Legião e Partido
quarta-feira, junho 22, 2011
3:11 da tarde
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Legião e Partido são dois conceitos antitéticos e antagónicos. Enquanto que a essência de um partido é o manifesto ou o programa, que é como que a mercadoria que se oferece ao cidadão, o anzol com o qual se tenta apanhar o seu voto (o qual, como bem sabemos, tem apenas um inconveniente e que é o de nunca se cumprir), aqui é substituído por um conceito mais vasto e universal, que é a concepção do mundo. Se o Partido se esgota simplesmente na conquista do Estado para acomodar os seus membros e repartir prebendas aos seus votantes, a função da Legião é pelo contrário modificar o homem. É por isso que, dirá Codreanu para distinguir a política do Partido da da Legião, enquanto que para o democrata partidário a política é um negócio, para o legionário é uma religião.
Pois bem, sendo a Legião o oposto do conceito de Partido, sendo uma realidade antitética em relação a este último, exige uma série de requisitos totalmente distintos do que normalmente existe hoje em dia. É actualmente comum filiar-se num partido para progredir e, por sua vez, é normal da parte do Partido andar atrás das pessoas para que se filiem ou votem nele, pois isso implica para este um ganho de carácter principalmente económico (reconhecimento legal, franquias, subsídios, etc., portanto, dinheiro). Passa-se exactamente o contrário com a Legião. Ser legionário é principalmente um orgulho e algo que se consegue depois de uma série de requisitos não facilmente alcançáveis por qualquer um. Parte-se aqui da ideia de que vários séculos de modernidade e materialismo geraram uma profunda perversão no homem, o qual deve ser corrigido e modificado. Aquele que ingressa na Legião não o faz para ascender ou progredir, como acontece hoje em dia, mas sim para se rectificar. A Legião é pois uma escola para as pessoas, um lugar onde estas recebem uma aprendizagem, mas não no sentido habitual do que é a educação hoje em dia, pois actualmente onde menos se educa é na escola, onde quando muito se adquire um certo adestramento ou técnica que em si mesma não transforma grandemente a pessoa, mas sim uma acção modificadora desta, pela qual quem nela ingressa deve restaurar essa unidade originária no sentido de que o espírito reja a alma e esta governe o corpo. Numa época materialista como a nossa onde o hedonismo, a busca tão-só dos prazeres materiais, é o que prima, a acção correctiva desencadeava-se através de um profundo ascetismo. (…)
Por tudo quanto foi dito salta à vista a ideia grandiosa que resulta da Legião como projecto e a insignificância que perante a mesma adquire o conceito de Partido. Codreanu tinha imposto como norma que todo aquele que se filiasse num partido fosse automaticamente expulso da Legião. O partido era equiparado a uma instituição criminosa que tinha de ser combatida com todas as forças. No entanto, também na sua época surgiram pessoas que por vezes “por táctica” pensaram na conveniência de filiar-se em algum partido para “tomá-lo” ou transformá-lo. A este respeito Codreanu é claro nas suas críticas; ele costumava dizer que quem assim opinava assemelhava-se àqueles que consideravam que o Mar Negro, que é salgado e pequeno, em comparação com o Mediterrâneo por exemplo, iria transformar-se com o decorrer dos anos em doce em virtude de todos os afluentes que lançavam permanentemente as suas águas nele. Precisamente o contrário, respondia, não só continuará sempre salgado, como também transformará em salgadas as águas doces que afluem até ele. Recordemos a tal respeito todas aquelas pessoas que conhecemos que tentaram a sorte nos partidos e veremos quanta razão tem esta simples reflexão.
A terceira revolução, a legionária, aquela que substitui o vetusto conceito de partido pelo mais claro e radical de Ordem, era pois a mais profunda de todas: significava questionar a modernidade até às suas próprias raízes, implicava a verdadeira rectificação da história do Ocidente e, porque não dizê-lo, do mundo inteiro. (…)
Pois bem, sendo a Legião o oposto do conceito de Partido, sendo uma realidade antitética em relação a este último, exige uma série de requisitos totalmente distintos do que normalmente existe hoje em dia. É actualmente comum filiar-se num partido para progredir e, por sua vez, é normal da parte do Partido andar atrás das pessoas para que se filiem ou votem nele, pois isso implica para este um ganho de carácter principalmente económico (reconhecimento legal, franquias, subsídios, etc., portanto, dinheiro). Passa-se exactamente o contrário com a Legião. Ser legionário é principalmente um orgulho e algo que se consegue depois de uma série de requisitos não facilmente alcançáveis por qualquer um. Parte-se aqui da ideia de que vários séculos de modernidade e materialismo geraram uma profunda perversão no homem, o qual deve ser corrigido e modificado. Aquele que ingressa na Legião não o faz para ascender ou progredir, como acontece hoje em dia, mas sim para se rectificar. A Legião é pois uma escola para as pessoas, um lugar onde estas recebem uma aprendizagem, mas não no sentido habitual do que é a educação hoje em dia, pois actualmente onde menos se educa é na escola, onde quando muito se adquire um certo adestramento ou técnica que em si mesma não transforma grandemente a pessoa, mas sim uma acção modificadora desta, pela qual quem nela ingressa deve restaurar essa unidade originária no sentido de que o espírito reja a alma e esta governe o corpo. Numa época materialista como a nossa onde o hedonismo, a busca tão-só dos prazeres materiais, é o que prima, a acção correctiva desencadeava-se através de um profundo ascetismo. (…)
Por tudo quanto foi dito salta à vista a ideia grandiosa que resulta da Legião como projecto e a insignificância que perante a mesma adquire o conceito de Partido. Codreanu tinha imposto como norma que todo aquele que se filiasse num partido fosse automaticamente expulso da Legião. O partido era equiparado a uma instituição criminosa que tinha de ser combatida com todas as forças. No entanto, também na sua época surgiram pessoas que por vezes “por táctica” pensaram na conveniência de filiar-se em algum partido para “tomá-lo” ou transformá-lo. A este respeito Codreanu é claro nas suas críticas; ele costumava dizer que quem assim opinava assemelhava-se àqueles que consideravam que o Mar Negro, que é salgado e pequeno, em comparação com o Mediterrâneo por exemplo, iria transformar-se com o decorrer dos anos em doce em virtude de todos os afluentes que lançavam permanentemente as suas águas nele. Precisamente o contrário, respondia, não só continuará sempre salgado, como também transformará em salgadas as águas doces que afluem até ele. Recordemos a tal respeito todas aquelas pessoas que conhecemos que tentaram a sorte nos partidos e veremos quanta razão tem esta simples reflexão.
A terceira revolução, a legionária, aquela que substitui o vetusto conceito de partido pelo mais claro e radical de Ordem, era pois a mais profunda de todas: significava questionar a modernidade até às suas próprias raízes, implicava a verdadeira rectificação da história do Ocidente e, porque não dizê-lo, do mundo inteiro. (…)
- Excerto do texto "O Espírito Legionário", a publicar no próximo número do Boletim Evoliano
Rodrigo Afreixo Ferreira: Presente!
via NonasSoube da notícia da morte do meu camarada e amigo, Rodrigo Afreixo Ferreira, através de um amigo e camarada comum que como eu andava intrigado de nada saber do "Afreixo" mas a verdade é que viemos a saber que o silêncio estava relacionado com a sua morte em Janeiro deste ano.
Rodrigo Afreixo era um Camarada e um Amigo exemplar, sempre disponível para ajudar, pessoa de elevada cultura, bom trato com quem dava prazer estar e conversar.
Graças a ele, ao longo de anos, consegui arranjar centenas de livros para a minha biblioteca porque ele andava em pesquisa nas livrarias e alfarrabistas de Lisboa, do Porto e no estrangeiro.
A foto tirada em Parada de Gonta, na Casa de São José, casa do Rodrigo Emílio, testemunha a amizade e camaradagem que ambos nutriam um pelo outro.
De braço ao alto, te saúdo, com um até sempre, Rodrigo Afreixo!
Também a Legião Vertical saúda, de braço ao alto, este seu camarada!
Rodrigo Afreixo era um Camarada e um Amigo exemplar, sempre disponível para ajudar, pessoa de elevada cultura, bom trato com quem dava prazer estar e conversar.
Graças a ele, ao longo de anos, consegui arranjar centenas de livros para a minha biblioteca porque ele andava em pesquisa nas livrarias e alfarrabistas de Lisboa, do Porto e no estrangeiro.
A foto tirada em Parada de Gonta, na Casa de São José, casa do Rodrigo Emílio, testemunha a amizade e camaradagem que ambos nutriam um pelo outro.
De braço ao alto, te saúdo, com um até sempre, Rodrigo Afreixo!
Também a Legião Vertical saúda, de braço ao alto, este seu camarada!
A democracia é lisonja
terça-feira, junho 14, 2011
7:54 da tarde
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Se definirmos a “democracia” como o auto-governo do povo, evocamos imediatamente uma impossibilidade, qualquer coisa que jamais poderá ter uma existência de facto, nem hoje, nem em qualquer outra época.
Não há necessidade de nos deixarmos abusar pelas palavras: é contraditório admitir que os mesmos homens possam ser, num dado momento, governantes e governados porque, para usar a linguagem aristotélica, um mesmo ente não pode estar, simultaneamente e na mesma relação, “em acto” e “em potência”.
Isto é uma relação que supõe necessariamente dois termos: não pode haver governados onde não haveria governantes; mesmo se estes são ilegítimos e não têm outros direitos ao poder, para além dos que a si próprios se atribuíram.
Ora, a grande habilidade dos dirigentes do mundo moderno consiste em fazer acreditar ao povo que ele se governa a si próprio. E o povo deixa-se persuadir tanto mais de bom grado quanto se sente lisonjeado e, por outro lado, sendo incapaz da reflexão necessária para perceber que a coisa é impossível.
Não há necessidade de nos deixarmos abusar pelas palavras: é contraditório admitir que os mesmos homens possam ser, num dado momento, governantes e governados porque, para usar a linguagem aristotélica, um mesmo ente não pode estar, simultaneamente e na mesma relação, “em acto” e “em potência”.
Isto é uma relação que supõe necessariamente dois termos: não pode haver governados onde não haveria governantes; mesmo se estes são ilegítimos e não têm outros direitos ao poder, para além dos que a si próprios se atribuíram.
Ora, a grande habilidade dos dirigentes do mundo moderno consiste em fazer acreditar ao povo que ele se governa a si próprio. E o povo deixa-se persuadir tanto mais de bom grado quanto se sente lisonjeado e, por outro lado, sendo incapaz da reflexão necessária para perceber que a coisa é impossível.
- René Guénon, Hierarquia e Democracia, Hugin, 2001, pp. 33-34
Pedro Varela: 5 meses de vergonha
quinta-feira, junho 02, 2011
9:24 da tarde
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A "outra" Líbia
Alguma informação para reflexão sobre a Líbia:
I – Por muito bizarro que Kadafi seja, a ONU constatou em 2007 que a Líbia tinha:
1. Maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de África (maior do que o do Brasil);
2. Ensino gratuito até à Universidade;
3. 10% dos alunos universitários estudavam na Europa e EUA, com tudo pago;
4. Ao casar, cada casal recebia até 50.000 US$ para montar casa;
5. Sistema médico gratuito, rivalizando com os europeus (equipamentos de última geração, etc.);
6. Empréstimos pelo banco estatal sem juros;
7. Inaugurado em 2007, o maior sistema de irrigação do mundo, vem tornando o deserto (95% da Líbia) em fazendas produtoras de alimentos.
II – Então, porquê detonar a Líbia?...
Três principais motivos:
1. Tomar o seu petróleo de boa qualidade e com volume superior a 45 bilhões de barris em reservas;
2. Fazer com que todo o mar Mediterrâneo fique sob o controlo da OTAN. Agora só falta a Síria;
3. E provavelmente o principal:
- O Banco Central Líbio não é atrelado ao sistema financeiro mundial;
- As suas reservas são toneladas de ouro, que dão respaldo ao valor da moeda, o dinar, que desta forma está resguardado das flutuações do dólar;
- O sistema financeiro internacional ficou possesso com Kadafi, após ele propor, e quase conseguir, que os países africanos formassem uma moeda única desligada do dólar.
III – O que é o ataque humanitário para salvar o povo líbio?
1. A OTAN, comandada como se sabe, pelos EUA, já bombardeou as principais cidades líbias com milhares de bombas e mísseis em que um único projéctil é capaz de destruir um quarteirão inteiro. Os prédios e infra-estruturas de água, esgotos, gás e luz estão seriamente danificados;
2. As bombas usadas contêm DU (urânio enfraquecido) que tem um tempo de vida de cerca de 3 bilhões de anos (causa cancro e deformações genéticas);
3. Metade das crianças líbias estão traumatizadas psicologicamente por causa das explosões que parecem um terramoto e racham as estruturas das casas;
4. Com o bloqueio marítimo e aéreo da OTAN, as crianças sofrem principalmente com a falta de medicamentos e alimentos;
5. A água já não é potável em boa parte do país (mais uma vez, as crianças são as mais atingidas);
6. Cerca de 150.000 pessoas deixam o país, por dia, através das fronteiras com a Tunísia e o Egipto. Vão para o deserto ao relento, sem água nem comida;
7. Se o bombardeamento terminasse hoje, cerca de 4 milhões de pessoas (de entre uma população de cerca 6,5 milhões) precisariam de ajuda humanitária para sobreviver: água e comida.
Em suma: O bombardeamento “humanitário” acabou com a nação líbia. Nunca mais haverá a “nação” líbia tal como ela existia. Tão simples quanto isto.
I – Por muito bizarro que Kadafi seja, a ONU constatou em 2007 que a Líbia tinha:
1. Maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de África (maior do que o do Brasil);
2. Ensino gratuito até à Universidade;
3. 10% dos alunos universitários estudavam na Europa e EUA, com tudo pago;
4. Ao casar, cada casal recebia até 50.000 US$ para montar casa;
5. Sistema médico gratuito, rivalizando com os europeus (equipamentos de última geração, etc.);
6. Empréstimos pelo banco estatal sem juros;
7. Inaugurado em 2007, o maior sistema de irrigação do mundo, vem tornando o deserto (95% da Líbia) em fazendas produtoras de alimentos.
II – Então, porquê detonar a Líbia?...
Três principais motivos:
1. Tomar o seu petróleo de boa qualidade e com volume superior a 45 bilhões de barris em reservas;
2. Fazer com que todo o mar Mediterrâneo fique sob o controlo da OTAN. Agora só falta a Síria;
3. E provavelmente o principal:
- O Banco Central Líbio não é atrelado ao sistema financeiro mundial;
- As suas reservas são toneladas de ouro, que dão respaldo ao valor da moeda, o dinar, que desta forma está resguardado das flutuações do dólar;
- O sistema financeiro internacional ficou possesso com Kadafi, após ele propor, e quase conseguir, que os países africanos formassem uma moeda única desligada do dólar.
III – O que é o ataque humanitário para salvar o povo líbio?
1. A OTAN, comandada como se sabe, pelos EUA, já bombardeou as principais cidades líbias com milhares de bombas e mísseis em que um único projéctil é capaz de destruir um quarteirão inteiro. Os prédios e infra-estruturas de água, esgotos, gás e luz estão seriamente danificados;
2. As bombas usadas contêm DU (urânio enfraquecido) que tem um tempo de vida de cerca de 3 bilhões de anos (causa cancro e deformações genéticas);
3. Metade das crianças líbias estão traumatizadas psicologicamente por causa das explosões que parecem um terramoto e racham as estruturas das casas;
4. Com o bloqueio marítimo e aéreo da OTAN, as crianças sofrem principalmente com a falta de medicamentos e alimentos;
5. A água já não é potável em boa parte do país (mais uma vez, as crianças são as mais atingidas);
6. Cerca de 150.000 pessoas deixam o país, por dia, através das fronteiras com a Tunísia e o Egipto. Vão para o deserto ao relento, sem água nem comida;
7. Se o bombardeamento terminasse hoje, cerca de 4 milhões de pessoas (de entre uma população de cerca 6,5 milhões) precisariam de ajuda humanitária para sobreviver: água e comida.
Em suma: O bombardeamento “humanitário” acabou com a nação líbia. Nunca mais haverá a “nação” líbia tal como ela existia. Tão simples quanto isto.
Fonte: www.globalresearch.ca
Fabricados para não durarem
sexta-feira, maio 13, 2011
9:06 da tarde
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Sabemos bem que dos três factores que compõem a economia – trabalho, capital (terra e maquinaria) e dinheiro – só um deles, o dinheiro, carece de valor intrínseco e é, portanto, o menos importante de todos, porque pode ser facilmente substituído. Numa ordem subvertida, como a do materialismo em que vivemos actualmente, acontece que pelo contrário se transforma no mais importante dos factores. (...) A desordem moderna, de cuja dimensão hoje em dia cada vez mais pessoas já começam a tomar consciência plena, e que não pode já ocultar-se com todos os "avanços", "clichés" e "mentiras" da tecnologia, foi tão grande que foi desordenando paulatinamente as três dimensões próprias do humano. Assim, pois, a uma economia auto-suficiente que submete o homem erigindo-se em seu destino, sobrevém-lhe portanto a corrupção da Política e do Direito, convertendo-se em “negócios” e consequentemente a decadência também da Religião, a qual renuncia à sua função transcendente para entregar-se, tal como sucede agora, a uma tarefa puramente moralizadora.
– Marcos Ghio, «El Espíritu Legionario»
No próximo Sábado em Barcelona
quinta-feira, maio 12, 2011
8:32 da tarde
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A propósito de Pedro Varela: Bandeiras e Etiquetas
sexta-feira, abril 22, 2011
8:34 da tarde
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Há pessoas que dizem hastear a mesma bandeira que a nossa. Há aqueles que dizem fazê-lo, senão for com a mesma, com uma bandeira semelhante. Nós temos dificuldades em identificar muitas dessas bandeiras como iguais ou semelhantes à nossa. Nisto não reside nenhuma dificuldade. No entanto, depois de conhecermos uns e outros não demora muito tempo até que comecemos a sentir-nos em comunhão existencial com uns e a ver outros como estranhos. Não adianta ostentar publicamente uma etiqueta ou outra mas sim aspirar a viver de acordo com os princípios e a essência que a caracterizam. Não nos chega, sequer, que nos demonstrem erudição e conhecimento dos conteúdos e objectivos contidos na nossa bandeira. Há que exigir, no mínimo, um intento de assumpção dos seus parâmetros vitais.
Há indivíduos que, por muito que digam que partilham a nossa trincheira, nunca serão dos nossos nem nunca os consideraremos como tal, pois após um breve contacto não descortinamos na sua actuação nenhum valor entre aqueles que são próprios do Homem da Tradição. Não identificamos nestes indivíduos nem um vestígio de nobreza, de lealdade, de fidelidade, de valentia, de sinceridade, de franqueza, de serenidade, de temperança, de espírito de serviço e sacrifício, de firmeza interior, de bravura, de tenacidade, de perseverança, de laconismo, de prudência ou de abnegação, mas pelo contrário, em pouco tempo, poderemos vislumbrar ou perfídia, ou hipocrisia, ou egoísmo, ou individualismo, ou ânsia de notoriedade, ou tendência para a cobardia, ou predisposição para a traição, ou deslealdade, ou mentira, ou ligeireza para criticar ou até caluniar aqueles que lhe são próximos, ou a inveja, ou rancor, ou o ódio, ou a incontinência verbal, ou a charlatanice, ou a irascibilidade, ou mudanças súbitas de humor, ou a instabilidade psíquica, ou a ruindade, ou a inconstância, ou a dissimulação, ou a estridência e a imprudência. Para nós é, por isto, quase indiferente, se alguém hasteia a nossa bandeira ou uma parecida, pois o que na verdade nos importa é que o faça tentando sentir os valores que sempre foram os da Tradição e não apenas impregnados dos contravalores do mundo moderno. A etiqueta não nos serve de nada se o etiquetado nada faz em honra dela. Causa-nos ainda mais desagrado o indivíduo que professa verbalmente a sua adesão a uma etiqueta semelhante à nossa e a mancha de modo execrável do que aqueles contemporâneos nossos que se sentem identificados com esta funesta modernidade e fazem gala do seu posicionamento. Estes, ao menos, mostram coerência entre os seus contravalores de referência e a etiqueta própria do mundo moderno, o qual idolatram e santificam. Os outros, pelo contrário, traem as nobres causas com a sua maneira de ser. Sentimos camaradagem por aqueles que mesmo não militando exactamente na nossa bandeira são fiéis na sua existência aos valores que temos identificado como próprios da Tradição. Talvez possamos discordar com estas pessoas em certos detalhes na hora de conceber a existência. Embora possamos ir beber a fontes idênticas, talvez algumas das nossas referências históricas (ou proto-históricas) ou míticas não sejam as mesmas (ou exactamente as mesmas) mas sentimo-nos como camaradas quando conhecemos e podemos comprovar os valores que os regem e caracterizam a sua maneira de ser.
Neste sentido, entre estas pessoas dignas de admirar pelo exemplo que dão – ao serem coerentes com os valores nos quais acreditam – encontramos um represaliado pelo Sistema Dominante, Pedro Varela. Poucas pessoas como ele libertam essa espécie de aura que é a marca da coerência, da honestidade, da tenacidade e da limpidez de ânimo. Uma aura que move a admiração de todos aqueles que apreciam os valores ignorados e menosprezados, pertencentes ao Mundo da Tradição. Por outro lado, Pedro Varela apenas provocará inveja, receios e ódio entre os modernos, impotentes para fazer seus aqueles elevados valores, pois a incapacidade e a impotência movem a inveja dos que não são capazes de dignificar-se pela sua vontade e esforço constante.
Que os escassos Homens rectos propaguem seus ideais entre si, enquanto os néscios, os desajustados, os alienados e os desequilibrados produtos da modernidade vão merecendo o respeito do Sistema. No entanto, não nos surpreende o destino que o mundo moderno outorga a estes tipos antagónicos de pessoas, pois aos primeiros não os pode manipular, domesticar, hipnotizar, e aos segundos, pelo contrário, seduz, programa e converte em seres movidos por reflexos compulsivos e escravizados com grande facilidade.
Mesmo que apenas exista um homem íntegro, a chama da Tradição não se extinguiu de todo!
Concentração em Valência: liberdade para Pedro Varela
via Tierra y Pueblo
Convocado a titulo personal por un grupo de camaradas, el pasado domingo día 17 se celebró un acto de protesta en la Feria del Libro de la ciudad de Valencia. El mismo consistió en la colocación de una mesa informativa acompañado por un reparto de folletos explicativos de la situación actual de Pedro Varela.
Durante toda la mañana se repartieron las octavillas, informando a su vez a todas aquellas personas que se acercaron a la mesa de lo ocurrido a Varela. La gente nos preguntaba con extrañeza, pues no se acababan de creer que en este país existiese tal censura y persecución hacia ciertos editores y libreros por el mero hecho de discrepar con la manera de pensar políticamente correcta del sistema.
Denunciamos la absoluta falta de libertad de expresión a la que se ha visto sometida la Librería Europa en la figura de su dueño Pedro Varela así como también la editorial Ediciones Nueva Republica en su representante Juan Antonio Llopart.
En un ambiente de absoluta cordialidad con una ausencia total de incidentes, se culmino la mañana con una pequeña concentración espontánea a la que se sumaron algunas de las personas que pasaron por allí. Una vez acabado el acto entre todos los presentes se debatió la necesidad de seguir con este tipo de actividades para que Varela no quede en el olvido, además de emplazarnos nuevamente para volver a realizar actividades conjuntas en el futuro.
Destacar la participación en este acto reivindicativo a titulo personal de miembros de las asociaciones Pensamiento y Acción Ecologista, Tierra y Pueblo, Zona Cero, Respuesta Estudiantil, así como de los partidos políticos Democracia Nacional y Movimiento Social Republicano. Se demuestra una vez mas que si hay voluntad, hay un camino.
Boletim Evoliano, nº 12
segunda-feira, abril 04, 2011
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Equinócio de Primavera
A Legião Vertical celebrou no passado fim-de-semana mais um Equinócio saudando, como sempre, o Sol. Ficam aqui algumas fotos:
Legionarismo Ascético
sábado, março 05, 2011
3:44 da tarde
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O homem compõe-se de um organismo, ou seja, de uma forma organizada, depois de forças vitais, depois de uma alma. Podemos dizer o mesmo de um povo. E a construção nacional de um Estado, se bem que abranja naturalmente estes três elementos, por razões de vária ordem e diferentes heranças, pode sobretudo assumir especialmente um ou outro destes aspectos.
Creio que no movimento fascista predomina o elemento Estado, que corresponde ao da forma organizada. Aqui fala a potência formadora da Roma antiga, mestra do direito e das organizações políticas, das quais a Itália é a herdeira mais pura. No nacional-socialismo, pelo contrário, é posto em relevo aquilo que se refere às forças vitais: a raça, o instinto da raça, o elemento étnico-nacional. No movimento legionário romeno, o acento tónico é colocado sobretudo naquilo que, num organismo, corresponde ao elemento alma: sobre o aspecto espiritual e religioso.
Daí vem o carácter dos diferentes movimentos nacionais, que, ao fim e ao cabo, compreendem os três elementos e não deixam nenhum de lado. O carácter específico do nosso movimento vem-nos de uma antiga herança. Já Heródoto chamava aos nossos pais: "os Dácios Imortais". Os nossos ancestrais geto-trácios tinham fé, inclusivamente antes do cristianismo, na imortalidade e indestrutibilidade da alma, o que prova a sua orientação em direcção à espiritualidade. A colonização romana acrescentou a este elemento o espírito romano de organização e de forma. Os séculos seguintes desagregaram e tornaram o nosso povo miserável: mas da mesma forma que num cavalo doente e prostrado se pode reconhecer a nobreza da sua raça, igualmente se pode reconhecer no povo romeno de ontem e hoje os elementos latentes desta dupla herança.
E é esta herança que o movimento legionário quer despertar. Partindo do espírito, quer criar um homem espiritualmente novo. Realizando esta tarefa enquanto "movimento", aguarda-nos o despertar da segunda herança ou seja, a força romana politicamente formadora. Assim, o espírito e a religião são, para nós, o ponto de partida, o "nacionalismo construtivo" é o ponto de chegada, uma simples consequência. A ética simultaneamente ascética e heróica da Guarda de Ferro consiste em reunir um e outro ponto.
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Para nós, um ponto particular é que a presença dos mortos na nação ecuménica não é abstracta e sim real: dos nossos mortos e sobretudo dos nossos heróis. Não nos podemos separar deles; eles, como forças libertadas da condição humana, penetram e sustentam a nossa mais alta vida. Os legionários reúnem-se periodicamente em pequenos grupos, chamados "ninhos". Estas reuniões seguem ritos especiais. Aquele pelo qual se abre cada reunião é a chamada de todos os nossos camaradas caídos, à qual os participantes respondem com um "Presente!". Mas isto não é, para nós, uma simples cerimónia e uma alegoria, mas, pelo contrário, uma evocação real.
Distinguimos o indivíduo, a nação e a espiritualidade transcendente, e na devoção heróica consideramos aquilo que conduz de um ao outro desses elementos, até uma unidade superior. Negamos, sob todas as suas formas, o princípio da utilidade bruta e materialista: não somente no plano do indivíduo, mas também no da nação. Para lá da nação, reconhecemos princípios eternos e imutáveis, em nome dos quais devemos estar prontos a combater, a morrer, e aos quais devemos subordinar tudo, pelo menos com a mesma determinação com que tomamos o nosso direito a viver e a defender a nossa vida. A verdade e a honra são, por exemplo, princípios metafísicos, que colocamos acima da nossa própria nação.
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Há dois aspectos, para clarificar os quais tem de ter-se presente o dualismo do ser humano, que é composto de um elemento material naturalístico e de um elemento espiritual. Quando o primeiro domina ao segundo, é o "inferno". Qualquer equilíbrio entre os dois é uma coisa precária e contingente. Só o domínio absoluto do espírito sobre o corpo é a condição normal e a premissa de toda a força verdadeira, de todo o verdadeiro heroísmo. O jejum é praticado por nós porque favorece tal condição, liberta as amarras corporais, estimula a auto-libertação e a auto-afirmação da vontade pura. E quando a isto se acrescenta a oração, pedimos que as forças do alto se unam às nossas e nos sustentem invisivelmente. O que nos conduz ao segundo aspecto: é uma superstição pensar que em cada combate só as forças materiais e simplesmente humanas são decisivas; entram em jogo, pelo contrário, igualmente forças invisíveis, espirituais, pelo menos tão eficazes como as primeiras. Estamos conscientes da positividade e da importância destas forças. É por isso que damos ao movimento legionário um carácter ascético preciso. Também nas antigas ordens cavaleirescas vigorava o princípio da castidade. No entanto faço notar que entre nós se restringe ao Corpo de Assalto, também com base numa justificação prática, ou seja, para aqueles que se devem consagrar inteiramente à luta e não temer a morte é conveniente não ter impedimentos familiares. Por outro lado, só se permanece neste corpo até aos trinta anos de idade. Mas, em todo caso, permanece sempre uma posição de princípio: de um lado há aqueles que não conhecem senão a "vida", e que portanto não buscam senão a prosperidade, a riqueza, o bem-estar, a opulência; do outro, há aqueles que aspiram a algo mais que a vida, à glória e à vitória numa luta tanto exterior como interior. Os Guardas de Ferro pertencem a esta segunda categoria. E o seu ascetismo guerreiro completa-se com uma última norma: com o voto de pobreza a que está obrigada a elite dos chefes do movimento, pelos preceitos de renúncia ao luxo, às diversões vazias, aos passatempos chamados mundanos, em suma, pelo convite a uma verdadeira mudança de vida que fazemos a cada legionário.
- Citações de Codreanu, extraídas da entrevista concedida a Julius Evola (Dois artigos de Julius Evola sobre a Guarda de Ferro)
O mistério da decadência
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
10:04 da tarde
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Por outro lado, no que se refere particularmente a uma ordem social que tinha o seu centro num soberano, até ao Sacro Império Romano subsiste o principio – já defendido por Celso contra o dualismo do cristianismo das origens – de que os súbditos através da sua fidelidade ao seu príncipe podem demonstrar a sua fidelidade a Deus. É uma antiga concepção indo-europeia a do súbdito como um ser que está ligado por um compromisso sagrado e livre à pessoa do soberano; esta fides ou devoção pessoal foi levada, no mundo tradicional, para além dos limites políticos e individuais, a ponto de atingir por vezes o valor de uma via de libertação. «Os sujeitos – salienta por exemplo Cumont a propósito do Irão – consagravam aos seus reis divinizados não só as suas acções e as palavras, mas também os seus próprios pensamentos. O seu dever era uma dedicação total da sua personalidade àqueles monarcas igualados aos deuses. A militia sagrada dos Mistérios é apenas esta moral cívica considerada do ponto de vista religioso. 0 lealismo confundia-se assim com a fé.» A isto deve-se portanto acrescentar que nas formas mais nítidas e luminosas da Tradição se reconhecia igualmente a este lealismo a virtude de produzir os mesmos frutos que a fé promete. Ainda há pouco tempo se viu, no Japão, o general Nogi, o vencedor de Port Arthur, matar-se com a mulher, à morte do seu imperador, para o seguir nos mesmos caminhos do além-túmulo.Com tudo isto esclarece-se em todos os aspectos o motivo por que dizemos que o segundo eixo de toda a organização tradicional é – além do rito e da existência de uma elite, não só humana, que representa a transcendência – a fidelidade. É esta a força que, tal como um magnetismo, estabelece os contactos, cria uma atmosfera psíquica, propicia as comunicações, estabiliza as estruturas e determina um sistema de coordenação e de gravitação entre os indivíduos isolados e entre estes e o centro. Quando começa a faltar este fluído, que em última análise tem a sua origem na liberdade e na espontaneidade espiritual da personalidade, o organismo tradicional perde a sua elementar força de coesão, fecham-se caminhos, os sentidos mais subtis atrofiam-se, as partes dissociam-se e atomizam-se – o que tem por consequência a imediata retirada das forças do alto, que deixam ir os homens para onde quiserem, segundo o destino criado pelas suas acções e que nenhuma influência superior poderá já modificar. É somente este o mistério da decadência.
- Revolta contra o Mundo Moderno, p. 147
Lá estivemos
sábado, fevereiro 12, 2011
12:17 da manhã
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Liberdade para Pedro Varela
terça-feira, fevereiro 01, 2011
10:21 da tarde
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Terá lugar no próximo dia 11 de Fevereiro, sexta-feira, uma vigília junto à Embaixada de Espanha em Lisboa, em defesa da Liberdade de expressão e em solidariedade com Pedro Varela, condenado pela Espanha democrática por vender livros.«Um dia...»
sábado, janeiro 29, 2011
6:59 da tarde
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LEGIÃO VERTICAL
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Liberdade para Pedro Varela
A Legião Vertical produziu o autocolante aqui reproduzido em solidariedade com Pedro Varela. Aqui ficam algumas fotos das colagens levadas a cabo junto da sede de alguns meios de comunicação social, cujo silêncio cúmplice relativamente ao encarceramento por delito de opinião deste dissidente é demonstrativo do seu compromisso com a "liberdade de expressão".
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