Entrevista do General Otto Ernst Remer ao jornal Alshaab
terça-feira, fevereiro 24, 2015
10:45 da tarde
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| General Remer e Ahmed Rami |
Entrevista concedida pelo General Otto Ernst Remer ao jornal Alshaab em 1993
Rami:
O que você acha da "Nova Ordem Mundial"?
Remer: A "Nova Ordem Mundial" sofre de dois poréns, que ela não
é nem "nova" nem cobre o mundo. O conceito não é nada exceto uma nova
máscara atrás da qual está escondido o poder internacional das organizações
judaicas. A regra segundo a qual as organizações judaicas agem foi colocada
após a derrota da Alemanha na II Guerra Mundial. De fato e na verdade, foi a
máfia das organizações judaicas que emergiu como verdadeira vitoriosa daquela
luta das nações.
Todos os governos que se aliaram contra a Alemanha perderam a guerra -
como a Alemanha perdeu. Os Estados que se aliaram com a Alemanha erem, sabendo
eles ou não, a serviço dos planos e interesses judaicos que foram dirigidos não
apenas contra a Alemanha mas também contra as nações árabes e islâmicas, e
contra as nações ocidentais. O estupro da Palestina e a criação do Estado de
Israel após a II Guerra Mundial não é coincidência mas o resultado de um
processo de planejamento metodicamente implementado por gerações.
A ex-União Soviética (que fora criada pelos judeus) foi o primeiro Estado
a dar reconhecimento oficial ao Estado colonial de Israel. Os "Protocolos
dos Sábios de Sião" oferece a mais clara afirmação dos planos das
organizações judaicas de implementar sua na verdade bem velha "Nova Ordem
Mundial".
Rami: Você não acha que após a queda da União Soviética e após
a Guerra do Golfo não existe uma situação completamente nova?
Remer: O que é
"novo" não está na ordem mas nos seus desenvolvimentos, que não são
favoráveis a alguns dos poderes sionistas. Por causa destes desenvolvimentos,
os líderes sombrios da "Velha Ordem Mundial" embaralharam as cartas
de novo por um novo acordo, para tomar melhor conta dos ventos de mudança. Um
destes desenvolvimentos é que os grandes perdedores da II Guerra Mundial, a
Alemanha e o Japão, se tornaram superpoderes, ainda que seja só na área
econômica. Atrás dos bastidores destas relações, existe um tipo de guerra
econômica entre o Japão e a Alemanha de um lado, e os Estados Unidos da América
do outro, entre os dois perderores da guerra e os EUA. Isto é que é novo.
Ao mesmo tempo, a Revolução Islâmica no Afeganistão, saída exclusivamente
de raízes espirituais, deu um golpe forte no regime comunista da ex-União
Soviética. Em face daquela revolução, o Império soviético vermelho teve de
reconhecer que era incapaz, apesar de sua superioridade militar, de derrotas os
mujaheddin, cujas maiores armas eram o seu direito e a sua força espiritual.
quarta-feira, fevereiro 18, 2015
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Dresden, 1945
sexta-feira, fevereiro 13, 2015
8:59 da tarde
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Charlie Hebdo e liberdade de expressão
Após o recente massacre na
capital francesa, mais de 50 líderes mundiais participaram numa marcha com o
intuito de apoiar incondicionalmente a liberdade de expressão e denunciar o
“extremismo” que põe em causa essa mesma liberdade.
Embora seja natural a condenação
de actos terroristas, não devemos permitir que estes eventos sejam usados para
promover outros interesses.
A verdade é que há já várias
décadas que a liberdade de expressão tem sido atacada na Europa, ataque este
que nada tem a ver com o Islamismo. É importante salientar que muitos dos
chefes de Estado e ministros presentes na marcha representam países – incluindo
a própria França – que criminalizam a expressão de certas opiniões,
categorizando-as como “discurso de ódio”, sendo estes crimes puníveis em muitos
casos com vários anos de prisão. Naturalmente, os crimes de “discurso de ódio”
são aplicados de forma selectiva, apenas protegendo determinados grupos ou
eventos.
Assim sendo, nas últimas décadas,
milhares de europeus (principalmente alemães) foram condenados por delito de
opinião. Seguem-se alguns dos casos mais conhecidos:
Vincent Reynouard, engenheiro
químico francês, é autor de livros e folhetos que disputam a versão oficial da
Segunda Guerra Mundial e do Holocausto. Em 1992, foi condenado a 1 mês de
prisão por “contestar a existência de um ou vários crimes contra a humanidade”.
Em 2007, após ter distribuído o livreto “Holocausto? O que vos estão a
esconder…”, foi condenado a 1 ano de prisão, ao pagamento de uma multa de 10.000
€ e ainda ao pagamento de uma indemnização de 3.000 € à organização
“anti-racista” LICRA. Após ter recorrido da decisão do tribunal, foi condenado
a pagar um total de 60.000 €. Estas sentenças baseiam-se na lei Fabius-Gayssot,
de 1990, que pune quem disputa a “existência de crimes contra a humanidade”
(basicamente aplicada apenas no caso do Holocausto) com pena de prisão de 1 mês
a 1 ano e multa até 45.000 €. Em Junho de 2008, um tribunal de Bruxelas
(Vincent Reynouard tinha, entretanto, fugido com a sua família para a Bélgica)
condena-o a 1 ano de prisão e 25.000 € de multa por “questionar crimes contra a
humanidade”.
Jürgen Graf, professor e tradutor
suíço, publicou vários livros revisionistas do Holocausto. Em 1998 foi condenado
a 15 meses de prisão por questionar a existência de câmaras de gás em campos de
concentração e por contestar o número de judeus mortos segundo a versão
convencional do Holocausto. O seu editor, Gerhard Förster, foi condenado a 12
meses. Graf encontra-se exilado na Rússia desde o ano 2000.
Wolfgang Fröhlich, engenheiro
austríaco, foi perito no processo judicial contra Jürgen Graf, em 1998. O seu
parecer indicou a impossibilidade física do homicídio de seis milhões de
pessoas através da utilização do gás Zyklon B. Face à conclusão
indesejada do parecer, Dominik
Aufdenblatten, Procurador da República, ameaçou incriminar o perito.
Wolfgang Fröhlich, por sua vez, apresentou uma denúncia por coacção e tentativa
de indução a falso testemunho, denúncia essa que foi rejeitada. Em 2003, foi
detido em Viena, tendo sido posteriormente condenado a 3 anos de prisão (sentença
baseada no chamado “Verbotsgesetz”, lei austríaca criada em maio de 1945
que proíbe o nacional-socialismo e suas manifestações). Em 2005, após cumprir
23 meses de prisão, envia CD’s a repartições públicas contestando a falta de
liberdade de expressão na Alemanha e Áustria, sendo, consequentemente,
condenado a mais 4 anos de prisão por reincidência. Em 2008, foi novamente
condenado a 6 anos e 4 meses de detenção por continuar a contestar a narrativa
oficial do Holocausto.
Pedro Varela é um livreiro,
escritor e historiador revisionista. Tornou-se conhecido por vender, através da
sua livraria (Librería Europa), literatura nacional-socialista, revisionista do
Holocausto e “anti-semita”, como “Mein Kampf” de Adolf Hitler e “Os Protocolos
dos Sábios de Sião”. Em 1998, devido às suas publicações, foi condenado em
Espanha a 7 meses de prisão por supostamente fazer “apologia ao genocídio” e
“incitação ao ódio racial”. Teve ainda que pagar uma multa avultada e foi
ordenada a destruição de 20.900 livros da sua livraria. Em 2006 foi novamente
detido por ter publicado livros “politicamente incorrectos” através da sua
editora Ediciones Ojeda. Em 2010, foi condenado a 2 anos e 9 meses de prisão
por “distribuir propaganda racista”. Foi libertado em Fevereiro de 2012, após
15 meses de detenção.
Axel Möller, alemão, foi
condenado, em 2011, a 30 meses de prisão devido a artigos escritos para a
agência noticiosa alternativa Altermedia. Em Março de 2013 foi condenado a mais
1 ano de prisão. Estas sentenças basearam-se em supostas “incitações ao ódio”,
“declarações anti-semitas” e “difamação da memória de falecidos”.
Dieudonné M'bala M'bala, comediante francês de origem camaronesa, foi acusado
de “incitação ao ódio racial” e condenado, em 2007, ao pagamento de 5.000 € por
ter comparado os judeus a negreiros. Desde essa data foi condenado em várias
outras ocasiões ao pagamento de avultadas multas (por exemplo: 7.000 € em 2008,
10.000 € em 2009, 15.000 € em 2010, 28.000 € em 2012), sempre por delitos de
opinião relacionados com críticas dirigidas ao Estado de Israel ou à versão oficial do Holocausto. Mais recentemente (2014) viu numerosos espectáculos serem proibidos pelo
governo francês.
Graças
à Internet, a causa do revisionismo histórico tem conhecido nos últimos anos um
rápido desenvolvimento. Tudo indica que o recente episódio em Paris irá ser
usado para justificar maior controlo sobre a população, nomeadamente no que diz
respeito à censura da informação divulgada pelos revisionistas.
Contradições “democráticas”
sexta-feira, janeiro 16, 2015
9:46 da tarde
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Por Walter Romero
Si haces caricaturas riéndote de Mahoma, está
todo bien. Eso es “libertad de prensa”. Si haces caricaturas riéndote del
Holocausto, eso está mal. Vas preso por “apología del nazismo”.
Una revista anarquista es atacada y el mundo “democrático”
se rasga las vestiduras. Cuando la Librería Europa de Pedro Varela fue
incendiada por anarquistas… “mutis por el foro”
Si Francia bombardea partes de Africa con el
argumento de matar “terroristas musulmanes” y al final esos bombardeos terminan
matando decenas de personas inocentes entre ellos niños, mujeres y ancianos,
eso está bien. Es para defender “la democracia”. Si algunos musulmanes le dan “el
vuelto” a Francia fusilando 12 cartunistas marxistas ateos, arde Troya.
Si EEUU y una coalición de países occidentales
bombardea Bagdad por haber invadido Kuwait, esta todo bien. Es lógica pura. Si
Israel invade la Franja de Gaza masacrando miles de inocentes, no pasa nada.
Los EEUU y los países aliados a los yanquis no se dan por enterados…
Si un soldado serbio mata un soldado de otro
país, se lo envía urgentemente a La Haya para que sea juzgado por “crímenes
contra la humanidad”. Si los soldados estadounidenses violan, humillan y matan presos
musulmanes en Irak, Afganistán u otros países árabes, los gobiernos
occidentales no dicen “ni mu” y EEUU prohibe que sus soldados sean juzgados por crímenes contra la humanidad. Claro, un estadounidense es un ser humano de primera. El resto es de tercera… o de cuarta categoría.
occidentales no dicen “ni mu” y EEUU prohibe que sus soldados sean juzgados por crímenes contra la humanidad. Claro, un estadounidense es un ser humano de primera. El resto es de tercera… o de cuarta categoría.
Si los alemanes meten a miles de judío en el
Ghetto de Varsovia… Genocidio !!! Holocausto !!! Si los israelíes mantienen a
casi dos millones de palestinos en el mayor campo de concentración de la
historia (Gaza), los gobiernos occidentales… silencio de negra.
Si Irán tiene presos políticos, los grupos de “derechos
humanos” ponen el grito en el cielo. Si EEUU o Israel mantienen presos en
Guantánamo o en Tel Aviv sin derecho a abogado o a un juicio justo, no pasa
nada. Total… son solamente musulmanes… No nos olvidemos que “los buenos” tienen
derechos mientras que “los malos” no tienen derecho a nada.
Al presidente francés le parece un acto de
barbarie absoluta el ataque de musulmanes contra el semanario anarquista. Pero
no le parece lo mismo cuando el propio gobierno francés financia con dinero y
armas a los musulmanes extremistas de la oposición siria que matan soldados,
también musulmanes, del régimen de Assad. Contradicciones… contradicciones…
Resumiendo: cuando “los malos” se pasan de la
raya… a la horca con ellos. Pero cuando “los buenos” violan, asesinan, invaden
países, bombardean, humillan, etc., etc., etc., los gobiernos occidentales no
dicen nada. Silencio hospital.
La lista es larga. Ustedes ya la conocen. Pero
para muestra basta un botón. Bueno, aqui les enumeré “varios botones”.
Para pensar.
Ensaio de ano novo, vida nova
28/12/14
“…só tem
Pátria quem sabe morrer,
só tem Pátria
quem sabe lutar”.
Última
estrofe da marcha dos Fuzileiros.
Andámos a
filosofar sobre o “sentido da vida”.
Mas enquanto
“peregrinamos” sobre o Planeta Terra confrontamo-nos com a realidade do
dia-a-dia.
Independentemente
das convicções religiosas, ideologias, afectos, etc., devemos preocupar-nos em
tornar a nossa existência melhor.
Melhor quer
dizer Justa e harmoniosa do ponto de vista material, moral e espiritual.
Os homens
apareceram na Terra há cerca de dois milhões de anos – segundo os últimos
estudos – não se fazendo ideia do como nem do porquê, multiplicaram-se e
evoluíram sem um nexo que se entenda.
Ao princípio
eram muito poucos, começam por juntar-se em famílias; estas em grupos (clãs),
depois em tribos.
Lutaram entre
si, amalgamaram-se, sedentarizaram-se. Aumentaram, diferenciaram-se, criaram-se
novas realidades sociais e políticas; outras desapareceram.
Surgiram
cidades-estado, impérios, reinos, repúblicas.
A Geografia
arrumou e confinou povos, que criaram identidade própria, por processos vários.
Nascem as
Nações, desenvolve-se o Estado, e vice-versa.
Portugal
nasceu no meio deste turbilhão histórico, no princípio do século XII, país onde
a Nação precedeu largamente o Estado e onde este foi apenas corolário dos
elementos coesos constitutivos daquela: unidade de objectivos políticos; uma só
cultura; uma só língua e uma única religião. Tudo resultou numa unidade
geopolítica coesa.
Em súmula um
Estado-Nação quase perfeito (não há nada perfeito), seguramente um dos mais
perfeitos e arrumados que há no mundo, e que resiste mesmo depois do poder
político ter residido em Madrid durante 60 anos, e de ter passado por três
enormes “desarrumações” que lhe feriram gravemente a sua matriz inicial: a
ocorrida no reinado do “Piedoso”; as sequelas do Liberalismo e do 25 de Abril.
A evolução do
mundo não pára e enquanto muda a maior parte dos países – cujo número cresceu
desmesuradamente no último século, de poucas dezenas para duas centenas – ainda
procura conseguir ter um Estado que represente uma Nação, os países mais
antigos e desenvolvidos estão a autodestruir-se, através de associações
regionais de tendência federativa; de regionalismos de deriva separatista, do
fim das Pátrias, pela desagregação do sentimento de pertença, do conceito de
família; da transversalidade das ideologias; dos fluxos migratórios
descontrolados e em massa e do desenvolvimento do conceito de “cidadão do
mundo”.
Finalmente
pela Globalização económica e financeira, que irá destruir o tecido empresarial
nacional em favor das multinacionais de negócio e “trusts” bolsistas mundiais.
Em termos de
organização política os Estados vão ter tendência a desaparecer, pois não
servem para nada, já que não dominam qualquer das alavancas fundamentais do
Poder: a emissão de moeda e a capacidade de levantar tropas; não controlam as
fronteiras, o movimento das pessoas e mercadorias.
Apenas lhes é
permitido, por enquanto, cobrarem impostos. Até lhes arranjarem substituto…
Sabe-se quem
puxa os cordelinhos disto tudo, mas é quase tabu falar-se nisso.
Ou seja,
caminhamos para que cada indivíduo apenas valha por si só (tem-se instigado,
aliás, um individualismo narcísico) – pois não se anda a vender a ideia que
cada um pode ser Deus de si mesmo? E que seja um consumidor passivo do que lhe
quiserem dar, segundo fórmula ainda a estabelecer, e que não esteja
restrito/veiculado a nenhuma família, religião, tribo, nação ou ideologia.
De onde
deriva – pensarão, eventualmente – que não havendo família, religião, nação e
ideologia, não haverá razão para haver guerras. Esqueceram-se do dinheiro…
Ou seja,
daqui resultaria uma “Nova Ordem Mundial” (como de resto está escrito nas notas
de dólar) verdadeiramente “revolucionária”.
Como se
consegue isto, que se arrasta há bastantes décadas?
Parece-me que
através da ajuda da informática (como instrumento fundamental); com o controlo
do que cada um faz através de um “chip” que se introduz no organismo (não deve
faltar muito); controlo da mente – propaganda em catadupas; dilúvio de
notícias; imbecilização da sociedade; eliminação do transcendente; relativismo
moral; condicionamento social que dificulte a capacidade de pensar/reagir; controlo
da natalidade – pílula e derivados; aborto; vacinações selectivas; manipulação
genética, etc.); a existência de uma força de policiamento internacional (há
muito exercida pelas FA dos EUA e agora a ser extrapolada para a NATO, a
EUROGENDARFORCE, Guarda Costeira em gestação, etc.) e, sobretudo, através da
manipulação do dinheiro.
Ou seja a
concentração do dinheiro nas mãos de cada vez menos pessoas ou organizações (as
mesmas que começaram a surgir há cerca de 250 anos) e a sua distribuição (crédito)
segundo as conveniências, o que permite manter em regime de “escravidão” cada
vez mais populações e países.
No limite o
dinheiro pode até desaparecer, passando a virtual – grande parte dele já o é,
aliás.
Passaríamos a
ter – ó ironia das ironias – uma sociedade comunista aparentemente perfeita,
criada pelos expoentes do Capitalismo!
Como, afinal
os extremos se tocam…
Ou será que a
“mente” que pensa (e tudo vê) é só uma?
Será um mundo
destes que nós queremos? É que estamos a caminhar para ele a passos de gigante!
Se os
leitores chegaram a este ponto do escrito poderão pensar se estarão a entrar no
mundo da ficção científica, ou a ser confrontados com um caso clinico de
demência.
Pensem o que
quiserem, apenas peço que pensem alguma coisa, o que já não seria mau.
*****
Para os que
optaram pelo caso clínico, vou acrescentar mais uns elementos fundamentais de
insanidade.
Se
continuarmos por esta via a Humanidade fundir-se-á – num futuro sem pressas –
numa só, através da mistura indiscriminada de todas as raças e culturas. E,
até, de todas as religiões, para o que até – teoricamente – já se encontrou um
substituto para todas: aquele que tem como vértice o “Supremo Arquitecto do
Universo”. Seja lá isso o que for.
Escapariam,
eventualmente, a esta “amálgama”, aqueles que, por primazia da linha materna de
descendência, pudessem manter a sua identidade…
Não devo ir
mais além nisto.
Existem
porém, ainda, forças poderosas que resistem, ou são entraves, a tudo isto, a
saber:
- O mundo
muçulmano, completamente dividido em termos de fronteiras “coloniais”, entre
ricos e pobres e, sobretudo, entre facções religiosas que se antagonizam à lei
da bala; no meio um conflito aparentemente insolúvel, Israel/palestiniano e um
problema longe de estar resolvido entre o que pertence a César e o que pertence
a Deus.
Daí o
constante apelo à união dos crentes (UMA) e à sua reunião num Califado, para o
que se procura constantemente um novo Saladino;
- Os povos
eslavos debaixo da tutela do antigo Ducado da Moscóvia intentam afirmar-se
ciclicamente e libertar-se de jugos alheios, o que lhes desenvolveu durante
séculos um complexo de cerco de que não se libertam. As condicionantes
geopolíticas não ajudam e a economia não descola, dependente que está da
tecnologia alheia e de insuficiência alimentar crónica. Vivem do que tiram do
subsolo e da capacidade de sofrimento de um povo estóico e infeliz, que uma
demografia negativa está a colocar em perigo e que o ressurgimento da Igreja
Ortodoxa vai aguentando;
- Temos,
finalmente, a China, com uma civilização milenar, que só um poder central forte
consegue manter unida, na sua multitude de raças e culturas e na tendência
cromossomática para o vício do jogo e da corrupção. Tem desenvolvido uma
estratégia planetária e tende a exportar de tudo e a tomar conta de tudo.
Espalham-se pelo mundo como uma mancha de óleo. Podem vir a ser vítimas das
suas contradições políticas internas, do crescimento descontrolado, da poluição
gigantesca que criam e da sua falta de jeito para se integrarem ou lidarem com
outros povos.
Estão-se a
constituir como o principal futuro adversário/inimigo dos EUA encontrando-se,
para já, prisioneiros um do outro por causa da desmesurada quantidade de
dólares e de dívida que os chineses adquiriram aos americanos.
Este
equilíbrio que ninguém sabe como vai evoluir, pode romper-se de vez caso os
chineses intentem criar uma moeda (baseada num padrão quantificável qualquer),
que possa concorrer com o dólar (e também com o euro).
Se tal
acontecer a possibilidade de uma confrontação militar gigantesca não é de
excluir. Para tal eventualidade as forças militares dos EUA já se encontram a
tomar posições que rodeiam a China por todos os lados.
*****
Em todo este
contexto a África não conta para nada; o Japão está debaixo da pata
estado-unidense desde o tratado de paz que assinaram, em 1945, além de que se
encontram em recessão económica que já dura há três décadas, que tem sido
gerida internamente.
A Oceânia
mantem-se algo isolada (a Geografia protege-a) e é uma ilha de prosperidade,
que constitui uma reserva a ser usada quando os interesses anglo-americanos
ficam em perigo.
A América
Central e Sul continuam a ser o quintal das traseiras dos EUA, apesar das
“arruaças” que uns quantos governos mais à “esquerda” lhes vão fazendo amiúde,
e onde apenas o Brasil tem capacidade para resistir e fazer frente, embora não
pareça nada que tenha vontade suficiente. O “clima” não ajuda e uma classe
política do outro mundo, ainda ajuda menos.
Uma palavra
para o “eixo“ EUA/Canadá/ Europa.
Acontece que
os povos destes países foram sucessivamente deixados de ser governados pelos
respectivos governos, passando o Poder para organizações políticas, económicas
e financeiras, que tudo manobram fora dos Parlamentos em que as sociedades dos
respectivos países pensam estar representadas.
E resta ver o
que vai resultar do Tratado de Parceria Comercial e de Investimento em fase de
negociação, assaz discreta, entre os EUA e a UE. Esta já estava amarrada
àquele, em termos de Segurança, por via da NATO; agora vai ficar dependente
económica e financeiramente. O que faltará?
Enlearam tudo
isto debaixo do manto diáfano da “Democracia”, logo não passível de qualquer
crítica – apesar de esta ser um dos esteios da Democracia…
Resta a
Igreja Católica, sem dúvida a Instituição mais atacada em todo o mundo, desde a
Revolução Francesa, ataque que hoje só tem paralelo naquele que é feito na
Europa Ocidental (e só nesta) contra a Instituição Militar.
A Santa Sé
não tem, neste momento, nenhum Estado que a proteja, podendo apenas contar com
a protecção Divina – que, em tese, tudo pode – e com a oração dos fiéis, embora
cada vez menos com o seu dinheiro, ao contrário do que se passa com o Islão e
os seguidores da “Lei Mosaica”, onde o “vil metal” abunda.
Como o mundo
gira muito depressa, o actual Papa parece querer acompanhar esse movimento.
Ora é
necessário ter muito cuidado com isto: por um lado o mundo anda depressa
demais, há que o desacelerar; por outro a Igreja não pode andar depressa, nem
tem que o fazer, pois os seus Princípios e Doutrina estão estabelecidos há
muito.
O que há a
fazer é adequar em cada momento a maneira de os difundir e defender – isto é,
de evangelizar (o que implica dar o exemplo) – não de os relativizar.
Se entrar por
esse caminho, rapidamente rebentarão cismas por todo o lado, por mais que a
generalidade dos OCS “bem pensantes” possa engalanar em arco com medidas tidas
por “progressistas”.
Para bom
entendedor…
*****
Em síntese a
actual Globalização, materialista e massificadora, com o desaparecimento de
(algumas) fronteiras, onde impera o “Deus Mamon”, nivelada através do conceito
mentiroso/jacobino de que somos todos iguais – quando todos somos diferentes,
tanto individualmente como em termos de Nações/Tribos – encontra no culto do
individualismo feroz a sua aparente antítese, mas que se tocam nos seus
efeitos, ou seja a incapacidade de resistência, que desaguará na indigência da
escravatura.
A qual será
sempre apresentada com as mais finas e douradas cores…
A necessidade
de mudar tudo isto é premente, mas homérica!
Teríamos que
passar novamente o Poder Político para o âmbito dos Estados Nacionais;
substituir a federação/integração destes a ser tentada pela UE (e não só), pela
cooperação entre todos; passar a resolução dos conflitos e do Direito
Internacional para uma nova ONU, com regras que funcionem – a actual é apenas
uma perda de tempo e dinheiro, pois nunca resolveu nada (numerosas organizações
foram surgindo para o fazer, de que são exemplo o “telefone vermelho”, o Grupo
Bidelberg, a Comissão Trilateral, o G-7, o G-20, a OMC, a NATO, etc.).
Falando em
ONU, talvez não fosse má ideia colocar a tal nova ONU em Jerusalém, a qual
poderia ser transformada numa cidade-estado como Singapura, onde o governo
seria rotativo entre representantes das três comunidades das três principais
religiões para quem o local é sagrado. Podia ser uma maneira de passar a haver
um mínimo de Paz na região (e não só), já que não existe nenhuma solução que
seja boa…
Seguidamente
é necessário reformular todo o sistema financeiro, para o que é vital
nacionalizar todos os bancos centrais, já que quase todos são dominados por
capital privado, sendo o exemplo mais flagrante o Federal Reserve (the FED),
sito em Washington – uma cidade construída de raiz com arquitectura e
simbologia maçónica – que é dominado por meia dúzia de famílias, cujos nomes
nunca aparecem, criado após um verdadeiro golpe de estado, ocorrido no
Congresso, em 23/12/1913.
Escusado será
dizer que a maior parte do controlo escapa ao que é tido por governo americano.
Isto leva-nos
a outro ponto capital: a necessidade de desmantelar todas as organizações que
actuam secretamente (não estamos a falar de serviços de informações) cuja
actividade passa ao lado dos povos e das pessoas, que ninguém elege, mas que
lhes vão moldando a existência.
A sua
existência é incompatível com qualquer sistema democrático (ou outro), mas é
justamente a “Democracia” que é usada como capa das suas actividades.
Obviamente
que nada disto será discutido numa televisão…
Terá ainda
que se fechar as Bolsas por tempo indeterminado e regulá-las em termos
estritos.
O “Juro” tem
que ser regulado e a usura punida exemplarmente. A moeda tem que voltar a ter
correspondência na riqueza produzida, não na especulação e em produtos
fictícios ao sabor da ganância humana.
E, claro, é
imperioso encerrar todos os “Offshore”, para pôr ordem no caos e crimes
financeiros, e na pouca-vergonha.
Curioso que
toda a gente clama contra os “Offshore”, mas depois os mesmos tentam-nos usar e
ninguém fecha nenhum… (parece que o do Funchal foi o único…).
Isto só quer
dizer que serve a muita e poderosa gente!
*****
Para fazer
face a tão ciclópicos trabalhos talvez não fosse má ideia voltar a centrar a
vida, não no Homem (Antropocêntrico), mas sim na comunidade e em valores, sejam
eles religiosos (teocêntrico) ou simplesmente morais.
Depois uma
mobilização dos exércitos nacionais (isto na Europa) para uma espécie de
“internacional militar” – o que parecerá uma ideia estapafúrdia e contra natura
(não o sendo dado o objectivo) – de modo a salvar os seus povos/nações, do
desaparecimento e de se tornarem num simples trabalhador/consumidor, um número
entre milhões, a que as chamadas “forças sem rosto” os querem aparentemente,
transformar.
Como as sedes
principais destas forças se encontram, ao que julgamos, em solo norte-americano,
ter-se-á de convencer a “tropa da União”, a abrir os olhos – pois são eles que
têm sido usados como o ariete da tal “nova ordem mundial” – sobre o que se
passa, e a ocuparem militarmente Washington e Nova York. Enquanto não chegam lá
por eles.
Não há outras
forças no mundo, que se vislumbrem, capazes de tentar endireitar as coisas.
(Nesta altura
já me estou a ver ser enviado para um hospício!)
Relaxem,
porém os leitores, pois nada disto se vai passar…
*****
“De que
servirá termos bens a crédito
Se ficarmos
escravos dos bens e do crédito?”.
(Concordam?)
O Professor
Salazar, na sua imensa sabedoria, virtuosismo político e diplomático;
Patriotismo e Fé (enfim, esta última deve ter tido quebras, mas nunca as deu a
conhecer), conseguiu não só recuperar Portugal, mas pô-lo a salvo de todas
estas ameaças (só não conseguiu aguentar o Estado da Índia, mesmo assim
resistindo 14 anos às malfeitorias indianas).
Mas Salazar é
morto, sem descendentes políticos e a sua obra vilipendiada.
Queria, como
afirmou, que o Povo Português fosse pobre (embora o Estado fosse poupado e, por
isso, rico), mas independente – “um povo que tenha a coragem de se manter
pobre, é invencível” – muito poucos, até hoje, entenderam a profundidade desta
mensagem.
Pelos vistos
quase todos, senão mesmo todos, querem ser ricos, pouco importando como (não há
cidade cercada que resista a um burro carregado de ouro, já diziam os Romanos).
Como
corolário ficaremos todos pobres e escravos, isto é sem Liberdade.
Liberdade,
uma palavra solta inconscientemente no mês de Abril de 74, e que virou mágica…
Numa altura –
única em quase 900 anos de História – em que a Nação estando a combater
vitoriosamente num longo conflito, de uma forma magnífica, como já não se
assistia desde a Restauração, se resolveu abdicar do nosso futuro e da maneira
portuguesa de estar no mundo.
Acompanhado
da incrível atitude de termos ficado contentes com isso e abdicando das nossas
razões para assumirmos as do inimigo!…
Uma tragédia
histórica inominável que está longe de estar assumida e interiorizada, que nos
fez perder o “Norte”; diminuiu catastroficamente o Poder Nacional; nos
corrompeu e nos tornou descrentes do nosso devir colectivo.
Esquecemo-nos
da marcha dos Fuzileiros…
Hoje andamos,
simplesmente, por aí.
Convinha, em
última análise, colocar ao leme do nosso destino pessoas que, ao menos,
percebam minimamente o que se passa.
João José
Brandão Ferreira
Oficial
Piloto Aviador
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