Ensaio de ano novo, vida nova
28/12/14
“…só tem
Pátria quem sabe morrer,
só tem Pátria
quem sabe lutar”.
Última
estrofe da marcha dos Fuzileiros.
Andámos a
filosofar sobre o “sentido da vida”.
Mas enquanto
“peregrinamos” sobre o Planeta Terra confrontamo-nos com a realidade do
dia-a-dia.
Independentemente
das convicções religiosas, ideologias, afectos, etc., devemos preocupar-nos em
tornar a nossa existência melhor.
Melhor quer
dizer Justa e harmoniosa do ponto de vista material, moral e espiritual.
Os homens
apareceram na Terra há cerca de dois milhões de anos – segundo os últimos
estudos – não se fazendo ideia do como nem do porquê, multiplicaram-se e
evoluíram sem um nexo que se entenda.
Ao princípio
eram muito poucos, começam por juntar-se em famílias; estas em grupos (clãs),
depois em tribos.
Lutaram entre
si, amalgamaram-se, sedentarizaram-se. Aumentaram, diferenciaram-se, criaram-se
novas realidades sociais e políticas; outras desapareceram.
Surgiram
cidades-estado, impérios, reinos, repúblicas.
A Geografia
arrumou e confinou povos, que criaram identidade própria, por processos vários.
Nascem as
Nações, desenvolve-se o Estado, e vice-versa.
Portugal
nasceu no meio deste turbilhão histórico, no princípio do século XII, país onde
a Nação precedeu largamente o Estado e onde este foi apenas corolário dos
elementos coesos constitutivos daquela: unidade de objectivos políticos; uma só
cultura; uma só língua e uma única religião. Tudo resultou numa unidade
geopolítica coesa.
Em súmula um
Estado-Nação quase perfeito (não há nada perfeito), seguramente um dos mais
perfeitos e arrumados que há no mundo, e que resiste mesmo depois do poder
político ter residido em Madrid durante 60 anos, e de ter passado por três
enormes “desarrumações” que lhe feriram gravemente a sua matriz inicial: a
ocorrida no reinado do “Piedoso”; as sequelas do Liberalismo e do 25 de Abril.
A evolução do
mundo não pára e enquanto muda a maior parte dos países – cujo número cresceu
desmesuradamente no último século, de poucas dezenas para duas centenas – ainda
procura conseguir ter um Estado que represente uma Nação, os países mais
antigos e desenvolvidos estão a autodestruir-se, através de associações
regionais de tendência federativa; de regionalismos de deriva separatista, do
fim das Pátrias, pela desagregação do sentimento de pertença, do conceito de
família; da transversalidade das ideologias; dos fluxos migratórios
descontrolados e em massa e do desenvolvimento do conceito de “cidadão do
mundo”.
Finalmente
pela Globalização económica e financeira, que irá destruir o tecido empresarial
nacional em favor das multinacionais de negócio e “trusts” bolsistas mundiais.
Em termos de
organização política os Estados vão ter tendência a desaparecer, pois não
servem para nada, já que não dominam qualquer das alavancas fundamentais do
Poder: a emissão de moeda e a capacidade de levantar tropas; não controlam as
fronteiras, o movimento das pessoas e mercadorias.
Apenas lhes é
permitido, por enquanto, cobrarem impostos. Até lhes arranjarem substituto…
Sabe-se quem
puxa os cordelinhos disto tudo, mas é quase tabu falar-se nisso.
Ou seja,
caminhamos para que cada indivíduo apenas valha por si só (tem-se instigado,
aliás, um individualismo narcísico) – pois não se anda a vender a ideia que
cada um pode ser Deus de si mesmo? E que seja um consumidor passivo do que lhe
quiserem dar, segundo fórmula ainda a estabelecer, e que não esteja
restrito/veiculado a nenhuma família, religião, tribo, nação ou ideologia.
De onde
deriva – pensarão, eventualmente – que não havendo família, religião, nação e
ideologia, não haverá razão para haver guerras. Esqueceram-se do dinheiro…
Ou seja,
daqui resultaria uma “Nova Ordem Mundial” (como de resto está escrito nas notas
de dólar) verdadeiramente “revolucionária”.
Como se
consegue isto, que se arrasta há bastantes décadas?
Parece-me que
através da ajuda da informática (como instrumento fundamental); com o controlo
do que cada um faz através de um “chip” que se introduz no organismo (não deve
faltar muito); controlo da mente – propaganda em catadupas; dilúvio de
notícias; imbecilização da sociedade; eliminação do transcendente; relativismo
moral; condicionamento social que dificulte a capacidade de pensar/reagir; controlo
da natalidade – pílula e derivados; aborto; vacinações selectivas; manipulação
genética, etc.); a existência de uma força de policiamento internacional (há
muito exercida pelas FA dos EUA e agora a ser extrapolada para a NATO, a
EUROGENDARFORCE, Guarda Costeira em gestação, etc.) e, sobretudo, através da
manipulação do dinheiro.
Ou seja a
concentração do dinheiro nas mãos de cada vez menos pessoas ou organizações (as
mesmas que começaram a surgir há cerca de 250 anos) e a sua distribuição (crédito)
segundo as conveniências, o que permite manter em regime de “escravidão” cada
vez mais populações e países.
No limite o
dinheiro pode até desaparecer, passando a virtual – grande parte dele já o é,
aliás.
Passaríamos a
ter – ó ironia das ironias – uma sociedade comunista aparentemente perfeita,
criada pelos expoentes do Capitalismo!
Como, afinal
os extremos se tocam…
Ou será que a
“mente” que pensa (e tudo vê) é só uma?
Será um mundo
destes que nós queremos? É que estamos a caminhar para ele a passos de gigante!
Se os
leitores chegaram a este ponto do escrito poderão pensar se estarão a entrar no
mundo da ficção científica, ou a ser confrontados com um caso clinico de
demência.
Pensem o que
quiserem, apenas peço que pensem alguma coisa, o que já não seria mau.
*****
Para os que
optaram pelo caso clínico, vou acrescentar mais uns elementos fundamentais de
insanidade.
Se
continuarmos por esta via a Humanidade fundir-se-á – num futuro sem pressas –
numa só, através da mistura indiscriminada de todas as raças e culturas. E,
até, de todas as religiões, para o que até – teoricamente – já se encontrou um
substituto para todas: aquele que tem como vértice o “Supremo Arquitecto do
Universo”. Seja lá isso o que for.
Escapariam,
eventualmente, a esta “amálgama”, aqueles que, por primazia da linha materna de
descendência, pudessem manter a sua identidade…
Não devo ir
mais além nisto.
Existem
porém, ainda, forças poderosas que resistem, ou são entraves, a tudo isto, a
saber:
- O mundo
muçulmano, completamente dividido em termos de fronteiras “coloniais”, entre
ricos e pobres e, sobretudo, entre facções religiosas que se antagonizam à lei
da bala; no meio um conflito aparentemente insolúvel, Israel/palestiniano e um
problema longe de estar resolvido entre o que pertence a César e o que pertence
a Deus.
Daí o
constante apelo à união dos crentes (UMA) e à sua reunião num Califado, para o
que se procura constantemente um novo Saladino;
- Os povos
eslavos debaixo da tutela do antigo Ducado da Moscóvia intentam afirmar-se
ciclicamente e libertar-se de jugos alheios, o que lhes desenvolveu durante
séculos um complexo de cerco de que não se libertam. As condicionantes
geopolíticas não ajudam e a economia não descola, dependente que está da
tecnologia alheia e de insuficiência alimentar crónica. Vivem do que tiram do
subsolo e da capacidade de sofrimento de um povo estóico e infeliz, que uma
demografia negativa está a colocar em perigo e que o ressurgimento da Igreja
Ortodoxa vai aguentando;
- Temos,
finalmente, a China, com uma civilização milenar, que só um poder central forte
consegue manter unida, na sua multitude de raças e culturas e na tendência
cromossomática para o vício do jogo e da corrupção. Tem desenvolvido uma
estratégia planetária e tende a exportar de tudo e a tomar conta de tudo.
Espalham-se pelo mundo como uma mancha de óleo. Podem vir a ser vítimas das
suas contradições políticas internas, do crescimento descontrolado, da poluição
gigantesca que criam e da sua falta de jeito para se integrarem ou lidarem com
outros povos.
Estão-se a
constituir como o principal futuro adversário/inimigo dos EUA encontrando-se,
para já, prisioneiros um do outro por causa da desmesurada quantidade de
dólares e de dívida que os chineses adquiriram aos americanos.
Este
equilíbrio que ninguém sabe como vai evoluir, pode romper-se de vez caso os
chineses intentem criar uma moeda (baseada num padrão quantificável qualquer),
que possa concorrer com o dólar (e também com o euro).
Se tal
acontecer a possibilidade de uma confrontação militar gigantesca não é de
excluir. Para tal eventualidade as forças militares dos EUA já se encontram a
tomar posições que rodeiam a China por todos os lados.
*****
Em todo este
contexto a África não conta para nada; o Japão está debaixo da pata
estado-unidense desde o tratado de paz que assinaram, em 1945, além de que se
encontram em recessão económica que já dura há três décadas, que tem sido
gerida internamente.
A Oceânia
mantem-se algo isolada (a Geografia protege-a) e é uma ilha de prosperidade,
que constitui uma reserva a ser usada quando os interesses anglo-americanos
ficam em perigo.
A América
Central e Sul continuam a ser o quintal das traseiras dos EUA, apesar das
“arruaças” que uns quantos governos mais à “esquerda” lhes vão fazendo amiúde,
e onde apenas o Brasil tem capacidade para resistir e fazer frente, embora não
pareça nada que tenha vontade suficiente. O “clima” não ajuda e uma classe
política do outro mundo, ainda ajuda menos.
Uma palavra
para o “eixo“ EUA/Canadá/ Europa.
Acontece que
os povos destes países foram sucessivamente deixados de ser governados pelos
respectivos governos, passando o Poder para organizações políticas, económicas
e financeiras, que tudo manobram fora dos Parlamentos em que as sociedades dos
respectivos países pensam estar representadas.
E resta ver o
que vai resultar do Tratado de Parceria Comercial e de Investimento em fase de
negociação, assaz discreta, entre os EUA e a UE. Esta já estava amarrada
àquele, em termos de Segurança, por via da NATO; agora vai ficar dependente
económica e financeiramente. O que faltará?
Enlearam tudo
isto debaixo do manto diáfano da “Democracia”, logo não passível de qualquer
crítica – apesar de esta ser um dos esteios da Democracia…
Resta a
Igreja Católica, sem dúvida a Instituição mais atacada em todo o mundo, desde a
Revolução Francesa, ataque que hoje só tem paralelo naquele que é feito na
Europa Ocidental (e só nesta) contra a Instituição Militar.
A Santa Sé
não tem, neste momento, nenhum Estado que a proteja, podendo apenas contar com
a protecção Divina – que, em tese, tudo pode – e com a oração dos fiéis, embora
cada vez menos com o seu dinheiro, ao contrário do que se passa com o Islão e
os seguidores da “Lei Mosaica”, onde o “vil metal” abunda.
Como o mundo
gira muito depressa, o actual Papa parece querer acompanhar esse movimento.
Ora é
necessário ter muito cuidado com isto: por um lado o mundo anda depressa
demais, há que o desacelerar; por outro a Igreja não pode andar depressa, nem
tem que o fazer, pois os seus Princípios e Doutrina estão estabelecidos há
muito.
O que há a
fazer é adequar em cada momento a maneira de os difundir e defender – isto é,
de evangelizar (o que implica dar o exemplo) – não de os relativizar.
Se entrar por
esse caminho, rapidamente rebentarão cismas por todo o lado, por mais que a
generalidade dos OCS “bem pensantes” possa engalanar em arco com medidas tidas
por “progressistas”.
Para bom
entendedor…
*****
Em síntese a
actual Globalização, materialista e massificadora, com o desaparecimento de
(algumas) fronteiras, onde impera o “Deus Mamon”, nivelada através do conceito
mentiroso/jacobino de que somos todos iguais – quando todos somos diferentes,
tanto individualmente como em termos de Nações/Tribos – encontra no culto do
individualismo feroz a sua aparente antítese, mas que se tocam nos seus
efeitos, ou seja a incapacidade de resistência, que desaguará na indigência da
escravatura.
A qual será
sempre apresentada com as mais finas e douradas cores…
A necessidade
de mudar tudo isto é premente, mas homérica!
Teríamos que
passar novamente o Poder Político para o âmbito dos Estados Nacionais;
substituir a federação/integração destes a ser tentada pela UE (e não só), pela
cooperação entre todos; passar a resolução dos conflitos e do Direito
Internacional para uma nova ONU, com regras que funcionem – a actual é apenas
uma perda de tempo e dinheiro, pois nunca resolveu nada (numerosas organizações
foram surgindo para o fazer, de que são exemplo o “telefone vermelho”, o Grupo
Bidelberg, a Comissão Trilateral, o G-7, o G-20, a OMC, a NATO, etc.).
Falando em
ONU, talvez não fosse má ideia colocar a tal nova ONU em Jerusalém, a qual
poderia ser transformada numa cidade-estado como Singapura, onde o governo
seria rotativo entre representantes das três comunidades das três principais
religiões para quem o local é sagrado. Podia ser uma maneira de passar a haver
um mínimo de Paz na região (e não só), já que não existe nenhuma solução que
seja boa…
Seguidamente
é necessário reformular todo o sistema financeiro, para o que é vital
nacionalizar todos os bancos centrais, já que quase todos são dominados por
capital privado, sendo o exemplo mais flagrante o Federal Reserve (the FED),
sito em Washington – uma cidade construída de raiz com arquitectura e
simbologia maçónica – que é dominado por meia dúzia de famílias, cujos nomes
nunca aparecem, criado após um verdadeiro golpe de estado, ocorrido no
Congresso, em 23/12/1913.
Escusado será
dizer que a maior parte do controlo escapa ao que é tido por governo americano.
Isto leva-nos
a outro ponto capital: a necessidade de desmantelar todas as organizações que
actuam secretamente (não estamos a falar de serviços de informações) cuja
actividade passa ao lado dos povos e das pessoas, que ninguém elege, mas que
lhes vão moldando a existência.
A sua
existência é incompatível com qualquer sistema democrático (ou outro), mas é
justamente a “Democracia” que é usada como capa das suas actividades.
Obviamente
que nada disto será discutido numa televisão…
Terá ainda
que se fechar as Bolsas por tempo indeterminado e regulá-las em termos
estritos.
O “Juro” tem
que ser regulado e a usura punida exemplarmente. A moeda tem que voltar a ter
correspondência na riqueza produzida, não na especulação e em produtos
fictícios ao sabor da ganância humana.
E, claro, é
imperioso encerrar todos os “Offshore”, para pôr ordem no caos e crimes
financeiros, e na pouca-vergonha.
Curioso que
toda a gente clama contra os “Offshore”, mas depois os mesmos tentam-nos usar e
ninguém fecha nenhum… (parece que o do Funchal foi o único…).
Isto só quer
dizer que serve a muita e poderosa gente!
*****
Para fazer
face a tão ciclópicos trabalhos talvez não fosse má ideia voltar a centrar a
vida, não no Homem (Antropocêntrico), mas sim na comunidade e em valores, sejam
eles religiosos (teocêntrico) ou simplesmente morais.
Depois uma
mobilização dos exércitos nacionais (isto na Europa) para uma espécie de
“internacional militar” – o que parecerá uma ideia estapafúrdia e contra natura
(não o sendo dado o objectivo) – de modo a salvar os seus povos/nações, do
desaparecimento e de se tornarem num simples trabalhador/consumidor, um número
entre milhões, a que as chamadas “forças sem rosto” os querem aparentemente,
transformar.
Como as sedes
principais destas forças se encontram, ao que julgamos, em solo norte-americano,
ter-se-á de convencer a “tropa da União”, a abrir os olhos – pois são eles que
têm sido usados como o ariete da tal “nova ordem mundial” – sobre o que se
passa, e a ocuparem militarmente Washington e Nova York. Enquanto não chegam lá
por eles.
Não há outras
forças no mundo, que se vislumbrem, capazes de tentar endireitar as coisas.
(Nesta altura
já me estou a ver ser enviado para um hospício!)
Relaxem,
porém os leitores, pois nada disto se vai passar…
*****
“De que
servirá termos bens a crédito
Se ficarmos
escravos dos bens e do crédito?”.
(Concordam?)
O Professor
Salazar, na sua imensa sabedoria, virtuosismo político e diplomático;
Patriotismo e Fé (enfim, esta última deve ter tido quebras, mas nunca as deu a
conhecer), conseguiu não só recuperar Portugal, mas pô-lo a salvo de todas
estas ameaças (só não conseguiu aguentar o Estado da Índia, mesmo assim
resistindo 14 anos às malfeitorias indianas).
Mas Salazar é
morto, sem descendentes políticos e a sua obra vilipendiada.
Queria, como
afirmou, que o Povo Português fosse pobre (embora o Estado fosse poupado e, por
isso, rico), mas independente – “um povo que tenha a coragem de se manter
pobre, é invencível” – muito poucos, até hoje, entenderam a profundidade desta
mensagem.
Pelos vistos
quase todos, senão mesmo todos, querem ser ricos, pouco importando como (não há
cidade cercada que resista a um burro carregado de ouro, já diziam os Romanos).
Como
corolário ficaremos todos pobres e escravos, isto é sem Liberdade.
Liberdade,
uma palavra solta inconscientemente no mês de Abril de 74, e que virou mágica…
Numa altura –
única em quase 900 anos de História – em que a Nação estando a combater
vitoriosamente num longo conflito, de uma forma magnífica, como já não se
assistia desde a Restauração, se resolveu abdicar do nosso futuro e da maneira
portuguesa de estar no mundo.
Acompanhado
da incrível atitude de termos ficado contentes com isso e abdicando das nossas
razões para assumirmos as do inimigo!…
Uma tragédia
histórica inominável que está longe de estar assumida e interiorizada, que nos
fez perder o “Norte”; diminuiu catastroficamente o Poder Nacional; nos
corrompeu e nos tornou descrentes do nosso devir colectivo.
Esquecemo-nos
da marcha dos Fuzileiros…
Hoje andamos,
simplesmente, por aí.
Convinha, em
última análise, colocar ao leme do nosso destino pessoas que, ao menos,
percebam minimamente o que se passa.
João José
Brandão Ferreira
Oficial
Piloto Aviador
Marcha de las antorchas 2014 - Discursos
quarta-feira, dezembro 24, 2014
12:30 da tarde
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Ungern-Sternberg
Roman Nikolai Maximilian von Ungern-Sternberg, apelidado de “o Barão Sanguinário”, foi um militar russo de origem alemã. Um dos líderes do Movimento Branco durante a Revolução Russa, a qual viria a implantar o bolchevismo. Portanto, alguém que viveu no primeiro quarto de século de novecentos e a respectiva fase revolucionária e contra-revolucionária. Numa fase posterior, seria considerado um “senhor da guerra”, na Mongólia e nos territórios a leste do lago Baikal. Alguém que inclusive teve uma passagem e uma ligação muito interessante e importante ao Tibete, neste caso com o XIII Dalai Lama, que o chegou a denominar como “uma reencarnação de Mahakala”, muito devido à intervenção do Barão na defesa da monarquia e autonomia tibetana face à ameaça do Exército Vermelho chinês. Neste sentido, é curioso o facto de ter sido uma espécie de predecessor de Heinrich Harrer, alpinista escritor, autor do notável “Sete Anos no Tibete”, que mais de vinte anos depois de Ungern viajaria e iria permanecer algum tempo neste mítico local do mundo e fonte de espiritualidade. Também no caso de Harrer, as ligações aos movimentos nacionais-revolucionários/tradicionalistas eram conhecidas e notórias. Por seu turno, Ungern-Sternberg foi mais longe e projectava criar um grande império na Ásia Central, seguindo os passos de Genghis Khan.
Segundo seus biógrafos, criou-se, naquela época, na Ásia, uma espécie de mito em torno de Ungern-Sternberg, ao ponto de ser adorado em certos templos da Mongólia como uma manifestação do deus da guerra.
O combate contra o bolchevismo teria sido o mote fundamental para o seu projecto de vida guerreira e heróica. Segundo Ungern, o bolchevismo não era um fenómeno autónomo, mas sim a última e inevitável consequência de processos involutivos que se tinham verificado desde há muito tempo no seio da civilização ocidental. Tal como Metternich, no passado, ele detectava uma continuidade entre as diferentes fases e formas da subversão mundial, desde a Revolução Francesa.
Também segundo Ungern, a reacção deveria partir do Oriente, de um Oriente fiel às suas tradições espirituais e unido, face ao perigo ameaçador, a todos aqueles que fossem capazes de uma revolta contra o mundo moderno (v. Boletim Evoliano, nº 1).
Tal ideário demonstra que o eurasianismo e a busca de uma fonte primordial da Tradição é algo que se repete entre o pensamento tradicionalista mais elaborado. A ligação do barão Ungern ao pensamento oriental iria assumir foros mais esotéricos, entrando na esteira de outros pensadores, como Guénon, ao advogar a existência de um poder oculto e subterrâneo, centrado no Oriente, onde se ocultaria “Aghartha” que abrigaria o “Rei do Mundo”. Isto indo ao encontro do pensamento e das crenças dos lamas tibetanos que teriam dito a um dos biógrafos de Ungern, Ferdinand Ossendowski: “O Rei do Mundo aparecerá perante os homens quando chegar o momento de guiar os bons na guerra contra os maus. Mas este tempo ainda não chegou.”
Nada disso impedia a saga guerreira, com contornos quixotescos, de Ungern-Sternberg. Ele acreditava que a monarquia era o único sistema social que poderia salvar a civilização ocidental da corrupção e da autodestruição e, nesse sentido, começou a considerar a ideia de restaurar no trono chinês a Dinastia Qing, em seguida, unir sob a sua soberania as nações do Extremo Oriente, tal como planeava devolver aos depostos monarcas da Mongólia, China e Manchúria o seu antigo poder. Após um longo cerco a Urga, actual Ulan Bator, Ungern tomou a capital da Mongólia, após sangrentos combates e, como primeiro passo, devolveu o trono a Khan Bogd e restaurou a autonomia mongol e formou cinco ministérios. Em reconhecimento da sua realização para restaurar o reino, Bogd Khan concedeu a Ungern o título nobiliárquico de Hoshoi Chin Van (príncipe).
O novo governo enviou uma declaração a países estrangeiros buscando o reconhecimento da independência da Mongólia.
Porém, nada podia deter a longa marcha do Exército Vermelho e em 1921, o cerco à Mongólia, depois de penosas e longas batalhas, com o auxílio do recém-instalado Exército Vermelho bolchevique, acabou por empurrar e encurralar Ungern até à fronteira russo-mongol, na qual resistiu heroicamente, mas sem sucesso, sendo capturado pelos bolcheviques e posteriormente, julgado e executado em Agosto de 1921.
Em linhas gerais, o barão Ungern-Sternberg foi um exemplo de uma vida na qual a heroicidade está sempre presente e a luta pelos seus ideais foi incansável, ultrapassando fronteiras físicas, a barreira das diferenças religiosas e rácicas. A tragédia moldou o seu destino, estando decerto consciente dos riscos que corria e da morte iminente. Muitos biógrafos e historiadores da actualidade não hesitam em qualificá-lo com o apelido de Barão Sanguinário ou de Barão Louco, acusando-o de massacres a supostos ódios de estimação, tais como judeus e comunistas.
Na verdade, Ungern-Sternberg terá sido um dos predecessores de um certo tradicionalismo europeu que busca a fonte primordial da filosofia política fora dos limites geográficos da Europa e procura uma fonte de conhecimento, quiçá oculta, em terras onde os reinos e os impérios foram talvez o berço e exemplo de todas as civilizações organizadas e duradouras.
Segundo seus biógrafos, criou-se, naquela época, na Ásia, uma espécie de mito em torno de Ungern-Sternberg, ao ponto de ser adorado em certos templos da Mongólia como uma manifestação do deus da guerra.
O combate contra o bolchevismo teria sido o mote fundamental para o seu projecto de vida guerreira e heróica. Segundo Ungern, o bolchevismo não era um fenómeno autónomo, mas sim a última e inevitável consequência de processos involutivos que se tinham verificado desde há muito tempo no seio da civilização ocidental. Tal como Metternich, no passado, ele detectava uma continuidade entre as diferentes fases e formas da subversão mundial, desde a Revolução Francesa.
Também segundo Ungern, a reacção deveria partir do Oriente, de um Oriente fiel às suas tradições espirituais e unido, face ao perigo ameaçador, a todos aqueles que fossem capazes de uma revolta contra o mundo moderno (v. Boletim Evoliano, nº 1).
Tal ideário demonstra que o eurasianismo e a busca de uma fonte primordial da Tradição é algo que se repete entre o pensamento tradicionalista mais elaborado. A ligação do barão Ungern ao pensamento oriental iria assumir foros mais esotéricos, entrando na esteira de outros pensadores, como Guénon, ao advogar a existência de um poder oculto e subterrâneo, centrado no Oriente, onde se ocultaria “Aghartha” que abrigaria o “Rei do Mundo”. Isto indo ao encontro do pensamento e das crenças dos lamas tibetanos que teriam dito a um dos biógrafos de Ungern, Ferdinand Ossendowski: “O Rei do Mundo aparecerá perante os homens quando chegar o momento de guiar os bons na guerra contra os maus. Mas este tempo ainda não chegou.”
Nada disso impedia a saga guerreira, com contornos quixotescos, de Ungern-Sternberg. Ele acreditava que a monarquia era o único sistema social que poderia salvar a civilização ocidental da corrupção e da autodestruição e, nesse sentido, começou a considerar a ideia de restaurar no trono chinês a Dinastia Qing, em seguida, unir sob a sua soberania as nações do Extremo Oriente, tal como planeava devolver aos depostos monarcas da Mongólia, China e Manchúria o seu antigo poder. Após um longo cerco a Urga, actual Ulan Bator, Ungern tomou a capital da Mongólia, após sangrentos combates e, como primeiro passo, devolveu o trono a Khan Bogd e restaurou a autonomia mongol e formou cinco ministérios. Em reconhecimento da sua realização para restaurar o reino, Bogd Khan concedeu a Ungern o título nobiliárquico de Hoshoi Chin Van (príncipe).
O novo governo enviou uma declaração a países estrangeiros buscando o reconhecimento da independência da Mongólia.
Porém, nada podia deter a longa marcha do Exército Vermelho e em 1921, o cerco à Mongólia, depois de penosas e longas batalhas, com o auxílio do recém-instalado Exército Vermelho bolchevique, acabou por empurrar e encurralar Ungern até à fronteira russo-mongol, na qual resistiu heroicamente, mas sem sucesso, sendo capturado pelos bolcheviques e posteriormente, julgado e executado em Agosto de 1921.
Em linhas gerais, o barão Ungern-Sternberg foi um exemplo de uma vida na qual a heroicidade está sempre presente e a luta pelos seus ideais foi incansável, ultrapassando fronteiras físicas, a barreira das diferenças religiosas e rácicas. A tragédia moldou o seu destino, estando decerto consciente dos riscos que corria e da morte iminente. Muitos biógrafos e historiadores da actualidade não hesitam em qualificá-lo com o apelido de Barão Sanguinário ou de Barão Louco, acusando-o de massacres a supostos ódios de estimação, tais como judeus e comunistas.
Na verdade, Ungern-Sternberg terá sido um dos predecessores de um certo tradicionalismo europeu que busca a fonte primordial da filosofia política fora dos limites geográficos da Europa e procura uma fonte de conhecimento, quiçá oculta, em terras onde os reinos e os impérios foram talvez o berço e exemplo de todas as civilizações organizadas e duradouras.
UM HOMEM DE PÉ ENTRE AS RUÍNAS
segunda-feira, dezembro 15, 2014
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Racismo?...
quinta-feira, dezembro 11, 2014
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Corneliu Zelea Codreanu - Presente!
domingo, novembro 30, 2014
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José Antonio Primo de Rivera - Presente!
quinta-feira, novembro 20, 2014
11:32 da tarde
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Por una España así, libre y fuerte; por una España que haya
encontrado la justicia social, vamos predicando por los campos. De
muchos sitios nos atacan; cinco de los nuestros han caído ya, muertos a
traición; acaso nos aguarda a algunos la misma suerte. ¡No importa! La
vida no vale la penal si no es para quemarla en el servicio de una
empresa grande. Si morimos y nos sepultan en esta tierra madre de
España, ya queda en vosotros la semilla, y pronto nuestros huesos
resecos se sacudirán de alegría y harán nacer flores sobre nuestras
tumbas, cuando el paso resuelto de nuestras falanges nutridas nos traiga
el buen anuncio de que otra vez tenemos a España.
José Antonio Primo de Rivera - Presente!
Boletim Evoliano
segunda-feira, setembro 22, 2014
9:40 da tarde
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Vídeos sobre o sionismo
El Colapso financiero y tercera guerra mundial con el Escritor Manuel Galiana
El Sionismo mundialista que nos Gobierna - Manuel Galiana (Entrevista Completa)
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