Evola e o pós-fascismo

O Boletim Evoliano número um, publica um artigo esclarecedor (que aqui transcrevemos), que vem reforçar o anti-Evolianismo de Israel face ao mestre da Tradição. Prova desse facto indesmentível, é a ascensão democrática de Gianfranco Fini, ex-líder do fascismo Italiano passado, que conseguiu com o apoio de Sharon chegar ao cargo de ministro dos negócios estrangeiros do governo de Berlusconi.

Evola e o pós-fascismo
Marcos Ghio

Em concordância com o processo de globalização que hoje rege o planeta, o prefixo pós tem sido o termo utilizado para referir as distintas correntes de pensamento próprias de tal etapa. Assim, se a pós-modernidade significa viver plenamente o moderno nos seus efeitos, libertando-o de qualquer estéril idealismo que interfira com a sua expansão, as correntes pós no plano do pensamento político tentaram aplicar tais consequências no seu âmbito próprio.

Tal aconteceu especialmente com as suas duas expressões antitéticas de esquerda e direita. Assim, o pós-comunismo representa uma postura que renunciou para sempre a teses conflituosas tais como a luta de classes, a ditadura do proletariado, etc., para se reduzir a um fenómeno light, gramsciano, limitado a meras reivindicações sociais ou culturais que não são outra coisa que uma via reformista de adaptação ao “curso irreversível” do processo histórico e moderno. O mesmo é dizer, esvaziar tal ideologia de todo o espírito revolucionário e anti-burguês que pudesse ter tido em algum momento.

Faltava que também o Fascismo vivesse a sua experiência pós, isto é, que manifestasse plenamente aqueles veios modernos também presentes na sua doutrina, já denunciados no seu tempo por Julius Evola, nos seus escritos da revista La Torre nos quais contrastava os dois espíritos que combatiam no seu seio, o burguês e o legionário. O primeiro era apenas uma simples adaptação ao sistema moderno vigente; em vez de o corrigir ou rectificar, tentava tornar-se parte do mesmo. Tal espírito burguês e conformista foi o que se viveu especialmente durante o primeiro Fascismo, conhecido como o do Ventennio.

A guerra permitiu que esta primeira vertente abandonasse rapidamente o barco, passando-se abertamente para o lado do inimigo e que, por contraste, o espírito legionário se plasmasse na República Social Italiana, cujo significado é o da resistência heróica ante o imparável avanço das forças do caos soviético-americanas.

Mas o pós-fascismo, surgido logo a seguir à queda do Muro de Berlim e à “morte das ideologias”, consiste hoje em repudiar esta última etapa e regressar de forma aumentada ao espírito burguês antes mencionado. Gianfranco Fini, ex-líder do fascismo italiano no século passado, hoje confesso aderente à ideologia pós, mostrou até que limites pode chegar tal trabalho de esvaziamento doutrinário.

Logo depois de ter visitado Israel, denunciado o Holocausto, repudiado Mussolini e usado a kipá, conseguiu alcançar o cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de Berlusconi. Um dos seus primeiros actos de governo foi justamente viajar até ao país a que devia o reconhecimento pelo seu arrependimento e adesão à ideologia pós. Ali teve a honra de ser recebido por Sharon em pessoa. Grande foi a sua surpresa perante as indicações recebidas desta vez. Muito solto de corpo, o Primeiro-Ministro indicou-lhe de forma peremptória que, se quiser continuar a ter o seu “apoio”, deve impedir a difusão das doutrinas de Julius Evola.

O chefe do sionismo compreendeu muito bem, seguramente devido à leitura incessante dos nossos comunicados, que não existe pensamento mais contrastante com o sistema hoje vigente no mundo do que o formulado à luz de tal corpo doutrinário. Talvez o seu compreensível medo se deva à possibilidade de que, da mesma maneira que o moderno só pode ser negado pelo que lhe é superior e não pela sua consequência mais sombria — o fenómeno pós —, também o fascismo possa ser negado nas suas facetas burguesas e conformistas que o transformaram num fenómeno escasso e insuficiente. Tal como disse Evola, somos supra-fascistas e não pós-fascistas. Somos anti-modernos e não pós-modernos.
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Depois deste texto claro, a Legião Vertical, publicará, num próximo artigo, um texto de Karl Santhrese sobre a dicotomia Hitler/Evola:
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...Actualmente el IV Reich (que son los descendientes directos del III Reich y están ubicados en Bariloche, con los cuales he tenido un estrecho contacto), no acepta el pensamiento evoliano, como miembro honorario del mismo, me veo en la obligación de decirlo y manifestar el punto de vista "oficial" o "neo-oficial".(esto puede confirmarlo EL CAMARADA ARIO_1488). Por lo que en mi puesto de Administrador Adjunto de este grupo al que llamamos Unser Kampf, haré valer esta postura inflexiblemente...Yo personalmente había estudiado por separado la esencia de la idea "racista" de Evola y llegué a la misma conclusión que el IV Reich. Es más, he desarrollado una explicación desde el punto de vista ocultista, que en el libro que estoy escribiendo "Enigma Nazi, la visión censurada" lo trato más a fondo. Para el presente artículo me he basado en las ideas esenciales (especialmente la racista) de Evola y en los efectos nefastos que producen en la ideología de los camaradas NS que lo leen...

Se Israel, povo eleito, senhor da Teogonia, vê em Evola o mal, e subtilmente o deseja fora do pensamento Tradicional. Como compreender que os neo-IV Reich o reneguem com a mesma veemência. Estranho. Até parece que os dois troncos fazem parte da mesma árvore?

A Legião Vertical face a este conluio anti-Evoliano, reforça o seu apego intransigente ao Mestre da Tradição. Se Evola é perigoso para os Israelitas, e para os neo-IV Reich: é porque o pensamento Evoliano está acima deles. Se uns e outros atacam o Mestre, significa tão só que estamos definitivamente no bom caminho.
Continua...

3 Response to "Evola e o pós-fascismo"

  1. Anónimo says:

    "Se uns e outros atacam o Mestre, significa tão só que estamos definitivamente no bom caminho."

    CERTEIRA, companheiros.

    Thoth says:

    Muito certeira!

    FSantos says:

    «Até parece que os dois troncos fazem parte da mesma árvore?» Já pensaram nas semelhanças que há entre ambos?

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