Guarda Feminina

A missão é formar uma mulher, cuja verdadeira conquista seja descobrir a sua própria identidade e encontrar a energia capaz de a elevar até grandes ideais.
O trabalho a realizar é interno.
É necessário reerguer-se, ressurgir interiormente, tomar forma, criar em nós ordem e aprumo. Estabelecer ordem interior, criar formas de obediência absoluta ao ideal. Para tal é essencial recorrer à nossa visão interior e manter a disciplina de vigia, para poder prosseguir com dignidade.
O caminho passa pelo desenvolvimento das capacidades físicas (cultivando a disciplina da vontade), formação do carácter, cultura do espírito guerreiro de acção, resistência moral (sentimento do dever) e cooperação na defesa da Justiça e do Bem.
A superação dos desejos egoístas é um trabalho constante, árduo e valente, que honra aquela que o vive, tornando-a guerreira, portadora de luz, de coração limpo e alma pura.
É necessário:
Estar sempre vigilante a activa, consciente do papel a desempenhar na sociedade, com recto sentir e seguro instinto e com adequada visão da vida – ser mulher exemplo – evidenciar pela diferença e ter consciência dela mesma, intervindo sempre que oportuno;
Restaurar o amor e a dedicação por um estilo de impersonalidade activa, para a qual o que importa é a obra, a função, a responsabilidade, a tarefa assumida, o fim visado e não o indivíduo;
Através de exercícios físicos, adquirir destreza física, fortalecimento e defesa do organismo, confiança em si própria, vida alegre e sadia;
Uma adesão férrea a certos princípios, honra e fidelidade, fidelidade a si mesma e a uma ideia ou ideal, num empenhamento completo em todas as manifestações da existência;
Descobrir o poder e a força da união. A lealdade entre todas e o espírito de união e uniformidade é condição necessária para o bem-estar da guarda, aceitando sempre as tarefas que nos forem confiadas e desempenhando-as sempre da melhor forma possível. Cada uma deve ser responsável pelo bem-estar da guarda.
Uma mulher que queira pertencer à Guarda Feminina além dos princípios gerais da Ordem tem de gerar dentro de si as quatro virtudes cardiais: Sabedoria, Coragem; Temperança e Justiça, tão fortes como a agulha de uma bússola. A Sabedoria estabelece a fidelidade e o respeito aos objectivos da guarda, a Coragem produz a ousadia para cumprir o estabelecido, a Temperança equilibra a mente e o desejo, e a Justiça alicerça todas as outras permanecendo na sua própria missão. Assim se forma uma mulher guerreira, cheia de força, heróica e destemida, que se ergue na luta, no grito e no desejo de esmagar a inércia e a injustiça.
Iremos prosseguir com dignidade. Apenas precisamos de vontade, para viver e compartilhar o mesmo ideal.
Tomo na minha mão o estandarte da Guarda e aceito.

Do legionário e suas obrigações

1 - A primeira obrigação é para consigo mesmo: O legionário é asseado, cuida da sua aparência, prima na sua higiene pois sabe que a saúde individual é o melhor remédio para evitar a epidemia. O legionário é portador de uma saudável altivez.

2 - A segunda obrigação é para com a natureza: O legionário respeita a mãe natureza pois tem consciência da sua importância, ela faculta-lhe todo o necessário.

3 - A terceira obrigação é para com os seus camaradas: O legionário jamais nega ajuda a outro legionário e em combate nunca abandona seus camaradas.

4 - A quarta obrigação é para com os seus superiores: O legionário é um exemplo de disciplina e obediência. Da unidade na ordem vem a força.

5 - A quinta obrigação é para com o Ideal: O legionário defende intransigentemente o Ideal, por ele vive por ele morre.

Legiões Romanas

O Exército Romano

A expansão do povo romano foi lenta e morosa: desde o século V a.C. até ao século II d.C. altura em que o Império Romano atingiu o seu apogeu.

As unidades que formavam o exército romano chamavam-se legião.
No princípio as legiões eram formadas apenas por cidadãos romanos a cumprir o serviço militar. Com a alargamento das conquistas as guerras passam a ser demoradas e o campo de batalha muito afastado de Roma. Torna-se então necessário recrutar homens nos quatro cantos do império. Um grande número destes homens eram voluntários que passavam assim a soldados profissionais e apesar de não serem cidadãos romanos passavam a sê-lo, por direito, quando, no fim da carreira, deixavam o exército.
A carreira militar oferecia muitas regalias: o legionário era totalmente sustentado, alimentado e alojado durante o tempo de serviço, recebia um salário relativamente elevado para além dos prémios. Terminado o tempo de serviço recebia uma reforma e um pedaço de terra. Os veteranos eram sempre homens respeitados na sociedade.
Graças a tantos privilégios Roma não tinha dificuldade em arranjar homens voluntários para a sua legião.
Mas seria apenas isto o que motivava estes homens? Não seria também a guerra e a conquista uma forma de romper com a rotina da vida, que, através de duras provas, lhes oferecia a ocasião de descobrir o “herói” que existe em cada um e a descoberta de um conhecimento da vida em função da morte?

Todo o romano acreditava que Roma e o seu império se deviam a forças divinas, a religião estava presente em todos os actos da vida e por consequência abarcava também a experiência guerreira. Talvez só assim se compreenda como um tão grande número de homens, sem necessidade de “terra” ou “pátria” fossem arrastados cada vez mais longe, de conquista em conquista, de país em país.
Nenhuma batalha se deveria realizar sem que os signos místicos tivessem indicado o momento oportuno. A essência da arte augural (adivinhação) praticada pelo patriciado romano não era descobrir o “destino”, mas pelo contrário, descobrir antecipadamente os pontos de conjugação com influências invisíveis, para concentrar as forças dos homens e as tornar mais poderosas com o fim de ultrapassar todos os obstáculos.
O romano atribuía a vitória dos seus “dirigentes” mais a uma força transcendente, que se manifestava através deles no seu heroísmo, do que às suas qualidades simplesmente humanas.
Os romanos acreditavam em génios, espíritos unificadores que ligavam grupos de povo conjuntamente; o grupo podia ser uma mera família, uma legião ou uma nação. Nas legiões estes espíritos eram personificados quase naturalmente nos estandartes. Foi por esta razão que os estandartes eram tão reverenciados e que era uma grande desgraça perder um estandarte em batalha.

Todo o soldado voluntário era submetido a um exame médico que garantia a sua robustez. Era duramente treinado para a marcha e o combate.
O novo recruta era ensinado a marchar; durante os seus anos de serviço podia marchar cerca de 30 km por estrada três vezes por mês. Era ensinado como construir um acampamento e era exercitado duas vezes por dia (o legionário pronto tinha de fazer exercícios uma vez por dia). Era-lhe dado um treino geral de arremesso de pedras com a funda, natação e de montar. Contudo o seu principal treino era no uso das armas.

Do seu equipamento faziam parte: A lorica (couraça de couro espesso, reforçada por uma chapa de metal no peito) ou, no caso dos oficiais, uma cota de malha metálica, o elmo que protege o crânio a nuca e as orelhas (enfeitado com um penacho de cor), o escudo e as armas de ataque (espada, gládio de dois gumes e o pilum ).
Os legionários combatiam a pé.

A Organização do Exército

Recrutado e equipado, um novo legionário integrava uma unidade de legião. Os soldados dividiam-se em três grupos:
- Hastati (os mais jovens e vigorosos que combatiam na 1ª linha);
- Principais (combatiam na 2ª linha);
- Triari (soldados veteranos que só intervinham se a batalha corria mal).
Numa legião existiam ainda os cavaleiros.

A disciplina era rigorosa nas legiões. Cada soldado prestava ao general – chefe juramento solene de obediência e coragem, o juramento era renovado em cada dia do Ano Novo. Todas as faltas eram consideradas traições ao juramento.
Um dos seus lemas era – “A fidelidade é mais forte que o fogo”.

“Directrizes” de Julius Evola (breve resumo)

1 – Encontramo-nos num mundo em ruínas, mas existem homens em pé no meio das ruínas.

2 – Um homem novo, animado mediante um determinado espírito e uma adequada visão da vida. Fortificada mediante a adesão férrea a certos princípios.

3 – O homem novo será aquele que seja fiel ao espírito legionário, ou seja aquele que saiba escolher o caminho mais duro.

4 – Valores como a honra, a fidelidade, a valentia, o espírito de serviço e sacrifício são arquétipos que encarnam o espírito do guerreiro. Deverão estes valores ser adaptados como norma vital e rebaixados os modelos existentes: o burguês e o proletário.

5 – O liberalismo, depois a democracia, mais tarde o socialismo, também o radicalismo e enfim o comunismo, o bolchevismo aparecem historicamente como graus do mesmo mal, como estados que preparam sucessivamente o complexo processo de uma queda. A globalização provocada pelo demoplutocratismo, ou seja o americanismo comporta um grande perigo...

6 – Todos os âmbitos da vida devem estar ao serviço de metas superiores, não nos devemos deixar alucinar com o demónio da economia.

7 – O Estado a atingir é o Estado orgânico e não totalitário ou democrático... um Estado que atinge e coordena as actividades dos grupos e entidades sociais.
Conceito de Império como Doutrina de Estado baseado em função da autoridade e de um poder que estão investidos numa natureza sacra... que servirá de guia, de modelo à comunidade.
Formação de uma elite revolucionária como órgão dirigente de Estado.

8 – Repudiam-se conceitos nacionalistas e uma ideia genérica de Pátria que só se baseiam num prisma físico de terra em que se habita, ou uma adesão sentimental aos momentos altos do seu passado histórico... A chave para a construção de um Estado é: a ideia, ordem, elite e homens de ordem.

9 – Combate ao materialismo histórico, economicismo, darwinismo, psicanálise, existencialismo, neo-realismo ...
A verdadeira realidade da existência está subordinada a algo que vai além do que o vinculado ao meramente humano. Isto tem que ser evidenciado através de uma via interior e na própria conduta.
Desintoxicados da cultura livre, podemos conseguir claridade, retidão e força (ascetismo).

10 – União entre a vida e o risco, a fim de superar a sociedade burguesa e o espírito burguês.

11 – Não aceitamos o estado laico nem o clerical de estilo moralismo católico com a sua componente humanitarista de igualitarismo e pela sua ideia de amor e perdão, em lugar de honra e justiça.

12 – Defender a ideia intransigentemente em função da qual devemos estar unidos. Este é o homem novo, o homem da resistência, o Homem Vertical entre as ruínas.

Legião em Marcha

Sempre que a desordem, a injustiça, a ignorância e a maldade se instalam no mundo, diz-nos um antigo texto sagrado da Índia que a "mensagem divina" se manifestará de novo no coração de um ser humano para protecção dos homens justos e bons e para acabar de vez com os criminosos.
Levanta-te e luta! - Dizia o deus Krixna a Ardjuna o guerreiro, - cumpre com o teu dever de kxatriya. Se venceres, ganharás o reino terrestre; se morreres em combate alcançarás os planetas celestiais, portanto levanta-te com determinação e luta; luta pelo simples facto de lutar, sem levar em consideração felicidade ou aflição, perda ou ganho, vitória ou derrota, e assim nunca incorrerás em pecado.
Assim é a via do guerreiro, hoje mais do que nunca é necessário apelar à força divina que habita em nós. Acabar com a letargia que nos entorpece os músculos e anestesia a mente.
É urgente uma acção superior; É urgente uma muralha que trave esta corrente caótica, uma muralha edificada por verdadeiros construtores, protegida por valentes guardiões e amada pela sabedoria de corajosas mulheres.
É esta a resistência que se impõe.
Que por detrás desta muralha, longe do mal, do feio e do injusto se eduquem nossos filhos, nos verdadeiros valores que são apanágio da Grande Tradição.
Que o verdadeiro caminho do guerreiro lhes seja ensinado.
Nestes centros de resistência o homem exemplo será lentamente reconstruído. Um homem que transporta em seu peito uma chama divina e aprende a olhar o caminho de frente e para o alto, pois é no alto que está o seu guia e é seu dever segui-lo. Ele sabe que o caminho escolhido não é fácil, toda a ascensão exige esforço e espírito de sacrifício, só um homem educado no espírito legionário, escolhe o caminho mais duro, um caminho verticalizado, um caminho de glória.
O caminho horizontal é para os outros, almas penadas que deambulam à esquerda e à direita, preocupados em ter, em possuir, em deixar uma herança de matéria, de lixo, pois já não têm mais nada para transmitir às futuras gerações.
Levantai-vos pois guerreiros, construí a muralha, observai, estudai e exercitai-vos.
É preciso estarmos preparados, o embate aproxima-se a passos largos e nós estaremos presentes, de pé, lado a lado, ombro a ombro, tal uma falange espartana, chefiada por Leónidas. Lembrai-vos, no fim ficaremos nós, de pé sobre as ruínas!

Porquê Legião Vertical

1 - Porque queremos filósofos de acção e não pensadores iluminados, sentados à mesa dos Congressos, discutindo o auxílio aos países subdesenvolvidos;

2 – Porque sabemos que são falsos os ideais com que nos aliciam e que são igualmente falsos os modelos de felicidade programada que tentam vender-nos;

3 – Porque não queremos a mediocridade no poder, acima o governo Aristocrático, dos mais aptos e dos mais virtuosos, abaixo o governo dos oportunistas e mendicantes, abaixo o coro das carpideiras a soldo dos poderosos;

4 – Porque não queremos estar submissos ao tirano, mesmo quando ele fala com voz de mestre, procurando a adulação e a obediência aos seus caprichos. Nunca confundiremos obediência filosófica com submissão e servilismo.

5 – Porque sabemos distinguir entre o fácil e o autêntico e queremos um Mundo em que o Homem seja avaliado por aquilo que é e não por aquilo que possui, desalojando-o do gozo da posse;

6 – Porque não acreditamos no mito do progresso linear e interminável e não queremos perder o sentido dos ciclos naturais vividos ao ritmo da natureza;

7 – Porque queremos ser homens livres, responsáveis e senhores do nosso destino e não mortos antecipados;

8 – Porque queremos restaurar definitivamente a aliança Homem – Universo e unir de novo todas as formas de conhecimento;

9 – Porque a nossa posição ideológica será sempre: - em Frente e para o Alto, ultrapassando a ilusória e horizontal dança parida na Revolução Francesa.

10 – Porque queremos responder à dinâmica do retorno à Unidade Primordial no sentido de impedir a ruína do homem contemporâneo criando focos de resistência contra a podridão materialista;

11 – Porque queremos reencontrar os autênticos valores humanos: Honra, Fidelidade, Lealdade, Obediência, Espírito de Serviço e Sacrifício e não temos medo de gritar bem alto: - Somos aristocráticos, somos idealistas e somos filhos de um universo inteligente e necessário;

12 – Porque queremos ser portadores de um projecto transcendente que justifique a nossa existência, segundo a Lei Primordial (Dharma).

O que é a Legião Vertical?

A Legião foi formada com elementos que permaneceram fiéis a um Ideal que se transmitiu através da prática das Artes Marciais e com uma ligação muito forte à doutrina Tradicional proposta por Julius Evola. Este pequeno grupo original, que teve os seus altos e baixos com entrada e saída de membros, foi-se ajustando até dar origem a este projecto mais ousado que pretende ser a LV.
Quem nos tem vindo a acompanhar desde o início e teve a oportunidade de ler o boletim que editamos (Horizonte Vertical) não ficará admirado da necessidade ou talvez vontade de alargar os nossos horizontes, e sem sermos megalómanos, podermos acreditar que trilhamos o caminho certo e que este Caminho pode e deve ser partilhado por muita mais gente.
Mas a que se propõe a Legião?
A Legião pretende formar seres humanos no Caminho da Tradição.
A Legião pretende unir (e não misturar) povos sob um Ideal de Honra e Justiça.
A Legião pretende ser uma milícia de fé, supra territorial e supranacional.
Portanto, a formação legionária é dada através de textos culturais, filosóficos e políticos. A parte física tanto quanto possível é assegurada com aulas regulares nas Escolas da Legião onde elas existam ou periodicamente em estágios em locais a designar.
A complexidade do Mundo Moderno levou o homem ao individualismo “sofisticado” no qual ele vive “feliz”, sozinho porque está iludido pelo moderno conceito de Aldeia Global ou seja a proximidade! A massa humana movimenta-se cada vez mais anarquicamente nesta “aldeia”, desprende-se das suas raízes porque esta “aldeia” passa a ser a sua casa, a casa de todos!
A diversidade dos povos, suas culturas e tradições devem ser preservadas. O homem deve reencontrar o orgulho de ser, de pertencer a uma comunidade distinta das outras, o sentido de Honra e Justiça não pode ser falseado pelo vil metal.
Depois da explicação anterior podemos dizer sem receio de outras interpretações porque somos supra nacionalistas, ou seja porque acreditamos num Ideal, e é neste Ideal que reside a nossa verdadeira pátria a qual nenhum inimigo nos pode tirar, e é também por isso que a nossa milícia é supra territorial.
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