As três provas legionárias


A vida legionária é bela, mas não é bela pela riqueza, pelas diversões e luxos, mas pelo grande número de perigos que oferece ao legionário; é bela pela nobre camaradagem que une os legionários de todo o país numa santa irmandade de luta; é bela, de modo sublime, pela inflexível e viril atitude perante sofrimento.
Quando alguém entra na organização legionária, deve saber desde o princípio a vida que o espera, o caminho que deverá percorrer.
Este caminho passará pela montanha do sofrimento, depois pela floresta das feras selvagens e finalmente pelo pântano do desalento.

A Montanha do Sofrimento
Depois de alguém se ter inscrito como legionário com o amor à sua terra no coração, não o espera uma mesa posta, senão que tem de aceitar sobre os ombros o jugo do nosso Redentor Jesus Cristo: ‘Ponho o meu jugo sobre ti…’
E o caminho legionário começa a escalar-se por um monte que o mundo chamou ‘a montanha do sofrimento’.
Ao início, parece fácil escalá-la. Mas pouco depois, a subida torna-se mais difícil, o sofrimento maior. As primeiras gotas de suor começam a cair da face dos legionários.
Então um espírito impuro, infiltrando-se entre os legionários que a escalam, lança pela primeira vez a pergunta: ‘Não seria melhor voltar atrás? O caminho legionário sobre o qual caminhamos começa a tornar-se difícil e a montanha é larga e alta, tanto que não vemos o fim’. Mas o legionário não presta atenção, segue adiante e escala sem dificuldade. Mas, sempre subindo pelo monte sem fim, começa a cansar-se, parece que as forças começam a abandoná-lo.
Felizmente para ele, encontra uma fonte, límpida como o coração de um amigo. Refresca-se, limpa os olhos, respira um pouco e de pronto retoma a ascensão da montanha do sofrimento. Ultrapassa metade do caminho, e ali começa a montanha sem água, sem erva, sem sombra, onde apenas se encontram pedras e penhascos. E o legionário, ao ver aquilo, diz: ‘Até aqui muito sofri. Senhor, ajuda-me a chegar ao cume’. Mas o espírito do mal lança-lhe a pergunta: ’Não seria melhor voltar atrás? Deixa o amor pela tua terra. Não vez que deves falecer se amas a Pátria, a Estirpe e a Terra? E, depois, que vais aqui ganhar? Não é melhor que fiques tranquilo em tua casa?’
Sobre a pedra desnuda, ele sobe com fé infinita. Agora está cansado. Cai. Resvalam as suas mãos e vê correr o sangue pelos seus joelhos. Levanta-se como um valente e sobe de novo. Falta-lhe pouco. Mas a pedra é agora empinada e angulosa, o sangue flui-lhe do peito e goteia sobre a pedra inclemente. ‘Não seria melhor que regresses?’, pergunta de novo a voz do espírito imundo. Ele parece ficar pensativo. Mas de improviso ouve uma voz que grita das profundezas dos séculos: ‘Adiante, rapazes! Não vos desalenteis!’ Um último esforço. E a valorosa frente chega ao cimo triunfante, sobre o alto da montanha do sofrimento, com o espírito cristão e romeno cheio de felicidade e satisfação.
‘Sereis felizes quando vos persigam e apenas digam más palavras contra vós… E eles partiam, alegrando-se de terem sido golpeados em nome de Jesus’.
Muito padecem os legionários subindo por esta montanha do sofrimento. Necessitaríamos um livro inteiro para descrever o seu sofrimento.

A Floresta das Feras Selvagens
Quem desejar tornar-se legionário não deve imaginar que tudo aqui terminou, no cimo da montanha do sofrimento. Está bem que cada um saiba desde o princípio o que o espera e conheça o caminho para o qual se encaminha.
Segunda prova: não decorre muito tempo e o caminho legionário entra por uma floresta à qual o mundo deu o nome de ‘floresta das feras selvagens’.
Desde as margens da floresta escutam-se os gritos destas feras selvagens, que esperam apenas que alguém entre no bosque para despedaçá-lo.
Depois da montanha do sofrimento, esta é a segunda prova pela qual os legionários devem passar. Quem seja medroso, que se fique pelas margens da floresta. Quem possua um coração valoroso, nela entra, luta com valor e afronta mil perigos, dos quais se poderia escrever, e se escreverá, um livro inteiro. Nesta luta, o legionário não foge do perigo, não se esconde por detrás das árvores. Pelo contrário, faz-se presente onde o perigo é maior. Depois de haver atravessado a floresta e ter vencido todos os perigos, uma nova prova espera-o.

O Pântano do Desalento
O caminho perde-se, e os legionários devem atravessar um pântano. Chama-se o ‘pântano do desalento’ porque aquele que nele entra, antes de chegar ao outro extremo do pântano, é presa do desalento. Alguns não têm a coragem de entrar, começam a duvidar do bom êxito da luta, porque este encontra-se demasiado distante e pensam que não chegarão à vitória. Assim, muitos deles que atravessaram a floresta das feras e escalaram a montanha do sofrimento, naufragam neste pântano do desalento. Outros entram e logo retornam, outros afundam-se. Mas os verdadeiros legionários não perdem o ânimo, superam também esta última prova e chegam à outra margem cobertos de glória.

Ali, no final do difícil caminho das três provas, começa a obra bela, a obra bendita para construir os fundamentos da nova Roménia.

Apenas aquele que superou as três provas, ou seja, apenas aquele que escalou a montanha do sofrimento, atravessou a floresta das feras selvagens e superou o pântano do desalento, e triunfou, somente este é um verdadeiro legionário.
Quem não passou através estas provas não pode chamar-se legionário, ainda que esteja inscrito na organização, carregue o distintivo e pague as quotas. Quem teve a habilidade de sempre as evitar e, em três ou quatro anos da vida legionária não tenha conhecido e não tenha dado nem o exame da dor, nem o exame da virilidade e nem sequer o exame da fé, pode ser um homem ‘hábil’, mas não pode ser um legionário.
O Chefe da Legião, quando avalia a pessoa de um legionário, não se baseia nem na sua idade, nem na sua popularidade (isto é, o número de homens que o rodeiam), nem na sua habilidade, mas apenas nestes três exames.

Corneliu Codreanu, O Manual do Chefe

Livros

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Audiolivros

Revolta contra o Mundo Moderno

A Crise do Mundo Moderno

OTTO SKORZENY ENTREVISTADO PELO RIVAROL


OTTO SKORZENY ENTREVISTADO PELO RIVAROL

Do magnífico semanário francês RIVAROL vamos transcrever, com a devida vénia, a entrevista publicada no seu número de 24 de Março último, com o coronel Otto Skorzeny, o quase lendários libertador de Mussolini e autor de muitos outros extraordinários feitos.

In Agora, nº 268, pág. 3/4, 09.04.1966

“Tenho 1,95m de altura de manhã e um 1,94 à noite”, responde com humour o antigo coronel das Waffen SS cujos livros, hoje traduzidos para hebreu, estão inscritos no programa da Escola de Guerra em Israel. Mas o señor Skorzeny (madrileno de adopção) calunia-se. Com 57 anos, continua a ser aquele desportista completo cuja silhueta foi vista, em tempos idos, em todas as frentes. Entre duas viagens, entre dois encontros de negócios, joga ao ping-pong, nada, treina-se à pistola, instala-se nos comandos dos aviões.
Até à data, Otto Skorzeny nunca tinha concedido uma entrevista a um jornalista francês. O antigo oficial, que combateu na frente do Leste com os “Sete Alicerces da Sabedoria” do inglês T.E. Lawrence nas suas bagagens, não tinha contudo preconceitos contra o nosso país. Deu provas disso na semana passada. Respondendo com prazer a todas as nossas perguntas. No quadro dum aeroporto internacional que poderia ter sido o de Orly.

O Reacionário Autêntico

A existência do reacionário autêntico tende a escandalizar o progressista. A sua presença incomoda-o vagamente. Ante a atitude reacionária, o progressista sente um pequeno desprezo, acompanhado de surpresa e inquietação.

Para apaziguar as suas dúvidas, o progressista costuma interpretar essa atitude intempestiva e chocante como um disfarce de interesses ou como um sintoma de estupidez; mas sozinhos, o jornalista, o político e o tolo não se surpreendem, secretamente, com a tenacidade com que as inteligências superiores do Ocidente, desde há cento e cinquenta anos, acumulam objeções contra o mundo moderno. Um desdém complacente não parece, com efeito, a resposta adequada a uma atitude em que um Goethe pode irmanar-se com um Dostoiévski.

Mas se todas as teses do reacionário surpreendem o progressista, a mera postura reacionária desconcerta-o. Que o reacionário proteste contra a sociedade progressista, que a julgue e que a condene, mas que se resigne, sem embargo, ao seu atual monopólio da história, parece-lhe uma posição extravagante.

O progressista radical, por um lado, não compreende como o reacionário condena um facto que admite, e o progressista liberal, por outro lado, não entende como ele admite um facto que condena.

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Aristides de Sousa Mendes: falsificação e mentira


Escrito por Miguel Bruno Duarte

Fonte: [link]

Veio finalmente a lume, numa edição de autor, o livro intitulado O cônsul Aristides de Sousa Mendes: a Verdade e a Mentira, assinado pelo embaixador Carlos Fernandes. Trata-se, na sua essência, de uma desmitificação da figura de Sousa Mendes enquanto herói salvador de milhares de refugiados no eclodir da Segunda Guerra Mundial, entre os quais um grande número de judeus, bem como da reposição da verdade histórica falseada no plano de uma campanha interna e internacional que não poupa a pessoa impoluta e aristocrática de Oliveira Salazar, assim como membros do Ministério dos Negócios Estrangeiros e outras figuras no contexto afim (1).
De resto, num livro de José-Alain Fralon sobre A. de Sousa Mendes (2), constam igualmente alguns elementos que nos ajudam a compreender até que ponto se fabrica, insinua e propala a mentira enganosa sobre tão desditosa personagem, a saber:

Solstício de Inverno

À semelhança do que todos os anos acontece, a Legião Vertical celebrou mais um Solstício de Inverno evocando a memória de uma camarada caído.
Aqui fica o texto lido durante a cerimónia deste ano.

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François Duprat
François Duprat nasceu a 26 Outubro de 1940 em Ajaccio, na Córsega, embora tenha passado grande parte da sua juventude em Baiona, no País Basco francês.
Proveniente de uma família comunista, a sua primeira militância política foi num grupo trotskista.
No entanto, em 1958 adere ao grupo Jeune Nation de Pierre Sidos, e depois ao Parti Nationaliste, tornando-se o responsável pela zona de Baiona e mais tarde por todo o sudoeste.
Em 1959 muda-se para Paris, para prosseguir os seus estudos de história, tornando-se um dos membros fundadores da Fédération des Étudiants Nationalistes.
A sua actividade, bem como as suas ligações à OAS, fizeram com que fosse preso por “atentado à segurança do Estado” no início dos anos 60.
Em 1964, participou na criação do movimento Occident e entre Outubro de 1964 e Outubro de 1965 foi o responsável pela propaganda do Estado do Catanga de Moise Tshombe.
De regresso a França, colabora com o jornal Rivarol e torna-se membro do Secretariado Político do movimento Occident, coordenando a sua propaganda e assumindo o cargo de redactor-chefe do seu órgão: Occident-Université.
No entanto, em Março de 1967 demite-se, em desacordo com a direcção do movimento.
Passa então a colaborar estreitamente com Maurice Bardèche, tornando-se o redactor-chefe oficioso da revista Défense de l’Occident.
François Duprat fez também parte do grupo que em 1970 fundou o movimento Ordre Nouveau, fazendo parte do seu Secretariado Político e ocupando-se, naturalmente, da sua propaganda, criando o chamado “estilo Ordre Nouveau: provocador, belicoso, violento”.
Em 1972 o movimento Ordre Nouveau, muito por influência de Duprat, cria a Frente Nacional, concebida como uma plataforma eleitoral para o movimento.
Em Dezembro de 1973 publica o primeiro número de Les Cahiers Européens e em 1974 cria os Comités d’Union des Nationaux, tendo em vista apoiar a primeira campanha presidencial de Jean-Marie Le Pen.
No seio da Frente Nacional, Duprat é o responsável pela Comissão Eleitoral, ou seja, é ele o responsável pelas questões estratégicas e de propaganda.
Paralelamente, Duprat desenvolve a sua própria tendência no seio da FN, criando em 1976 os Groupes Nationalistes Révolutionnaires, cuja influência no seio da FN é ilustrada pelo facto de o seu número dois – Alain Renault – ser também o secretário-geral da Frente Nacional.
De entre as várias publicações que fundou e em que colaborou, destaca-se a Revue d’Histoire du Fascisme. Segundo Duprat, “não devemos deixar aos nossos adversários, marxistas e regimistas, o monopólio da apresentação histórica dos homens, dos factos e das ideias. A história é um extraordinário instrumento de combate e uma das mais importantes razões das nossas dificuldades políticas reside na exploração histórica e na deformação sistemática das experiências nacionalistas do passado”.
François Duprat teve também um papel importante na divulgação das correntes revisionistas em França, tento publicado, em 1967, um artigo na revista Défense de l'Occident intitulado “O Mistério das Câmaras de Gás”; a partir de 1976, utiliza os seus Cahiers Européens para divulgar várias traduções de obras revisionistas, tais como The Hoax of the Twentieth Century do americano Arthur Butz ou Did Six Million Really Die? do britânico Richard E. Harwood.
Em Março de 1978, pela manhã, uma violenta explosão destrói o carro em que seguia com a sua mulher, quando se deslocava para a escola em que dava aulas de história. Duprat morre de imediato mas a sua mulher sobrevive, apesar de gravemente ferida.
O atentado foi, à época, reivindicado por dois grupos sionistas até então desconhecidos, embora a polícia tenha descartado tal possibilidade. Muitas outras teorias foram avançadas acerca do seu assassinato. Alguns acusaram a Mossad, devido ao apoio que Duprat sempre deu à causa palestiniana; outros apontaram o dedo a grupos de extrema-esquerda ou ainda a grupos nacionalistas rivais. A aparente falta de interesse em investigar o atentado, levou também a especulações acerca do envolvimento dos serviços do Estado no atentado.
Seja como for, a verdade é que as investigações levadas a cabo não levaram a qualquer acusação e até hoje desconhecem-se os verdadeiros responsáveis pelo atentado.
François Duprat foi um intelectual e um militante, um homem de pensamento e de acção. Esteve sempre na linha da frente do combate político e ideológico, e, em última análise, pagou a sua militância incansável com a própria vida.

François Duprat – Presente!

Traduzido e adaptado de: www.jeune-nation.com/culture/francois-duprat-6-octobre-1940-18-mars-1978.html
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