O Pequeno Livro Negro: Citações de Julius Evola



Excerto da resenha de Ernesto Milá.


"En 1970, recibí un catálogo de Edizioni Europa que, entonces estaba gestionada por miembros de Ordine Nuovo, que acababan de reingresar en el MSI. Aquel catálogo era casi un libro que contenía cientos de referencias bibliográficas: “si lo recomendaban los de Ordine Nuovo, es que había que leer a todos aquellos autores”, pensaba a mis 18 años.

No fui el único en disponer de ese catálogo, los miembros de CEDADE también lo consiguieron y, a partir de él, fue cómo surgió la idea de realizar un volumen que vería la luz diez años después con el título de THULE, la cultura de la otra Europa, libro que ha tenido varias reediciones pero que yo no recomendaría: todos los que lo escribimos éramos demasiado jóvenes en aquellos momentos y era imposible que hubiéramos leído a todos los autores que referenciábamos, una mayoría de los cuales, ni siquiera -en aquellos años- habían sido traducidos al castellano. Hicimos lo que pudimos, esa es la verdad, pero “íbamos de oídas” y no podíamos conocer a aquellos autores en profundidad.

Entre los libros que figuraban en este catálogo había uno que me llamó particularmente la atención: Citazioni di Julius Evola”, publicado en la colección L’Architrave de Giovanni Volpe, recopiladas por Giovanni Conti y prologadas por Gianfranco De Turris.

En aquella época tenía la impresión de que Evola era un “autor importante” para nuestro ambiente. Lamentablemente, ¡no existía ni una sola página de él traducido al castellano! Ni siquiera conocía las líneas maestras de su pensamiento. Así que, para conocer la naturaleza del “pensamiento evoliano” opté por comprar este volumen de citas que, al menos, me aportarían una panorámica de su pensamiento.

Era un pequeño volumen, con una letra particularmente minúscula (la introducción de De Turris y las notas de Conti estaban impresas con un cuerpo 4 que hoy me resulta absolutamente imposible leer y el resto del volumen, con sus citas no es mayor de un cuerpo 5…) que me impresionó a pesar de que en aquella época no hablaba italiano y debía recurrir a un diccionario para descifrar la mayor parte de frases. De hecho, no logré entenderlas todas."

Texto na íntegra:

https://info-krisis.blogspot.com/2021/03/imprecindible-el-pequeno-libro-negro.html?m=1




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Resenha do livro "O Homem da Tradição" de Eduard Alcántara.

        



  Enquanto alguns diletantes, teóricos e os mais variados devotos dos mais diversos fideísmos reivindicam para eles próprios o "status" de tradicionalistas: algo que seguramente pertence também à crise e à confusão nas quais se encontram os espíritos e as mentes dos homens do nosso tempo, outros ousam apontar o caminho mais provável, tomando como base; não o fatalismo e a obscuridade de certos sistemas de crenças em franco declínio (alguns pelos quais até lamentamos pelas circunstâncias disparatadas, mesmo abjectas nas quais vêm atingindo esse declínio), muito menos a ligeireza pedante e desvirilizada dos "iluminados" modernos: Esses moços de recados que vendem as suas caras opiniões a soldo das "egrégoras" dominantes no seu afã de moldarem e controlarem a realidade à sua imagem e semelhança.

   Dentre aqueles que impassíveis e imperturbáveis, insurgem-se contra a vulgaridade, contra o dogmatismo cego do credo liberal e contra todas as superficialidades hodiernas está Eduard Alcántara, autor tradicionalista espanhol que merece a nossa mais sincera estima e a nossa devida atenção.   

      Como o autor defende, o homem que pugna por ser da Tradição age sempre em sua consciência, tentando não baixar a guarda, sacralizando a quotidianidade mesmo nas coisas mais simples. Nessa fase terminal da Idade do Lobo ou Kali Yuga, esse homem não se deixará abater ou exaltar em demasia, sejam as suas acções frustradas ou bem-sucedidas. Chama ainda a atenção para o facto de que nem todos os homens que aspiram  a essa transmutação interior em direcção ao Ideal lograrão alcançá-la, mas que desde que a referência permaneça viva, ao menos afastar-se-ão da condição de homens vulgares... E aqui cabe a máxima de Nietzsche: "aquele que não seja capaz de governar a si próprio, que obedeça".

     O progressismo, o liberalismo e a democracia destruíram a sociedade natural, mergulharam o homem numa era de trevas, ocultaram o caminho da tradição e deixaram o homem abandonado aos seus instintos meramente animais. A vulgaridade, a baixeza e o apego doentio à matéria da qual o homem moderno é vítima (o "homem comum") distanciam as virtudes modernas das virtudes tradicionais, que constituem o antídoto ideal para a dinâmica dissoluta dos tempos que correm.

 É essa carência de tradição que torna impossível para o “homem comum” perceber pura e simplesmente a harmonia, a ordem e a beleza da natureza. Para Alcántara (e também para nós), no campo oposto ao homem da tradição encontra-se o "homem fugaz" representante de nossos tempos, nos quais o relativismo surgiu como uma de suas marcas; Nada se salva de ser passível de relativismos e ambiguidades mesmo em sua própria legitimidade e essência, portanto, os novos ícones que se colocam no lugar das referências tradicionais tendem a ter uma existência efémera. Para a modernidade não existem verdades absolutas incontestáveis, nem valores que delas dependam. 

Como define o autor -  sabiamente - a tradição é uma forma de compreender e viver o mundo e a existência que impeliu o homem a canalizar todas as suas actividades quotidianas para fins elevados, suprasensíveis, metafísicos ... e o levou a configurar tecidos sociais, culturais , económica e políticamente guiados e impregnados até o âmago por esses valores superiores dirigidos à aspiração da realização de um fim supremo e transcendente. 

   É precisamente essa negação do mundo tradicional que levou o homem moderno a se encontrar perdido, desorientado e isolado em si próprio,  como - tomando emprestada uma advertência do filósofo Estóico Séneca:" uma árvore que foi transplantada muitas vezes e não pôde finalmente crescer". 


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Alea jacta est!

     

 


 No seu “Cavalgar o Tigre”, manual para os aristocratas de espírito numa época de dissolução, Evola lembra-nos que os estóicos - pela voz de Séneca - entendiam que era aos mais capazes que os deuses reservavam as provas mais duras.

“Séneca dizia que nenhum espectáculo é mais aprazível para os deuses do que o do homem superior a enfrentar a adversidade. Só aí pode conhecer a sua força – e Séneca acrescenta que são os homens de valor que são enviados para as posições mais arriscadas ou para as missões mais difíceis, enquanto os indignos e os fracos são deixados para trás.” (pag 58, versão inglesa, Ed. Inner Traditions)

Esta ideia que os estóicos cultivavam e que Nietzsche - grande recuperador da tradição europeia - retomará, com o seu conceito de amor-fati (amor ao destino) ou com alguns dos seus conhecidos aforismos (“Da Escola de Guerra da Vida - o que não me mata torna-me mais forte”) é, na verdade, a expressão filosófica de uma ideia cara à tradição imemorial dos povos europeus, manifestada desde os primórdios na sua religiosidade.

Quando se questionavam por que razões permitiam os deuses o advento dos infortúnios sobre os homens, os gregos lembravam os adágios da sua tradição: é no infortúnio que os deuses vêem a grandeza dos homens e se os homens não fossem sujeitos a enfrentá-lo, seriam incapazes de se diferenciar, de se erguer da mediocridade.

Na antiga tradição europeia, o que a divindade pede dos homens não é, portanto, a humildade em troca da salvação, é que nos momentos difíceis se comportem à altura, com coragem e dignidade. São os homens que o conseguem que são os predilectos dos deuses. E é por isso que na antiga tradição nórdica são os homens superiores e aqueles que tombaram em combate que ascendem ao Valhala para junto dos deuses.

Na sua obra-magna sobre as atitudes religiosas dos povos indo-europeus, Hans F. Gunther recorda-nos essa característica distintiva da nossa tradição primordial:

“Faz parte da força espiritual dos indo-europeus – e isto é testemunhado pela grande poesia destes povos e, acima de tudo, pelas suas tragédias – sentir profunda alegria no destino – na tensão entre as limitações do homem e a infinidade dos deuses. Nietzsche chamou a esta alegria amor-fati. Em especial aqueles de entre os indo-europeus com uma alma rica sentem – precisamente no meio do turbilhão dos golpes do destino – que a divindade lhes concedeu um grande destino perante o qual devem provar o seu valor (…). Mas esta alegria perante o destino, sentida pelos indo-europeus, nunca se transforma em aceitação da sorte ou em fatalismo.” (capitulo 3)

Somos hoje as testemunhas vivas do ocaso de uma era longa que foi marcada pela grandeza dos povos europeus e espera-nos agora um tempo de decadência que nos colocará perante grandes dificuldades.

É então o momento de nos lembrarmos da nossa tradição mais profunda e nos enchermos de alegria, pois é sinal de que o destino se prepara para nos testar e que os deuses nos escolheram e nos concederam uma grande honra.

Não é tempo de nos ajoelharmos, humildes e culposos, em súplicas à procura de redenção, é tempo para agradecermos a dura prova que os deuses nos propõem, porque, independentemente do final, o que importa é que nos mostremos à altura do desafio, de pé, orgulhosos perante o destino e dispostos ao combate.

Alea jacta est!

 

Rodrigo Penedo

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