Entrevista

Publica-se também aqui, a entrevista possível, dada a Novopress.info
A Legião Vertical, espera que a entrevista sirva para esclarecer alguns pontos que a diferenciam dos demais. Sempre que houver dúvidas sobre a actuação da Legião, o neófito pode, caso o deseje, escrever para a Legião.
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Transcrição da entrevista:
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É com redobrado prazer que a equipa Novopress publica esta entrevista com dirigentes da Legião Vertical, uma associação que tem vindo a desenvolver um amplo conjunto de actividades culturais, sempre com vista à formação e elevação pessoal dos seus membros, com base nos ensinamentos daquele a quem designam por Mestre, o sempre tão actual pensador italiano Julius Evola. Os nossos sinceros agradecimentos à LV pela colaboração.
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1. O que é a Legião Vertical, que áreas de actuação priveligia e quais as suas balizas?
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- A LV é uma organização que procura transmitir uma certa maneira de estar na vida. Como achamos que o mundo em que vivemos é individualista, materialista, mesquinho e cada vez mais prostituído à grande ilusão de progresso, procuramos com a LV ser uma espécie de crisol onde valores intemporais sejam transmitidos e sobretudo, partilhados e vivênciados.
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2. Tendo o pensador italiano Julius Evola como inspiração, falecido há mais de 30 anos, em que medida poderá a sua obra teórica auxiliar aqueles que se opôem ao Mundo moderno, isto é, tudo aquilo que lhe é inerente?
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- A resposta a esta pergunta está contida na primeira. O Mestre era portador dessa chama Tradicional e portanto intemporal que jamais se extingue, embora por vezes esse fogo não seja perceptível pelo comum dos mortais, ele está lá para aquecer e orientar a quem o busca com verdade. A demanda é essa, e ela passa por descobrimos o Homem Vertical que existe latente em cada um de nós e que o mundo moderno quer a todo o custo aniquilar.
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3. Julius Evola tornou-se um crítico do nacionalismo, particularmente por este ser um obstáculo à ideia que desde sempre acarinhou, o Imperium. Qual a posição da LV relativamente ao nacionalismo, tal como era entendido por Evola, bem como em relação à Ideia Imperial?
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- Nacionalismo é entre “a nossa gente” um conceito demasiado alargado e mais ou menos fácil do qual abusamos para nos enquadrarmos. O nacionalismo é jacobinismo e como tal é sempre uma oposição. Ou seja, mesmo quando pretende enaltecer as qualidades de determinado povo e/ou a sua História fá-lo quase sempre em oposição a outros povos, outras pátrias. Enfim, mesmo quando não encontra pretensas superiores referências, parece como que dizer – Somos medíocres mas é assim mesmo que gostamos! O Mestre rejeita este nacionalismo e ao dizer que é na Ideia que deve residir a nossa verdadeira pátria impõe um padrão superior de Unidade.
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4. Vivemos numa época em que tudo corre em ritmo acelarado. Alguns dizem que a formação ideológica de pouco serve actualmente dado que as ideologias morreram, numa espécie de Fim da história de Fukuyama. Os políticos actuais mostram-se pouco ideologizados. Julgam que uma sobre-intelectualização poderá conduzir a um abandono da chamada realpolitik e consequentemente à marginalização?
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- Sim, ritmo acelerado, diríamos mais, vertiginoso. As ideologias concebidas por cabeças humanas nascem crescem, tomam corpo, muitas, são responsáveis por grandes desvarios, e depois caducam e morrem. A Ideia Tradicional é de Ordem Cósmica, onde o Bom, o Belo e o Justo, não andam ao sabor das mentes de desejo humanas (o kama-manas para os hindus), por isso a sua Intemporalidade de que já em cima falamos.O abandono da politica e a intelectualização? Não nos merece grandes comentários. Os pseudo-intelectuais são de esquerda e são eles os timoneiros ideológicos da modernidade. A pseudo direita defende uma pequena moral burguesa em que nem eles próprios acreditam mas a que o jogo democrático assim obriga. E portanto ambos não passam de prostitutas ao serviço da globalização capitalista. Ou vocês ainda acham que os casamentos gays, o aborto legalizado, a droga legalizada…futuramente a maior idade para os 16 anos, etc. não fazem também parte da globalização? O Povo deixou de o ser, e a populaça que por aí vegeta contenta-se com as migalhas do proxenetismo.
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5. Na Direita e particularmente no seio da área nacionalista muito se fala de Tradição, havendo inclusive aqueles que teimam em diferenciar a Tradição com T maiúsculo e aquela com minúsculo. O que é então a Tradição?
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- Parece que já fomos respondendo a essa questão, mas expliquemos em termos “materiais” – Imaginemos um cataclismo mundial do tipo “bíblico” o que é que acham que restaria da nossa actual civilização (?) Os computadores, os telemóveis, o ultimo grande avião…? É quase certo que isso fosse tudo consumido pelo fogo, ou pela água, ou por ambos! Agora reparem nas Pirâmides do Egipto, quantas civilizações já passaram por elas (?) e no entanto aí estão, verticais, serenas, quase que imunes ao tempo. Um exemplo plasmado da espiritualidade. A Tradição É em Si mesmo e as tradições são-no na medida que conseguem tocar esse Principio. Como diria o Mestre - Existe Tradição onde não há diferença entre poder temporal e autoridade espiritual.
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6. O termo Legião indicia algo marcial, que implica hierarquia e disciplina. Numa Europa que padece de uma patente desvirilização, qual o sentido que um espírito legionário, militar, entendido este termo no seu significado etimológico?
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- Temos receio em responder a esta pergunta sem cairmos em lirismos ou más interpretações: Se falamos em Tradição falamos em Hierarquia se falamos em hierarquia podemos criar confusão com “cesarismo, bonapartismo”, um erro muito comum da “nossa gente”sempre desejosa de exteriorizar o Duce que há em si. Não estamos preocupados em parecer, embora os nossos egos estejam sempre a martelar-nos, mas em sermos. Para isso é necessário tomarmos consciência da nossa personalidade, a tal máscara com que nos vestimos. O conjunto de nossa personalidade é composto por “hierarquias” desde as necessidades mais elementares como comer ou respirar até aos nossos desejos mais ou menos requeridos pela nossa mente e portanto por aquilo que ela absorve do meio circundante. Depois de entendermos um pouco melhor este processo procuramos formas de domar ou refrear certos ímpetos mais individualistas e materialistas. Tudo isto requer um processo de ascese que tem que ser orientado, definindo prioridades e comportamentos. Falávamos há pouco tempo com elementos de uma determinada associação que nos visitou, da necessidade de criar uma nova personagem, contrariando até um pouco aquela coisa do “homem novo” que todos falam (até os comunistas) e que parece ser servido a la carte, consoante o gosto de cada um. A Legião oferece a identificação a um Ideal Marcial, de Espírito de Corpo, cumprimento do dever e palavra dada, Honra portanto. Requer compromisso, perseverança, e respeito ou seja Fidelidade. Estaríamos a divagar se falássemos em monges-soldados e outras formulas impactantes que não serviriam mais do que alimentar os nossos egos. Só os verdadeiramente livres se submetem à disciplina e hierarquia.
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7. Recentemente surgiu na we uma louvável iniciativa que dá a conhecer a obra de Julius Evola, refiro-me ao Boletim Evoliano. Tem a LV alguma relação de colaboração com este projecto e como o encara?
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- Ainda bem que nos colocam essa questão. O Boletim Evoliano surgiu por iniciativa de um senhor com o qual iniciamos contactos há já algum tempo. Tínhamos decidido por termo ao nosso boletim Horizonte Vertical e em boa hora surgiu a oportunidade de colaborar com essa iniciativa. Marcamos encontro pessoal, trocamos breves impressões, havia já na web alguma coisa publicada da qual se tomou mão e lançou-se o Boletim numero zero. A partir desta altura o referido senhor começou a ser convidado para participar em várias iniciativas da Legião e tem partilhado connosco algumas experiências, que têm sido muito gratificantes para ambos. A verdade é que o Boletim Evoliano se deve inteiramente a ele. Pena para nós que o N. ainda não se tenha decidido a dar o passo…que todos esperamos. Mas como em outras coisas na vida é preciso primeiro dizer o Sim de livre e espontânea vontade.
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8. Em traços gerais, peço a enumeração dos principais problemas que afectam a nossa sociedade.
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- Escrevemos em tempos – Que não chegaria um calhamaço para apontar aquilo que não gostamos no mundo moderno, da mesma forma que os psiquiatras norte-americanos diariamente anotam mais uma nova doença que a prodigiosa modernidade faz às mentes humanas. Num dos últimos textos que publicamos no nosso blog “Uma bala nas ideias…” mencionamos já alguns problemas e como tal não nos vamos aqui repetir.Mas existem no nosso país verdadeiros sinais de alarme e de uma latente revolta por parte da chamada classe média que é a coluna vertebral das sociedades modernas baseadas no primado da economia. Há demasiadas famílias com a corda ao pescoço, fazem grandes sacrifícios para pagarem a educação dos filhos, os empréstimos das casas e para terem um carrito. Por outro lado passamos nas auto-estradas e elas estão cheias de topos de gama, passamos nos “bairros sociais” e encontramos topos de gama, as casas a preços exorbitantes são logo vendidas e os “bairros sociais” continuam a construir-se…percebem? Deixem que partam a coluna vertebral e dá-se a implosão…necessária! Por enquanto aprendamos a cavalgar o tigre.
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9. Então, como poderemos nós mantermo-nos de pé entre ruinas, alimentando essa revota contra o mundo moderno, com vista a cavalgarmos o tigre?
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- Voltando a olhar para as Pirâmides e querer fazer parte da sua eterna grandeza.
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10. Derradeiras palavras para os leitores do Novopress.
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- Já falamos milhentas vezes da necessidade de formar uma Primeira Trincheira… Meus caros amigos o vosso trabalho no NOVOPRESS é sem sombra de dúvidas, e sem falsos elogios, a Primeira Trincheira da blogosfera “nacionalista”. A realidade está à frente dos olhos. Leitura diária obrigatória. E obrigado à gerência por esta oportunidade que deram à Legião Vertical. Saudações Legionárias

13 Response to "Entrevista"

  1. nonas says:

    "Pena para nós que o N. ainda não se tenha decidido a dar o passo."

    Informo todos os meus amigos, a DCCB e o SIS que o N não sou eu.

    Anónimo says:

    Olha a pretensão! Ou será o medo?

    Anónimo says:

    Ó amigo Nonas se quiseres também passamos certificados de não aderência!

    Legionário

    Thoth says:

    Eu atesto, como deus da Legião, o que o Nonas diz é a verdade!

    nonas says:

    Caro Legionário,
    se esse certificado de não aderência foi reconhecido notarialmente estou francamente interessado.

    Alguém que tu conheces says:

    Estiveste muito mal nestes teus comentários Nonas. Não te ficam nada bem nem te granjeiam qualquer respeito.

    Centurião says:

    Realmente esta entrevistas merece mais comentários e noutro tom do que aqueles até agora apresentados.
    Isto apenas reflecte como é verdade o estado lastimável a que chegou o movimento nacionalista, em que se prefere, und saltar fora de não se sabe bem o quê, outros difamar como forma de descredibilizar, e outros ainda que se limitam a criticar sem que façam mais e melhor.

    Anónimo says:

    Atenção,
    O Nonas é nosso amigo e os comentários não passaram de brincadeira. Mas é verdade que ele não pertence à Legião Vertical...

    Cumprimentos a todos
    Legionário

    Bom, cá cheguei.
    Vou linkar.
    Abraço,

    Nero says:

    Vim conhecer.

    Bom domingo, abraço,

    Bom fim de semana e um abraço.

    Anónimo says:

    Diferença por cima.
    Gostei.

    Saudações
    "Candidato"

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