Hordas anárquicas-criminais assediam e saqueiam Londres
Para a jovem socióloga do King’s College, entrevistada pela comunicação social portuguesa, a motivação dos distúrbios reside nas medidas de austeridade adoptadas pelo Reino Unido e que levaram ao encerramento de centros recreativos e de apoio à juventude, locais onde esses “jovens” vão aprender e ensinar a belíssima arte do graffitti, a sublime dança conhecida por break dance, apreciar a magnífica poesia e musicalidade do hip-hop além de receber “aconselhamento” (sabe-se lá sobre o quê) e provavelmente também usar e vender estupefacientes sob a tutela do welfare state britânico.
Ora, estes pobres e mal alimentados meninos, uma vez desocupados nas férias de Verão, sem subsídios para comprarem os seus tablets, telemóveis topo-de-gama ou as suas pastilhas de ecstasy, resolveram matar o tempo em saques organizados, mais parecidos com a captura do saque de guerra do que com o furto famélico ou por outras questões de sobrevivência.
O proletário “inglês”, acostumado aos mimos, subsídios e a toda a condescendência proporcionada pelo Estado de “bem-estar” social (uma cara utopia dos tempos que correm), já não pode viver sem tais direitos; os deveres, esses, estão em segundo plano, claro está.
Consta que os tais “jovens” têm preferência pelo saque de lojas de artigos electrónicos e de marcas famosas, e entre esses “jovens” encontram-se homens, crianças e mesmo mulheres de meia-idade!
Segundo alguns relatos a acção da polícia tem sido ineficaz, o que não é de admirar tendo em conta as confrangedoras declarações da ministra do Interior, que parece acreditar mesmo que “a conversar é que a gente se entende”.
E aqui chegámos a um ponto fundamental: ao que parece, as poucas zonas poupadas à onda de destruição são habitadas pela comunidade turca, que se mobilizou e organizou em autodefesa, conseguindo defender os seus estabelecimentos da onda de saques, enquanto que a população autóctone se limitou a entregar a sua defesa nas mãos da polícia.
E este é o ponto fundamental e a lição a reter: contra o caos e a desordem o “indivíduo” nada pode; apenas a “comunidade”, ou seja, um grupo de pessoas homogéneo, com uma identidade comum e o consequente sentimento de pertença, está em condições de resistir à desordem mal contida que caracteriza as nossas sociedades modernas.
É bom que aprendamos esta lição bem depressa, porque ontem foi em Paris, hoje é em Londres, e amanhã será à porta de nossa casa!
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No caminho do guerreiro, são essenciais três qualidades: lealdade, integridade e coragem. Falamos do guerreiro leal, do guerreiro íntegro e do guerreiro corajoso, ma aquele que reúne as três virtudes é considerado o de maior valor. No entanto, entre milhares de samurais, é raro encontrar um que alcance tal categoria. Ora, é relativamente fácil distinguir o guerreiro leal e o guerreiro íntegro através dos seus comportamentos quotidianos, mas talvez se duvide que em tempos de paz e tranquilidade como os actuais seja possível distinguir o guerreiro corajoso. Porém, não é esse o caso, pois a coragem não se demonstra apenas quando um homem põe uma armadura, pega na lança e na alabarda e avança para a batalha. É possível ver se tem ou não coragem no decurso da sua vida quotidiana. Porque quem nasce corajoso será leal e filial para com o seu senhor e os seus pais, e sempre que tenha algum momento de ócio utilizá-lo-á para estudar, assim como não será negligente na prática das artes militares. Evitará escrupulosamente a indolência e prestará muita atenção à maneira como gasta cada uma das suas moedas. Pensar que isso revela uma avareza detestável é um engano, pois ele gasta com liberalidade quando necessário. Nada faz que seja contrário ao estipulado pelo seu senhor ou que desagrade aos seus pais, mesmo quando deseja proceder de outra forma. Assim, sempre obediente ao seu senhor e a seus pais, vive com prudência, na esperança de um dia realizar alguma obra de grande mérito, moderando o seu apetite na comida e na bebida, evitando os excessos do sexo, que é a grande ilusão da humanidade, a fim de preservar a saúde e a força. Porque nestes aspectos, como em todos os outros, é o autocontrolo inflexível que constitui o princípio da coragem.
Concentração - Liberdade para Pedro Varela
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Via Libertad Pedro VarelaLiberdade para Pedro Varela
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Regresso aos clássicos?
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Legião e Partido
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Pois bem, sendo a Legião o oposto do conceito de Partido, sendo uma realidade antitética em relação a este último, exige uma série de requisitos totalmente distintos do que normalmente existe hoje em dia. É actualmente comum filiar-se num partido para progredir e, por sua vez, é normal da parte do Partido andar atrás das pessoas para que se filiem ou votem nele, pois isso implica para este um ganho de carácter principalmente económico (reconhecimento legal, franquias, subsídios, etc., portanto, dinheiro). Passa-se exactamente o contrário com a Legião. Ser legionário é principalmente um orgulho e algo que se consegue depois de uma série de requisitos não facilmente alcançáveis por qualquer um. Parte-se aqui da ideia de que vários séculos de modernidade e materialismo geraram uma profunda perversão no homem, o qual deve ser corrigido e modificado. Aquele que ingressa na Legião não o faz para ascender ou progredir, como acontece hoje em dia, mas sim para se rectificar. A Legião é pois uma escola para as pessoas, um lugar onde estas recebem uma aprendizagem, mas não no sentido habitual do que é a educação hoje em dia, pois actualmente onde menos se educa é na escola, onde quando muito se adquire um certo adestramento ou técnica que em si mesma não transforma grandemente a pessoa, mas sim uma acção modificadora desta, pela qual quem nela ingressa deve restaurar essa unidade originária no sentido de que o espírito reja a alma e esta governe o corpo. Numa época materialista como a nossa onde o hedonismo, a busca tão-só dos prazeres materiais, é o que prima, a acção correctiva desencadeava-se através de um profundo ascetismo. (…)
Por tudo quanto foi dito salta à vista a ideia grandiosa que resulta da Legião como projecto e a insignificância que perante a mesma adquire o conceito de Partido. Codreanu tinha imposto como norma que todo aquele que se filiasse num partido fosse automaticamente expulso da Legião. O partido era equiparado a uma instituição criminosa que tinha de ser combatida com todas as forças. No entanto, também na sua época surgiram pessoas que por vezes “por táctica” pensaram na conveniência de filiar-se em algum partido para “tomá-lo” ou transformá-lo. A este respeito Codreanu é claro nas suas críticas; ele costumava dizer que quem assim opinava assemelhava-se àqueles que consideravam que o Mar Negro, que é salgado e pequeno, em comparação com o Mediterrâneo por exemplo, iria transformar-se com o decorrer dos anos em doce em virtude de todos os afluentes que lançavam permanentemente as suas águas nele. Precisamente o contrário, respondia, não só continuará sempre salgado, como também transformará em salgadas as águas doces que afluem até ele. Recordemos a tal respeito todas aquelas pessoas que conhecemos que tentaram a sorte nos partidos e veremos quanta razão tem esta simples reflexão.
A terceira revolução, a legionária, aquela que substitui o vetusto conceito de partido pelo mais claro e radical de Ordem, era pois a mais profunda de todas: significava questionar a modernidade até às suas próprias raízes, implicava a verdadeira rectificação da história do Ocidente e, porque não dizê-lo, do mundo inteiro. (…)
Rodrigo Afreixo Ferreira: Presente!
via NonasRodrigo Afreixo era um Camarada e um Amigo exemplar, sempre disponível para ajudar, pessoa de elevada cultura, bom trato com quem dava prazer estar e conversar.
Graças a ele, ao longo de anos, consegui arranjar centenas de livros para a minha biblioteca porque ele andava em pesquisa nas livrarias e alfarrabistas de Lisboa, do Porto e no estrangeiro.
A foto tirada em Parada de Gonta, na Casa de São José, casa do Rodrigo Emílio, testemunha a amizade e camaradagem que ambos nutriam um pelo outro.
De braço ao alto, te saúdo, com um até sempre, Rodrigo Afreixo!
Também a Legião Vertical saúda, de braço ao alto, este seu camarada!
A democracia é lisonja
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Não há necessidade de nos deixarmos abusar pelas palavras: é contraditório admitir que os mesmos homens possam ser, num dado momento, governantes e governados porque, para usar a linguagem aristotélica, um mesmo ente não pode estar, simultaneamente e na mesma relação, “em acto” e “em potência”.
Isto é uma relação que supõe necessariamente dois termos: não pode haver governados onde não haveria governantes; mesmo se estes são ilegítimos e não têm outros direitos ao poder, para além dos que a si próprios se atribuíram.
Ora, a grande habilidade dos dirigentes do mundo moderno consiste em fazer acreditar ao povo que ele se governa a si próprio. E o povo deixa-se persuadir tanto mais de bom grado quanto se sente lisonjeado e, por outro lado, sendo incapaz da reflexão necessária para perceber que a coisa é impossível.
Pedro Varela: 5 meses de vergonha
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A "outra" Líbia
I – Por muito bizarro que Kadafi seja, a ONU constatou em 2007 que a Líbia tinha:
1. Maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de África (maior do que o do Brasil);
2. Ensino gratuito até à Universidade;
3. 10% dos alunos universitários estudavam na Europa e EUA, com tudo pago;
4. Ao casar, cada casal recebia até 50.000 US$ para montar casa;
5. Sistema médico gratuito, rivalizando com os europeus (equipamentos de última geração, etc.);
6. Empréstimos pelo banco estatal sem juros;
7. Inaugurado em 2007, o maior sistema de irrigação do mundo, vem tornando o deserto (95% da Líbia) em fazendas produtoras de alimentos.
II – Então, porquê detonar a Líbia?...
Três principais motivos:
1. Tomar o seu petróleo de boa qualidade e com volume superior a 45 bilhões de barris em reservas;
2. Fazer com que todo o mar Mediterrâneo fique sob o controlo da OTAN. Agora só falta a Síria;
3. E provavelmente o principal:
- O Banco Central Líbio não é atrelado ao sistema financeiro mundial;
- As suas reservas são toneladas de ouro, que dão respaldo ao valor da moeda, o dinar, que desta forma está resguardado das flutuações do dólar;
- O sistema financeiro internacional ficou possesso com Kadafi, após ele propor, e quase conseguir, que os países africanos formassem uma moeda única desligada do dólar.
III – O que é o ataque humanitário para salvar o povo líbio?
1. A OTAN, comandada como se sabe, pelos EUA, já bombardeou as principais cidades líbias com milhares de bombas e mísseis em que um único projéctil é capaz de destruir um quarteirão inteiro. Os prédios e infra-estruturas de água, esgotos, gás e luz estão seriamente danificados;
2. As bombas usadas contêm DU (urânio enfraquecido) que tem um tempo de vida de cerca de 3 bilhões de anos (causa cancro e deformações genéticas);
3. Metade das crianças líbias estão traumatizadas psicologicamente por causa das explosões que parecem um terramoto e racham as estruturas das casas;
4. Com o bloqueio marítimo e aéreo da OTAN, as crianças sofrem principalmente com a falta de medicamentos e alimentos;
5. A água já não é potável em boa parte do país (mais uma vez, as crianças são as mais atingidas);
6. Cerca de 150.000 pessoas deixam o país, por dia, através das fronteiras com a Tunísia e o Egipto. Vão para o deserto ao relento, sem água nem comida;
7. Se o bombardeamento terminasse hoje, cerca de 4 milhões de pessoas (de entre uma população de cerca 6,5 milhões) precisariam de ajuda humanitária para sobreviver: água e comida.
Em suma: O bombardeamento “humanitário” acabou com a nação líbia. Nunca mais haverá a “nação” líbia tal como ela existia. Tão simples quanto isto.
Fabricados para não durarem
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No próximo Sábado em Barcelona
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A propósito de Pedro Varela: Bandeiras e Etiquetas
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Há pessoas que dizem hastear a mesma bandeira que a nossa. Há aqueles que dizem fazê-lo, senão for com a mesma, com uma bandeira semelhante. Nós temos dificuldades em identificar muitas dessas bandeiras como iguais ou semelhantes à nossa. Nisto não reside nenhuma dificuldade. No entanto, depois de conhecermos uns e outros não demora muito tempo até que comecemos a sentir-nos em comunhão existencial com uns e a ver outros como estranhos. Não adianta ostentar publicamente uma etiqueta ou outra mas sim aspirar a viver de acordo com os princípios e a essência que a caracterizam. Não nos chega, sequer, que nos demonstrem erudição e conhecimento dos conteúdos e objectivos contidos na nossa bandeira. Há que exigir, no mínimo, um intento de assumpção dos seus parâmetros vitais.
Há indivíduos que, por muito que digam que partilham a nossa trincheira, nunca serão dos nossos nem nunca os consideraremos como tal, pois após um breve contacto não descortinamos na sua actuação nenhum valor entre aqueles que são próprios do Homem da Tradição. Não identificamos nestes indivíduos nem um vestígio de nobreza, de lealdade, de fidelidade, de valentia, de sinceridade, de franqueza, de serenidade, de temperança, de espírito de serviço e sacrifício, de firmeza interior, de bravura, de tenacidade, de perseverança, de laconismo, de prudência ou de abnegação, mas pelo contrário, em pouco tempo, poderemos vislumbrar ou perfídia, ou hipocrisia, ou egoísmo, ou individualismo, ou ânsia de notoriedade, ou tendência para a cobardia, ou predisposição para a traição, ou deslealdade, ou mentira, ou ligeireza para criticar ou até caluniar aqueles que lhe são próximos, ou a inveja, ou rancor, ou o ódio, ou a incontinência verbal, ou a charlatanice, ou a irascibilidade, ou mudanças súbitas de humor, ou a instabilidade psíquica, ou a ruindade, ou a inconstância, ou a dissimulação, ou a estridência e a imprudência. Para nós é, por isto, quase indiferente, se alguém hasteia a nossa bandeira ou uma parecida, pois o que na verdade nos importa é que o faça tentando sentir os valores que sempre foram os da Tradição e não apenas impregnados dos contravalores do mundo moderno. A etiqueta não nos serve de nada se o etiquetado nada faz em honra dela. Causa-nos ainda mais desagrado o indivíduo que professa verbalmente a sua adesão a uma etiqueta semelhante à nossa e a mancha de modo execrável do que aqueles contemporâneos nossos que se sentem identificados com esta funesta modernidade e fazem gala do seu posicionamento. Estes, ao menos, mostram coerência entre os seus contravalores de referência e a etiqueta própria do mundo moderno, o qual idolatram e santificam. Os outros, pelo contrário, traem as nobres causas com a sua maneira de ser. Sentimos camaradagem por aqueles que mesmo não militando exactamente na nossa bandeira são fiéis na sua existência aos valores que temos identificado como próprios da Tradição. Talvez possamos discordar com estas pessoas em certos detalhes na hora de conceber a existência. Embora possamos ir beber a fontes idênticas, talvez algumas das nossas referências históricas (ou proto-históricas) ou míticas não sejam as mesmas (ou exactamente as mesmas) mas sentimo-nos como camaradas quando conhecemos e podemos comprovar os valores que os regem e caracterizam a sua maneira de ser.
Neste sentido, entre estas pessoas dignas de admirar pelo exemplo que dão – ao serem coerentes com os valores nos quais acreditam – encontramos um represaliado pelo Sistema Dominante, Pedro Varela. Poucas pessoas como ele libertam essa espécie de aura que é a marca da coerência, da honestidade, da tenacidade e da limpidez de ânimo. Uma aura que move a admiração de todos aqueles que apreciam os valores ignorados e menosprezados, pertencentes ao Mundo da Tradição. Por outro lado, Pedro Varela apenas provocará inveja, receios e ódio entre os modernos, impotentes para fazer seus aqueles elevados valores, pois a incapacidade e a impotência movem a inveja dos que não são capazes de dignificar-se pela sua vontade e esforço constante.
Que os escassos Homens rectos propaguem seus ideais entre si, enquanto os néscios, os desajustados, os alienados e os desequilibrados produtos da modernidade vão merecendo o respeito do Sistema. No entanto, não nos surpreende o destino que o mundo moderno outorga a estes tipos antagónicos de pessoas, pois aos primeiros não os pode manipular, domesticar, hipnotizar, e aos segundos, pelo contrário, seduz, programa e converte em seres movidos por reflexos compulsivos e escravizados com grande facilidade.
Mesmo que apenas exista um homem íntegro, a chama da Tradição não se extinguiu de todo!
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