Fabricados para não durarem

Sabemos bem que dos três factores que compõem a economia – trabalho, capital (terra e maquinaria) e dinheiro – só um deles, o dinheiro, carece de valor intrínseco e é, portanto, o menos importante de todos, porque pode ser facilmente substituído. Numa ordem subvertida, como a do materialismo em que vivemos actualmente, acontece que pelo contrário se transforma no mais importante dos factores. (...) A desordem moderna, de cuja dimensão hoje em dia cada vez mais pessoas já começam a tomar consciência plena, e que não pode já ocultar-se com todos os "avanços", "clichés" e "mentiras" da tecnologia, foi tão grande que foi desordenando paulatinamente as três dimensões próprias do humano. Assim, pois, a uma economia auto-suficiente que submete o homem erigindo-se em seu destino, sobrevém-lhe portanto a corrupção da Política e do Direito, convertendo-se em “negócios” e consequentemente a decadência também da Religião, a qual renuncia à sua função transcendente para entregar-se, tal como sucede agora, a uma tarefa puramente moralizadora.

– Marcos Ghio, «El Espíritu Legionario»

A propósito de Pedro Varela: Bandeiras e Etiquetas

Por Eduard Alcántara

Há pessoas que dizem hastear a mesma bandeira que a nossa. Há aqueles que dizem fazê-lo, senão for com a mesma, com uma bandeira semelhante. Nós temos dificuldades em identificar muitas dessas bandeiras como iguais ou semelhantes à nossa. Nisto não reside nenhuma dificuldade. No entanto, depois de conhecermos uns e outros não demora muito tempo até que comecemos a sentir-nos em comunhão existencial com uns e a ver outros como estranhos. Não adianta ostentar publicamente uma etiqueta ou outra mas sim aspirar a viver de acordo com os princípios e a essência que a caracterizam. Não nos chega, sequer, que nos demonstrem erudição e conhecimento dos conteúdos e objectivos contidos na nossa bandeira. Há que exigir, no mínimo, um intento de assumpção dos seus parâmetros vitais.
Há indivíduos que, por muito que digam que partilham a nossa trincheira, nunca serão dos nossos nem nunca os consideraremos como tal, pois após um breve contacto não descortinamos na sua actuação nenhum valor entre aqueles que são próprios do Homem da Tradição. Não identificamos nestes indivíduos nem um vestígio de nobreza, de lealdade, de fidelidade, de valentia, de sinceridade, de franqueza, de serenidade, de temperança, de espírito de serviço e sacrifício, de firmeza interior, de bravura, de tenacidade, de perseverança, de laconismo, de prudência ou de abnegação, mas pelo contrário, em pouco tempo, poderemos vislumbrar ou perfídia, ou hipocrisia, ou egoísmo, ou individualismo, ou ânsia de notoriedade, ou tendência para a cobardia, ou predisposição para a traição, ou deslealdade, ou mentira, ou ligeireza para criticar ou até caluniar aqueles que lhe são próximos, ou a inveja, ou rancor, ou o ódio, ou a incontinência verbal, ou a charlatanice, ou a irascibilidade, ou mudanças súbitas de humor, ou a instabilidade psíquica, ou a ruindade, ou a inconstância, ou a dissimulação, ou a estridência e a imprudência. Para nós é, por isto, quase indiferente, se alguém hasteia a nossa bandeira ou uma parecida, pois o que na verdade nos importa é que o faça tentando sentir os valores que sempre foram os da Tradição e não apenas impregnados dos contravalores do mundo moderno. A etiqueta não nos serve de nada se o etiquetado nada faz em honra dela. Causa-nos ainda mais desagrado o indivíduo que professa verbalmente a sua adesão a uma etiqueta semelhante à nossa e a mancha de modo execrável do que aqueles contemporâneos nossos que se sentem identificados com esta funesta modernidade e fazem gala do seu posicionamento. Estes, ao menos, mostram coerência entre os seus contravalores de referência e a etiqueta própria do mundo moderno, o qual idolatram e santificam. Os outros, pelo contrário, traem as nobres causas com a sua maneira de ser. Sentimos camaradagem por aqueles que mesmo não militando exactamente na nossa bandeira são fiéis na sua existência aos valores que temos identificado como próprios da Tradição. Talvez possamos discordar com estas pessoas em certos detalhes na hora de conceber a existência. Embora possamos ir beber a fontes idênticas, talvez algumas das nossas referências históricas (ou proto-históricas) ou míticas não sejam as mesmas (ou exactamente as mesmas) mas sentimo-nos como camaradas quando conhecemos e podemos comprovar os valores que os regem e caracterizam a sua maneira de ser.
Neste sentido, entre estas pessoas dignas de admirar pelo exemplo que dão – ao serem coerentes com os valores nos quais acreditam – encontramos um represaliado pelo Sistema Dominante, Pedro Varela. Poucas pessoas como ele libertam essa espécie de aura que é a marca da coerência, da honestidade, da tenacidade e da limpidez de ânimo. Uma aura que move a admiração de todos aqueles que apreciam os valores ignorados e menosprezados, pertencentes ao Mundo da Tradição. Por outro lado, Pedro Varela apenas provocará inveja, receios e ódio entre os modernos, impotentes para fazer seus aqueles elevados valores, pois a incapacidade e a impotência movem a inveja dos que não são capazes de dignificar-se pela sua vontade e esforço constante.
Que os escassos Homens rectos propaguem seus ideais entre si, enquanto os néscios, os desajustados, os alienados e os desequilibrados produtos da modernidade vão merecendo o respeito do Sistema. No entanto, não nos surpreende o destino que o mundo moderno outorga a estes tipos antagónicos de pessoas, pois aos primeiros não os pode manipular, domesticar, hipnotizar, e aos segundos, pelo contrário, seduz, programa e converte em seres movidos por reflexos compulsivos e escravizados com grande facilidade.
Mesmo que apenas exista um homem íntegro, a chama da Tradição não se extinguiu de todo!

Concentração em Valência: liberdade para Pedro Varela

via Tierra y Pueblo

Convocado a titulo personal por un grupo de camaradas, el pasado domingo día 17 se celebró un acto de protesta en la Feria del Libro de la ciudad de Valencia. El mismo consistió en la colocación de una mesa informativa acompañado por un reparto de folletos explicativos de la situación actual de Pedro Varela.

Durante toda la mañana se repartieron las octavillas, informando a su vez a todas aquellas personas que se acercaron a la mesa de lo ocurrido a Varela. La gente nos preguntaba con extrañeza, pues no se acababan de creer que en este país existiese tal censura y persecución hacia ciertos editores y libreros por el mero hecho de discrepar con la manera de pensar políticamente correcta del sistema.


Denunciamos la absoluta falta de libertad de expresión a la que se ha visto sometida la Librería Europa en la figura de su dueño Pedro Varela así como también la editorial Ediciones Nueva Republica en su representante Juan Antonio Llopart.


En un ambiente de absoluta cordialidad con una ausencia total de incidentes, se culmino la mañana con una pequeña concentración espontánea a la que se sumaron algunas de las personas que pasaron por allí. Una vez acabado el acto entre todos los presentes se debatió la necesidad de seguir con este tipo de actividades para que Varela no quede en el olvido, además de emplazarnos nuevamente para volver a realizar actividades conjuntas en el futuro.


Destacar la participación en este acto reivindicativo a titulo personal de miembros de las asociaciones Pensamiento y Acción Ecologista, Tierra y Pueblo, Zona Cero, Respuesta Estudiantil, así como de los partidos políticos Democracia Nacional y Movimiento Social Republicano. Se demuestra una vez mas que si hay voluntad, hay un camino.

Equinócio de Primavera

A Legião Vertical celebrou no passado fim-de-semana mais um Equinócio saudando, como sempre, o Sol. Ficam aqui algumas fotos:

Aguardando o nascer do Sol:



O nascer do Sol:

Legionarismo Ascético



O homem compõe-se de um organismo, ou seja, de uma forma organizada, depois de forças vitais, depois de uma alma. Podemos dizer o mesmo de um povo. E a construção nacional de um Estado, se bem que abranja naturalmente estes três elementos, por razões de vária ordem e diferentes heranças, pode sobretudo assumir especialmente um ou outro destes aspectos.

Creio que no movimento fascista predomina o elemento Estado, que corresponde ao da forma organizada. Aqui fala a potência formadora da Roma antiga, mestra do direito e das organizações políticas, das quais a Itália é a herdeira mais pura. No nacional-socialismo, pelo contrário, é posto em relevo aquilo que se refere às forças vitais: a raça, o instinto da raça, o elemento étnico-nacional. No movimento legionário romeno, o acento tónico é colocado sobretudo naquilo que, num organismo, corresponde ao elemento alma: sobre o aspecto espiritual e religioso.

Daí vem o carácter dos diferentes movimentos nacionais, que, ao fim e ao cabo, compreendem os três elementos e não deixam nenhum de lado. O carácter específico do nosso movimento vem-nos de uma antiga herança. Já Heródoto chamava aos nossos pais: "os Dácios Imortais". Os nossos ancestrais geto-trácios tinham fé, inclusivamente antes do cristianismo, na imortalidade e indestrutibilidade da alma, o que prova a sua orientação em direcção à espiritualidade. A colonização romana acrescentou a este elemento o espírito romano de organização e de forma. Os séculos seguintes desagregaram e tornaram o nosso povo miserável: mas da mesma forma que num cavalo doente e prostrado se pode reconhecer a nobreza da sua raça, igualmente se pode reconhecer no povo romeno de ontem e hoje os elementos latentes desta dupla herança.

E é esta herança que o movimento legionário quer despertar. Partindo do espírito, quer criar um homem espiritualmente novo. Realizando esta tarefa enquanto "movimento", aguarda-nos o despertar da segunda herança ou seja, a força romana politicamente formadora. Assim, o espírito e a religião são, para nós, o ponto de partida, o "nacionalismo construtivo" é o ponto de chegada, uma simples consequência. A ética simultaneamente ascética e heróica da Guarda de Ferro consiste em reunir um e outro ponto.

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Para nós, um ponto particular é que a presença dos mortos na nação ecuménica não é abstracta e sim real: dos nossos mortos e sobretudo dos nossos heróis. Não nos podemos separar deles; eles, como forças libertadas da condição humana, penetram e sustentam a nossa mais alta vida. Os legionários reúnem-se periodicamente em pequenos grupos, chamados "ninhos". Estas reuniões seguem ritos especiais. Aquele pelo qual se abre cada reunião é a chamada de todos os nossos camaradas caídos, à qual os participantes respondem com um "Presente!". Mas isto não é, para nós, uma simples cerimónia e uma alegoria, mas, pelo contrário, uma evocação real.

Distinguimos o indivíduo, a nação e a espiritualidade transcendente, e na devoção heróica consideramos aquilo que conduz de um ao outro desses elementos, até uma unidade superior. Negamos, sob todas as suas formas, o princípio da utilidade bruta e materialista: não somente no plano do indivíduo, mas também no da nação. Para lá da nação, reconhecemos princípios eternos e imutáveis, em nome dos quais devemos estar prontos a combater, a morrer, e aos quais devemos subordinar tudo, pelo menos com a mesma determinação com que tomamos o nosso direito a viver e a defender a nossa vida. A verdade e a honra são, por exemplo, princípios metafísicos, que colocamos acima da nossa própria nação.

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Há dois aspectos, para clarificar os quais tem de ter-se presente o dualismo do ser humano, que é composto de um elemento material naturalístico e de um elemento espiritual. Quando o primeiro domina ao segundo, é o "inferno". Qualquer equilíbrio entre os dois é uma coisa precária e contingente. Só o domínio absoluto do espírito sobre o corpo é a condição normal e a premissa de toda a força verdadeira, de todo o verdadeiro heroísmo. O jejum é praticado por nós porque favorece tal condição, liberta as amarras corporais, estimula a auto-libertação e a auto-afirmação da vontade pura. E quando a isto se acrescenta a oração, pedimos que as forças do alto se unam às nossas e nos sustentem invisivelmente. O que nos conduz ao segundo aspecto: é uma superstição pensar que em cada combate só as forças materiais e simplesmente humanas são decisivas; entram em jogo, pelo contrário, igualmente forças invisíveis, espirituais, pelo menos tão eficazes como as primeiras. Estamos conscientes da positividade e da importância destas forças. É por isso que damos ao movimento legionário um carácter ascético preciso. Também nas antigas ordens cavaleirescas vigorava o princípio da castidade. No entanto faço notar que entre nós se restringe ao Corpo de Assalto, também com base numa justificação prática, ou seja, para aqueles que se devem consagrar inteiramente à luta e não temer a morte é conveniente não ter impedimentos familiares. Por outro lado, só se permanece neste corpo até aos trinta anos de idade. Mas, em todo caso, permanece sempre uma posição de princípio: de um lado há aqueles que não conhecem senão a "vida", e que portanto não buscam senão a prosperidade, a riqueza, o bem-estar, a opulência; do outro, há aqueles que aspiram a algo mais que a vida, à glória e à vitória numa luta tanto exterior como interior. Os Guardas de Ferro pertencem a esta segunda categoria. E o seu ascetismo guerreiro completa-se com uma última norma: com o voto de pobreza a que está obrigada a elite dos chefes do movimento, pelos preceitos de renúncia ao luxo, às diversões vazias, aos passatempos chamados mundanos, em suma, pelo convite a uma verdadeira mudança de vida que fazemos a cada legionário.

- Citações de Codreanu, extraídas da entrevista concedida a Julius Evola (Dois artigos de Julius Evola sobre a Guarda de Ferro)

O mistério da decadência

Por outro lado, no que se refere particularmente a uma ordem social que tinha o seu centro num soberano, até ao Sacro Império Romano subsiste o principio – já defendido por Celso contra o dualismo do cristianismo das origens – de que os súbditos através da sua fidelidade ao seu príncipe podem demonstrar a sua fidelidade a Deus. É uma antiga concepção indo-europeia a do súbdito como um ser que está ligado por um compromisso sagrado e livre à pessoa do soberano; esta fides ou devoção pessoal foi levada, no mundo tradicional, para além dos limites políticos e individuais, a ponto de atingir por vezes o valor de uma via de libertação. «Os sujeitos – salienta por exemplo Cumont a propósito do Irão – consagravam aos seus reis divinizados não só as suas acções e as palavras, mas também os seus próprios pensamentos. O seu dever era uma dedicação total da sua personalidade àqueles monarcas igualados aos deuses. A militia sagrada dos Mistérios é apenas esta moral cívica considerada do ponto de vista religioso. 0 lealismo confundia-se assim com a fé.» A isto deve-se portanto acrescentar que nas formas mais nítidas e luminosas da Tradição se reconhecia igualmente a este lealismo a virtude de produzir os mesmos frutos que a fé promete. Ainda há pouco tempo se viu, no Japão, o general Nogi, o vencedor de Port Arthur, matar-se com a mulher, à morte do seu imperador, para o seguir nos mesmos caminhos do além-túmulo.
Com tudo isto esclarece-se em todos os aspectos o motivo por que dizemos que o segundo eixo de toda a organização tradicional é – além do rito e da existência de uma elite, não só humana, que representa a transcendência – a fidelidade. É esta a força que, tal como um magnetismo, estabelece os contactos, cria uma atmosfera psíquica, propicia as comunicações, estabiliza as estruturas e determina um sistema de coordenação e de gravitação entre os indivíduos isolados e entre estes e o centro. Quando começa a faltar este fluído, que em última análise tem a sua origem na liberdade e na espontaneidade espiritual da personalidade, o organismo tradicional perde a sua elementar força de coesão, fecham-se caminhos, os sentidos mais subtis atrofiam-se, as partes dissociam-se e atomizam-se – o que tem por consequência a imediata retirada das forças do alto, que deixam ir os homens para onde quiserem, segundo o destino criado pelas suas acções e que nenhuma influência superior poderá já modificar. É somente este o mistério da decadência.

- Revolta contra o Mundo Moderno, p. 147

Liberdade para Pedro Varela

Terá lugar no próximo dia 11 de Fevereiro, sexta-feira, uma vigília junto à Embaixada de Espanha em Lisboa, em defesa da Liberdade de expressão e em solidariedade com Pedro Varela, condenado pela Espanha democrática por vender livros.

Liberdade para Pedro Varela

A Legião Vertical produziu o autocolante aqui reproduzido em solidariedade com Pedro Varela. Aqui ficam algumas fotos das colagens levadas a cabo junto da sede de alguns meios de comunicação social, cujo silêncio cúmplice relativamente ao encarceramento por delito de opinião deste dissidente é demonstrativo do seu compromisso com a "liberdade de expressão".







Pedro Varela - Conferência premonitória em 2006

(Carregar na imagem para descarregar o ficheiro mp3)

La birome de Varela

via Centro Evoliano de América

Quizás valga la pena aquí recordar los detalles fundamentales que rodearon a ese gran invento que fue la birome que, allá por la década del 50 del siglo pasado, revolucionara en el mundo el arte de la escritura. Laszlo Biro era un técnico húngaro con grandes capacidades inventivas y extremadamente observador. En el año 1938, obsesionado como estaba por la escasa duración que tenía la tinta de las lapiceras a fuente, sintió una verdadera curiosidad por un aparato utilizado por las empresas viales que con una bola cargada de tinta marcaba las rayas blancas en los caminos asfaltados y pensó que quizás era posible, aplicando ese mismo procedimiento, hacer algo tan pequeño como una lapicera que pudiese durar mucho más tiempo en su carga. Lamentablemente ese invento efectuado en el viejo continente y que ponía en riesgo los intereses de industrias ya consolidadas no prosperó en su país y fue tentado entonces a viajar a la Argentina en donde en 1943 pudo llevar a cabo sus proyectos patentándose allí su invento como la conocida birome o bolígrafo, originada en su propio apellido. Tras una corta competencia con la lapicera a fuente fue justamente luego del final de la segunda guerra mundial cuando su invento terminó siendo adoptado universalmente como el principal instrumento de escritura luego de que el mismo ejército norteamericano en el año 1945 encargara a su empresa una monumental compra de biromes para sus efectivos militares.
La birome ha dado mucho que hablar en estos días no sólo porque la seguimos usando con mucha asiduidad, habiendo ya sustituido casi definitivamente a la lapicera a fuente, sino por el recuerdo que nos suscita el procedimiento sumamente científico que llevó a su creación. El inventor es generalmente un observador de cosas usuales, al alcance de cualquiera, pero que pueden llegar a revolucionar la historia por las consecuencias que pudiesen recabarse de las mismas. Indudablemente esa máquina vial que todos observaban en su funcionamiento solamente a una mente brillante y creativa podía inspirarle la creación de la famosa birome. Y esto viene perfectamente al caso porque no hace mucho tiempo el español Pedro Varela, una persona con título universitario en historia, dedicado a la investigación de los acontecimientos de ese trágico período que desencadenara la segunda guerra mundial constató, al observar los originales del famoso Diario de Ana Frank, que en los mismos había rastros de birome que no era el medio de escritura utilizado en esa época, pues recordemos que ese famoso texto fue escrito entre 1942 y 1944 cuando la misma no se comercializaba aun en Europa.
De ser cierto tal fundamental descubrimiento entonces tal pieza literaria resultaría un verdadero fraude ya que quedaba demostrado que no pudo haber sido escrito por la aludida joven. Recordemos al respecto que el mismo hoy ha sido convertido en lectura obligatoria en los principales planes de estudio de las escuelas del antiguo continente y tiene como finalidad dar sustento al famoso mito del Holocausto judío acontecido en Europa durante la Segunda Guerra Mundial. Con el mismo se pretende brindar una justificación moral al Estado de Israel respecto de sus incesantes genocidios efectuados contra el pueblo palestino.
Hoy en día Pedro Varela, quien además de investigador es dueño de una importante librería de Barcelona especializada en la venta de textos alternativos respecto de los acontecimientos de la Segunda Guerra Mundial, se encuentra preso, pero cometeríamos un grave error si consideráramos que lo está meramente por vender libros que resultan inconvenientes para el sistema. Esto sería lo mismo que decir que a Galileo Galilei se lo enjuició por sostener la teoría heliocéntrica de Copérnico y no por sus investigaciones propias que ponían en duro cuestionamiento la ciencia oficial de la época. De la misma manera la Inquisición, que sigue existiendo en el antiguo continente, es suficientemente inteligente como para no perseguir a simples difusores de ideas, sino principalmente a aquellos que las originan como el caso de Varela con las profundas investigaciones que ha realizado.
En segundo lugar hay personas que también consideran que al investigador catalán se lo persigue por adherir a la ideología nazi. Ése sería un segundo error. No es lo mismo ser nazi que negar el Holocausto o repudiar al sionismo. Es más hay hoy en día varios nazis –y no es por supuesto el caso de Varela- que se codean con judíos sionistas en función de un rechazo compartido que poseen hacia el fundamentalismo islámico (1). Lo esencial en el caso de las persecuciones inquisitoriales que existen en el viejo continente y también en el nuevo se refiere principalmente a contrastar con quienes combaten, como el caso puntual de Varela a los mitos fundacionales del sionismo, como el Holocausto y sus distintos dogmas sagrados respecto de los cuales hoy en día sucede como con la antigua física geocéntrica de Aristóteles de la cual no se podía dudar como en el caso de Galileo sometido a severos vejámenes por haber cometido semejante herejía. Varela ha pues dudado de un dogma sagrado como es la autenticidad del diario de Ana Frank, lo cual es equivalente a que en otras épocas alguien lo hubiese hecho respecto de la inmaculada concepción de la Virgen María. Y creemos que en todos los casos los procedimientos a adoptar deben ser los mismos. En vez de condenar y castigar, una idea debería ser contrastada con otra, una prueba con una contraprueba. Es decir que, a pesar de sus iluminismos y democracias, Europa sigue siendo la misma cuna de la intolerancia y la cárcel de Varela es el mejor ejemplo de ello.
Finalizaremos esta nota por la que queremos sumarnos al pedido colectivo de libertad al investigador español injustamente encarcelado dando a continuación el sitio de Internet donde puede encontrarse su fundamental texto titulado “El fraude del Diario de Ana Frank” http://www.rafapal.com/?p=672

Marcos Ghio
7/01/11

(1) Para el sionismo el nazismo no representa el verdadero enemigo sino que es en todo caso el término que se utiliza para descalificar a las personas. El mejor ejemplo de ello lo hemos tenido con el famoso caso del escritor chileno Miguel Serrano. El mismo, nazi confeso, en una obra titulada ‘Adolf Hitler, el último avatara’, llegó a defender las tesis marcionitas de la antigüedad por las que se afirmaba que los judíos no eran humanos como todos nosotros en tanto creación de una divinidad mala, el dios Tifón Jehová . Y bien, Serrano, a pesar de tal postura radicalmente antijudía, pudo hacer una importante carrera diplomática en su país, jubilándose sin inconvenientes y vivir sin ser molestado mayormente. No ha sucedido en cambio así con personas que, no siendo nazis, sin embargo han manifestado una actitud abiertamente hostil hacia el sionismo y han sugerido, a diferencia de los otros, la necesidad de buscar una alianza con sectores islámicos fundamentalistas para combatirlo. El ejemplo más cabal ha sido el de un muy allegado nuestro que, al viajar a Perú por razones académicas, fue inmediatamente calificado por la prensa de tal país como un importante líder nazi al que se le achacara incluso la voladura de la mutual judía de Buenos Aires. Tal como vemos la palabra nazi es utilizada hoy en día no en su sentido estricto y científico sino como un término de descalificación.

A Legião Vertical deseja a todos os seus camaradas e amigos um Feliz Natal


Nota sobre o Boletim Evoliano


Aos amigos e camaradas que habitualmente nos compram a revista, o nosso obrigado. Àquele que, para além de colaborar na tradução de textos, faz questão de também nos apoiar monetariamente, um especial abraço. Aos outros a quem, esporadicamente, presenteamos de forma gratuita e desinteressada com a revista, só nos resta esperar que tenham gostado… Informamos também que só em Janeiro enviaremos pelo correio o último número.

Rodrigo Emílio: Presente!

Todos os anos a Legião Vertical celebra o Solstício de Inverno evocando, em cerimónia, um camarada já caído. Este ano recordámos Rodrigo Emílio; aqui fica o texto que foi lido durante a cerimónia:

Antes de mais, o nosso agradecimento ao camarada que disponibilizou de imediato a sua casa assim que soube que procurávamos um local para a realização do Solstício de Inverno. Há “pormenores” que não esquecemos e que também alimentam a nossa vontade de continuar com a Obra.

* * *

É com um especial sentir que a Legião Vertical vai hoje aqui, nesta cerimónia do Solstício de Inverno de 2010, evocar um Homem à parte. Recordar alguém que não tivemos a felicidade de conhecer pessoalmente e muito menos de com ele privar nas longas noites de tertúlia onde o saber, o patriotismo e a acutilância se misturavam num bravo poema que ele próprio encarnava.

Rodrigo Emílio escreveu muito e sobre vários temas… fez poemas. Na África portuguesa, onde o poeta se vestiu de soldado, escreveu, no poema «Irmão D'Armas»: o negro, aqui a meu lado / Não é negro negregado mas soldado, meu irmão. É o mesmo Rodrigo que anos mais tarde, após a traição abrileira, escreve, com a mesma força, um poema de homenagem aos skinheads: Tu que, brandindo o braço como um mastro, / conjuras tanto gringo, tanto gang, / sem que o aço compassado do teu passo / de milícia / se exalte e se zangue. Poderia isto parecer estranho e quem não conhecesse o poeta acharia que sim. Mas as ideias do Rodrigo não tinham mudado, eram as mesmas, mudaram sim os palcos da batalha, mas o poeta-soldado, o tal que, como ele afirmou, merecia um zero a comportamento mas vinte a fidelidade, não tinha pois renegado os seus princípios e a sua pátria. Quando muita gente à sua volta mudava de ideias para “melhor” viver ele sobrevivia para não perder… a dignidade.

Hoje que o processo de decadência atingiu patamares impensáveis põe-se a eterna pergunta evoliana de saber se ainda há homens de pé e o que podem eles ainda fazer. Parece-nos oportuno introduzir aqui uma célebre frase do Rodrigo: “Não são os nossos homens que precisam de mudar de ideias. São as nossas ideias que precisam de mudar de homens.” Pensamos que é esta a chave mágica que buscávamos, e o Rodrigo, como outros visionários, teve um vislumbre do “graal”.

* * *

Rodrigo,

A Legião é um novo embrião de homens que não nasceram nem foram “educados” com as tuas ideias. Mas, como dizia Nietzsche, encontramos a Verdade sob os piores nomes.

O mesmo Nietzsche escreveu: «Um dia os operários viverão como hoje os burgueses mas sobre eles viverá a casta superior; esta será mais pobre e mais simples mas possuirá o poder». Gostaríamos, nós legionários, que esta profética afirmação fosse um dia encarnada pela nossa Ordem.

Estaremos a ser demasiado pretensiosos? Claro que sim, mas não estamos iludidos com nenhum sucesso futuro, nem sofremos de megalomania. Projectamos, com certeza, uma meta bem alta, seguimos um sonho supranacional de Imperium. Sabemos, no entanto, que os projectos ousados começam, como tudo, com um pequeno passo.

Por ora trabalhamos e cumprimos o Ritual, treinamos o corpo e a mente e aguardamos. E nós sabemos esperar, porque apesar do reduzido número, e sabendo que essa circunstância nos poderia fazer desistir, não claudicamos e desta feita aqui estamos a homenagear-te. Porque pertencemos aquela raça de homens para quem a Honra se chama Fidelidade.

Não trazemos vícios velhos em roupagens novas. Mas vestimos de negro o corpo que é branco… na Alma e no Espírito.

Porventura não mereceríamos de ti um poema ou simples dedicatória; não importa, contentar-nos-íamos em saberes que existimos e que partilhamos muitas das tuas ideias.

Obrigado Rodrigo Emílio
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