniciativa de um senhor com o qual iniciamos contactos há já algum tempo. Tínhamos decidido por termo ao nosso boletim Horizonte Vertical e em boa hora surgiu a oportunidade de colaborar com essa iniciativa. Marcamos encontro pessoal, trocamos breves impressões, havia já na web alguma coisa publicada da qual se tomou mão e lançou-se o Boletim numero zero. A partir desta altura o referido senhor começou a ser convidado para participar em várias iniciativas da Legião e tem partilhado connosco algumas experiências, que têm sido muito gratificantes para ambos. A verdade é que o Boletim Evoliano se deve inteiramente a ele. Pena para nós que o N. ainda não se tenha decidido a dar o passo…que todos esperamos. Mas como em outras coisas na vida é preciso primeiro dizer o Sim de livre e espontânea vontade.
-
8. Em traços gerais, peço a enumeração dos principais problemas que afectam a nossa sociedade.
-
- Escrevemos em tempos – Que não chegaria um calhamaço para apontar aquilo que não gostamos no mundo moderno, da mesma forma que os psiquiatras norte-americanos diariamente anotam mais uma nova doença que a prodigiosa modernidade faz às mentes humanas. Num dos últimos textos que publicamos no nosso blog “Uma bala nas ideias…” mencionamos já alguns problemas e como tal não nos vamos aqui repetir.Mas existem no nosso país verdadeiros sinais de alarme e de uma latente revolta por parte da chamada classe média que é a coluna vertebral das sociedades modernas baseadas no primado da economia. Há demasiadas famílias com a corda ao pescoço, fazem grandes sacrifícios para pagarem a educação dos filhos, os empréstimos das casas e para terem um carrito. Por outro lado passamos nas auto-estradas e elas estão cheias de topos de gama, passamos nos “bairros sociais” e encontramos topos de gama, as casas a preços exorbitantes são logo vendidas e os “bairros sociais” continuam a construir-se…percebem? Deixem que partam a coluna vertebral e dá-se a implosão…necessária! Por enquanto aprendamos a cavalgar o tigre.
-
9. Então, como poderemos nós mantermo-nos de pé entre ruinas, alimentando essa revota contra o mundo moderno, com vista a cavalgarmos o tigre?
-
- Voltando a olhar para as Pirâmides e querer fazer parte da sua eterna grandeza.
-
10. Derradeiras palavras para os leitores do Novopress.
-
- Já falamos milhentas vezes da necessidade de formar uma Primeira Trincheira… Meus caros amigos o vosso trabalho no NOVOPRESS é sem sombra de dúvidas, e sem falsos elogios, a Primeira Trincheira da blogosfera “nacionalista”. A realidade está à frente dos olhos. Leitura diária obrigatória. E obrigado à gerência por esta oportunidade que deram à Legião Vertical. Saudações Legionárias

Breve explicação

Quem somos, o que queremos e para onde vamos?
Estas são perguntas que já colocamos a nós mesmo e que de certa forma outros já nos colocaram:
-O que fazem? O que estudam? Têm algum objectivo específico? Etc.
Acontece muitas vezes não darmos a resposta adequada porque temos alguma dificuldade em saber do que podemos falar e o que devemos dizer. Todos os membros aceites e que fazendo parte de uma estrutura mais interna sabem que na nossa Ordem existem rituais que não podem ser desvendados ao neófito pois são nossos, fazem parte da nossa unidade enquanto Ordem. Estes rituais não têm nada de estranho, simplesmente podem ser mal interpretados por quem não tem conhecimento de determinados assuntos e por essa razão devem connosco permanecer secretos.
Uma das coisas que mais mal interpretada pode ser é a nossa maneira interna de nos saudarmos. A nossa Ordem como herdeira da Tradição Primordial utiliza a eterna saudação romana de braço ao alto como forma de recebimento e posterior aceitação do novo membro. Nada disto é estranho a quem tenha cumprido o serviço militar e tenha Jurado Bandeira. Quem passou por tal cerimónia ou teve a oportunidade de assistir não esquece com certeza a emoção que a todos toca. Embora esta maneira de saudar tenha sido mais visível no período do Império Romano, ela na verdade remonta aos primórdios da humanidade. O seu carácter sagrado tem uma explicação esotérica que sucintamente abordamos:
- Diz-se que o nosso corpo está dividido em quatro partes, duas em cima e duas em baixo. Hemisfério esquerdo e direito. O hemisfério direito superior tem conotações mais positivas, o esquerdo e inferior será mais negativo. A mão aberta dá, a mão fechada guarda. Isto tem também uma explicação natural e lógica: - Quando saudamos alguém não o fazemos de punho fechado mas sim de mão aberta e quase sempre com a direita. Pelo contrário se alguma coisa nos incomoda nós cerramos os punhos em sinal de protesto e agressividade.
Acrescente-se que a saudação romana parte de um processo de aprendizagem e posterior aceitação como igual a quem a faz, tal como o militar que só no acto mais simbólico do Juramento de Bandeira é autorizado a fazer. Nada desta explicação seria tão necessária se os derrotados da II Guerra Mundial não a usassem também. E como vocês já aprenderam a História é escrita pelos vencedores e estes podem dizer todas as barbaridades que acharem necessárias para ridicularizar os vencidos. Mas isso será outra história! Todos nós já vimos filmes em que os índios levantam a mão como acto de paz para saudar, já vimos também filmes que, em Tribunal para prestar juramento, as testemunhas colocam a mão esquerda sobre a Bíblia e com a direita ao alto e bem aberta declaram dizer a verdade e só a verdade, ou seja o melhor que cada um tem dentro de si. É esse melhor, que temos em nós, que aqui oferecemos. A nossa Honra e a nossa Fidelidade colocadas ao serviço de um Ideal que é representado em cada um e por cada um de nossos camaradas.
Não é um punho fechado emocional, sensitivo, que liberta o pior de nós (medos, ódios, paixões mesquinhas), é ao contrário uma promessa consciente de que estamos aqui para dar e que o nosso braço ao alto é disso uma constante prova de oferecimento sem mácula.
Nossos símbolos e nossos uniformes podem também ser alvo de interrogações que já explicamos anteriormente.
As nossas posições filosófico-políticas estão mais ou menos explicadas a quem teve e tem oportunidade de ler o nosso boletim externo. É sabido e anunciado que o nosso mentor e Mestre é Julius Evola, com a sua visão da Tradição que deverá unir gentes e povos conscientes do mesmo Sentido Divino.
Este é o nosso Ideal de Império, por isso, somos uma milícia de Fé, supra-territorial e supranacional, conscientes das nossas tradições, de nossas pátrias e conservadores do eterno Ideal Platónico do Bom, do Justo e do Belo.
A "civilização" moderna fez da mediocridade a sua fasquia, vulgarizou a estupidez e o feio, atribuiu-lhe prémios e condecorações a todos os níveis, desde as artes à política. Apresenta mentiras como verdades inquestionáveis e a toda a hora renova a máscara que cobre a falsidade dando a ilusão de progresso. Todos os dias dizem-nos que estamos melhor porque temos mais, ou pelo menos poderíamos ter! Quando nos acham demasiado descontentes dizem-nos que temos razão e que felizmente a democracia resolve. A solução é votar na alternativa que sempre se apresenta como salvadora! Já conhecemos todas as alternativas e duvidamos!? A dose anestésica a que estamos sujeitos é tão grande que como cordeiros procuramos nas urnas um novo pastor entre o rebanho!
Camaradas, por estas e outras razões a nossa Ordem tem segredos que não podem ser divulgados. Mas também são esses segredos que nos mantêm unidos e nos dão força para continuar a batalha quase inglória de remar contra a maré, de remar contra a destruição a que o materialismo sujeitou o homem contemporâneo.
Somos poucos, dirão!
Sim, muito poucos, mas apenas conta a firme resistência de alguns!

AVÉ!

Guarda Feminina

A missão é formar uma mulher, cuja verdadeira conquista seja descobrir a sua própria identidade e encontrar a energia capaz de a elevar até grandes ideais.
O trabalho a realizar é interno.
É necessário reerguer-se, ressurgir interiormente, tomar forma, criar em nós ordem e aprumo. Estabelecer ordem interior, criar formas de obediência absoluta ao ideal. Para tal é essencial recorrer à nossa visão interior e manter a disciplina de vigia, para poder prosseguir com dignidade.
O caminho passa pelo desenvolvimento das capacidades físicas (cultivando a disciplina da vontade), formação do carácter, cultura do espírito guerreiro de acção, resistência moral (sentimento do dever) e cooperação na defesa da Justiça e do Bem.
A superação dos desejos egoístas é um trabalho constante, árduo e valente, que honra aquela que o vive, tornando-a guerreira, portadora de luz, de coração limpo e alma pura.
É necessário:
Estar sempre vigilante a activa, consciente do papel a desempenhar na sociedade, com recto sentir e seguro instinto e com adequada visão da vida – ser mulher exemplo – evidenciar pela diferença e ter consciência dela mesma, intervindo sempre que oportuno;
Restaurar o amor e a dedicação por um estilo de impersonalidade activa, para a qual o que importa é a obra, a função, a responsabilidade, a tarefa assumida, o fim visado e não o indivíduo;
Através de exercícios físicos, adquirir destreza física, fortalecimento e defesa do organismo, confiança em si própria, vida alegre e sadia;
Uma adesão férrea a certos princípios, honra e fidelidade, fidelidade a si mesma e a uma ideia ou ideal, num empenhamento completo em todas as manifestações da existência;
Descobrir o poder e a força da união. A lealdade entre todas e o espírito de união e uniformidade é condição necessária para o bem-estar da guarda, aceitando sempre as tarefas que nos forem confiadas e desempenhando-as sempre da melhor forma possível. Cada uma deve ser responsável pelo bem-estar da guarda.
Uma mulher que queira pertencer à Guarda Feminina além dos princípios gerais da Ordem tem de gerar dentro de si as quatro virtudes cardiais: Sabedoria, Coragem; Temperança e Justiça, tão fortes como a agulha de uma bússola. A Sabedoria estabelece a fidelidade e o respeito aos objectivos da guarda, a Coragem produz a ousadia para cumprir o estabelecido, a Temperança equilibra a mente e o desejo, e a Justiça alicerça todas as outras permanecendo na sua própria missão. Assim se forma uma mulher guerreira, cheia de força, heróica e destemida, que se ergue na luta, no grito e no desejo de esmagar a inércia e a injustiça.
Iremos prosseguir com dignidade. Apenas precisamos de vontade, para viver e compartilhar o mesmo ideal.
Tomo na minha mão o estandarte da Guarda e aceito.

Do legionário e suas obrigações

1 - A primeira obrigação é para consigo mesmo: O legionário é asseado, cuida da sua aparência, prima na sua higiene pois sabe que a saúde individual é o melhor remédio para evitar a epidemia. O legionário é portador de uma saudável altivez.

2 - A segunda obrigação é para com a natureza: O legionário respeita a mãe natureza pois tem consciência da sua importância, ela faculta-lhe todo o necessário.

3 - A terceira obrigação é para com os seus camaradas: O legionário jamais nega ajuda a outro legionário e em combate nunca abandona seus camaradas.

4 - A quarta obrigação é para com os seus superiores: O legionário é um exemplo de disciplina e obediência. Da unidade na ordem vem a força.

5 - A quinta obrigação é para com o Ideal: O legionário defende intransigentemente o Ideal, por ele vive por ele morre.

Legião em Marcha

Sempre que a desordem, a injustiça, a ignorância e a maldade se instalam no mundo, diz-nos um antigo texto sagrado da Índia que a "mensagem divina" se manifestará de novo no coração de um ser humano para protecção dos homens justos e bons e para acabar de vez com os criminosos.
Levanta-te e luta! - Dizia o deus Krixna a Ardjuna o guerreiro, - cumpre com o teu dever de kxatriya. Se venceres, ganharás o reino terrestre; se morreres em combate alcançarás os planetas celestiais, portanto levanta-te com determinação e luta; luta pelo simples facto de lutar, sem levar em consideração felicidade ou aflição, perda ou ganho, vitória ou derrota, e assim nunca incorrerás em pecado.
Assim é a via do guerreiro, hoje mais do que nunca é necessário apelar à força divina que habita em nós. Acabar com a letargia que nos entorpece os músculos e anestesia a mente.
É urgente uma acção superior; É urgente uma muralha que trave esta corrente caótica, uma muralha edificada por verdadeiros construtores, protegida por valentes guardiões e amada pela sabedoria de corajosas mulheres.
É esta a resistência que se impõe.
Que por detrás desta muralha, longe do mal, do feio e do injusto se eduquem nossos filhos, nos verdadeiros valores que são apanágio da Grande Tradição.
Que o verdadeiro caminho do guerreiro lhes seja ensinado.
Nestes centros de resistência o homem exemplo será lentamente reconstruído. Um homem que transporta em seu peito uma chama divina e aprende a olhar o caminho de frente e para o alto, pois é no alto que está o seu guia e é seu dever segui-lo. Ele sabe que o caminho escolhido não é fácil, toda a ascensão exige esforço e espírito de sacrifício, só um homem educado no espírito legionário, escolhe o caminho mais duro, um caminho verticalizado, um caminho de glória.
O caminho horizontal é para os outros, almas penadas que deambulam à esquerda e à direita, preocupados em ter, em possuir, em deixar uma herança de matéria, de lixo, pois já não têm mais nada para transmitir às futuras gerações.
Levantai-vos pois guerreiros, construí a muralha, observai, estudai e exercitai-vos.
É preciso estarmos preparados, o embate aproxima-se a passos largos e nós estaremos presentes, de pé, lado a lado, ombro a ombro, tal uma falange espartana, chefiada por Leónidas. Lembrai-vos, no fim ficaremos nós, de pé sobre as ruínas!

Porquê Legião Vertical

1 - Porque queremos filósofos de acção e não pensadores iluminados, sentados à mesa dos Congressos, discutindo o auxílio aos países subdesenvolvidos;

2 – Porque sabemos que são falsos os ideais com que nos aliciam e que são igualmente falsos os modelos de felicidade programada que tentam vender-nos;

3 – Porque não queremos a mediocridade no poder, acima o governo Aristocrático, dos mais aptos e dos mais virtuosos, abaixo o governo dos oportunistas e mendicantes, abaixo o coro das carpideiras a soldo dos poderosos;

4 – Porque não queremos estar submissos ao tirano, mesmo quando ele fala com voz de mestre, procurando a adulação e a obediência aos seus caprichos. Nunca confundiremos obediência filosófica com submissão e servilismo.

5 – Porque sabemos distinguir entre o fácil e o autêntico e queremos um Mundo em que o Homem seja avaliado por aquilo que é e não por aquilo que possui, desalojando-o do gozo da posse;

6 – Porque não acreditamos no mito do progresso linear e interminável e não queremos perder o sentido dos ciclos naturais vividos ao ritmo da natureza;

7 – Porque queremos ser homens livres, responsáveis e senhores do nosso destino e não mortos antecipados;

8 – Porque queremos restaurar definitivamente a aliança Homem – Universo e unir de novo todas as formas de conhecimento;

9 – Porque a nossa posição ideológica será sempre: - em Frente e para o Alto, ultrapassando a ilusória e horizontal dança parida na Revolução Francesa.

10 – Porque queremos responder à dinâmica do retorno à Unidade Primordial no sentido de impedir a ruína do homem contemporâneo criando focos de resistência contra a podridão materialista;

11 – Porque queremos reencontrar os autênticos valores humanos: Honra, Fidelidade, Lealdade, Obediência, Espírito de Serviço e Sacrifício e não temos medo de gritar bem alto: - Somos aristocráticos, somos idealistas e somos filhos de um universo inteligente e necessário;

12 – Porque queremos ser portadores de um projecto transcendente que justifique a nossa existência, segundo a Lei Primordial (Dharma).

O que é a Legião Vertical?

A Legião foi formada com elementos que permaneceram fiéis a um Ideal que se transmitiu através da prática das Artes Marciais e com uma ligação muito forte à doutrina Tradicional proposta por Julius Evola. Este pequeno grupo original, que teve os seus altos e baixos com entrada e saída de membros, foi-se ajustando até dar origem a este projecto mais ousado que pretende ser a LV.
Quem nos tem vindo a acompanhar desde o início e teve a oportunidade de ler o boletim que editamos (Horizonte Vertical) não ficará admirado da necessidade ou talvez vontade de alargar os nossos horizontes, e sem sermos megalómanos, podermos acreditar que trilhamos o caminho certo e que este Caminho pode e deve ser partilhado por muita mais gente.
Mas a que se propõe a Legião?
A Legião pretende formar seres humanos no Caminho da Tradição.
A Legião pretende unir (e não misturar) povos sob um Ideal de Honra e Justiça.
A Legião pretende ser uma milícia de fé, supra territorial e supranacional.
Portanto, a formação legionária é dada através de textos culturais, filosóficos e políticos. A parte física tanto quanto possível é assegurada com aulas regulares nas Escolas da Legião onde elas existam ou periodicamente em estágios em locais a designar.
A complexidade do Mundo Moderno levou o homem ao individualismo “sofisticado” no qual ele vive “feliz”, sozinho porque está iludido pelo moderno conceito de Aldeia Global ou seja a proximidade! A massa humana movimenta-se cada vez mais anarquicamente nesta “aldeia”, desprende-se das suas raízes porque esta “aldeia” passa a ser a sua casa, a casa de todos!
A diversidade dos povos, suas culturas e tradições devem ser preservadas. O homem deve reencontrar o orgulho de ser, de pertencer a uma comunidade distinta das outras, o sentido de Honra e Justiça não pode ser falseado pelo vil metal.
Depois da explicação anterior podemos dizer sem receio de outras interpretações porque somos supra nacionalistas, ou seja porque acreditamos num Ideal, e é neste Ideal que reside a nossa verdadeira pátria a qual nenhum inimigo nos pode tirar, e é também por isso que a nossa milícia é supra territorial.
Powered by Blogger