Adenda ao último post

De Eduard Alcántara:

"Evola dice que para ser de 'raza pura' tienes que cumplir con los 3 niveles de la misma: la 'raza del espíritu', la 'raza del alma' y la 'raza del cuerpo'. La del cuerpo es un reflejo de la del alma y ésta de la del espíritu. En el plano del Espíritu se debe conquistar un tipo de Espiritualidad solar, esto es, llegar al Conocimiento del Principio Primero eterno e Inmutable y transformar interiormente hasta hacerte uno con él (esto a través de la 'vía heroica' que supone la Iniciación).  En el plano del alma (como sinónimo de mente), como de forma natural al haber culminado lo dicho anteriormente en el plano del Espíritu, se deben hacer nuestros valores como la 'gravitas', la fidelidad, el honor, la lealtad, la constancia, la impasibilidad, el espíritu de servicio y sacrificio, la abnegación,... Y en el plano del cuerpo los valores propios del plano del alma se reflejarán en una nobleza de rostro de ese hombre indoeuropeo que, dicho sea de paso, al ser, a su vez, descendiente del hombre boreal de la Edad de Oro es el único que atesora la potencialidad de Conquistar la Eternidad (a través de la mencionada 'vía heroica').
Este arquetipo de 'raza pura', que cumple con los tres planos del hombre, no es un punto de partida sino una meta a la que aspirar. Se llegue a su culminación o no lo cierto es que si se brega por ello se habrá recorrido mucho camino que, quizás, sea completado en el post mortem.

Para conocer los pormenores esta vía post mortem es recomendable la lectura del "Libro Tibetano de los muertos" o "Bardo Thodol" o del "Libro egipcio de los muertos". De ella hablo en https://septentrionis.wordpress.com/2009/02/08/la-ilusion-reencarnacionista/
 
 
Ciertamente el cristianismo no acredita en la necesariedad de las cualificaciones innatas y es por esto (en parte)por lo que ofrece la posibilidad a todos.
 
Para saber de lo explicado por Evola sobre el tema de la raza tenemos su "Sintesi di dottrina della raza" (traducido al castellano como "La raza del Espíritu) y sus "Orientaciones para una educación racial". También escribí al respecto:
 
Mucho se ha escrito, a partir del desconocimiento, sobre la postura que el gran intérprete de la Tradición, Julius Evola, mantuvo a lo largo de su vida a propósito ...
 


Hace algún tiempo redactamos un escrito bajo este mismo título. En aquella ocasión empezamos por intentar realizar un esbozo de la ´doctrina de la raza´ que el ...
 
 
Lamentablemente sigue sin entenderse, por franco desconocimiento, la postura que Julius Evola tenía con referencia al tema racial. Tanto es así que hace poco ...
 


Las presentes líneas no son más que la continuación de tres escritos que fuimos publicando hace un tiempo y que llevaban el mismo título que éste. El sentido de ...
 
 
 
 
 
Um dia alguém nos comentava uma passagem da Cidade de Deus de Santo Agostinho: Vês aqueles homens (?), parecem iguais a nós, alguns até são muito parecidos, mas é só exteriormente porque por dentro eles não nos pertencem e estão até nos nossos antípodas.

Solstício de Inverno

Tal como todos os anos, a Legião celebrou, no passado dia 21, a sua cerimónia do Solstício de Inverno. No dia mais curto do ano, no dia em que o Sol morre para de seguida renascer, a Legião evoca sempre aqueles que, embora já não se encontrando fisicamente entre nós, continuam a marchar nas nossas fileiras em espírito. Aqui fica o texto lido durante a cerimónia deste ano:
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 Em 2009 a estreia americana do filme alemão A Woman in Berlin e um estudo universitário sobre as vítimas alemãs de violação começaram a despertar a atenção para um assunto que ainda é considerado um tabu na sociedade alemã e ocidental da actualidade: as violações em massa de mulheres alemãs perpetradas pelos soldados do Exército Vermelho, após a queda do III Reich de Hitler.
Quanto ao filme, este é baseado num diário de uma mulher anónima berlinense, que teve vida bem real. Dolorosamente real.  Baseia-se num livro, da autoria da jornalista  Marta Hillers, publicado numa edição anónima. A narrativa cobre a época que vai de 20 de Abril a 22 de Junho de 1945, durante a tomada de Berlim por parte da forças soviéticas. A escritora descreve a propagação de situações de estupro por parte dos soldados do Exército Vermelho, inclusive a dela própria. A sobrevivência era encarada por estas mulheres com algum pragmatismo, e por vezes escolhiam alguns oficiais soviéticos de alta patente para sua protecção. Quando foi publicado em 1953 na Alemanha Ocidental, o livro foi recebido com desprezo e negação. A autora recusou-se a publicar outra edição durante o seu tempo de vida. A primeira edição em inglês surge nos EUA em 1954. Em 2003, dois anos depois da morte de Hiller, uma nova edição é publicada na Alemanha, de novo anónima. Um editor alemão Jens Bisky, identificou a autoria do livro como sendo da jornalista Marta Hillers, o que causou alguma controvérsia literária, tendo certas facções político-intelectuais colocado questões quanto à sua autenticidade. Mais tarde , em 2008 irá dar origem ao filme mencionado.  
As questões colocadas pelos críticos do livre vêm sendo facilmente desmontadas, pelo menos, quanto à veracidade histórica da narrativa. Pois os historiadores apontam que cerca de dois milhões de mulheres alemãs foram violadas após as forças soviéticas e dos aliados terem derrotado o exército alemão, na primavera de 1945. Durante décadas, as mulheres alemãs mantiveram silêncio acerca deste facto, tal como acontece com um trauma profundo.
No entanto, actualmente, um investigador alemão encetou um estudo pioneiro acerca destas vítimas de violação.
Após um longo silêncio, a propósito desse estudo, uma contemporânea desse funesto período, Ruth Schumacher, com 83 anos, decidiu contar a sua história, no ido ano de 2009. Ela lembra-se com clareza de vários factos, como por exemplo de pedir abrigo e protecção dos ataques aéreos de americanos e soviéticos. Tinha 18 anos de idade quando estava  amontoada e ferida, em conjunto com dezenas de civis, com água gélida até aos joelhos, numa mina abandonada em  Halle-Bruckdorf, na Alemanha Oriental.
Conta ela que pouco demorou até os combates terem acabado e, após as forças americanas se terem retirado, os soldados do Exército Vermelho começaram a atacar sexualmente as mulheres mais jovens da cidade.
"Fui violada por um grupo de cinco russos. Estas memórias regressam constantemente; é impossível esquecer uma coisa destas. Por vezes, depois de ter falado sobre isto, acordo passadas poucas horas de sono com pesadelos, a gritar e a chorar. "
Schumacher de muito pouco se esqueceu, durante estes 65 anos, na memória prevalecem os rostos dos violadores e as dores sentidas. Muitas das amigas dela foram também violadas repetidamente. Mas nenhuma delas fala nunca acerca do assunto.
"Avisei uma amiga minha a quem aconteceu isto para não falar sobre o assunto a ninguém, pois seria muito perigoso. Ninguém falava sobre o que se passou."
Na Alemanha de Leste comunista, contou Schumacher que foi forçada a assinar uma declaração na qual negava peremptoriamente que alguma violação tivesse ocorrido. Na posição oficial da República Democrática Alemã, os soviéticos foram libertadores e nunca perpetradores de crimes de guerra.
Como resultado disto, para as mulheres deste antigo país, o medo de perseguição política e a vergonha - em conjunto com sentimentos de culpa pelas propaladas atrocidades do regime nazi - criaram um determinado código de silêncio.
"Eu não queria saber nada acerca do que aconteceu às outras pessoas nem elas queriam saber da minha situação. A minha consciência estava pesada quanto bastasse. Não a queria piorar ainda mais. Embora nos sentíssemos envergonhadas acerca das coisas que se falavam sobre os crimes da época nazi, nós não tínhamos culpa das atrocidades que os governos cometem." Ela também referia que alguns alguns soldados soviéticos diziam pagar na mesma moeda aquilo que as tropas alemãs haviam feito aquando da entrada das forças do Eixo na União Soviética alguns anos antes. Todavia, não há registo que prove que tal precedente se tenha verificado.
Um trauma duradouro
Os historiadores indicam que pelo menos dois milhões de mulheres alemãs foram violadas no final da II Guerra Mundial. Este número baseia-se nos registos clínicos hospitalares e nas interrupções voluntárias de gravidez aqui registadas.
Muitas mulheres, como Schumacher, foram violadas várias vezes. Os tribunais militares e outros tipos de registos denunciam várias centenas de violações perpetradas por soldados americanos e franceses em 1945, mas a grande maioria foi da autoria dos soldados soviéticos na zona oriental da Alemanha.
Dr. Phillip Kuwert, a médico catedrático da University of Greifswald, do departamento psicoterapia, aponta que cerca de 200 000 crianças foram concebidas por alemãs violadas por soldados russos.  
Aliás, Kuwert entrevistou as mulheres mais velhas das que foram violadas em 1945. O objectivo maior do estudo era registar o impacto de longo prazo do trauma que elas mostravam, Este médico pretendia obter o depoimento destas violações antes de estas mulheres morrerem.
"Elas ficaram muito sensibilizadas com o nosso estudo e tudo isto, em especial porque o seu sofrimento ganhou uma voz. Mesmo que tardia. Ter uma voz é melhor do que permanecer no silêncio para sempre." disse ele.
Mesmo assim, Kuwert escolhe muito criteriosamente as suas palavras, pois a Alemanha tem-se deparado com muitas dificuldades para lidar com o propalado passado de genocídio e crimes. Por isso, confrontou-se com muitas dificuldades para conseguir livremente pesquisar entre pessoas não judias na qualidade de vítimas.
Ele reporta também que recebeu muitos emails da parte de familiares das vítimas dizendo que muito gostariam que este estudo tivesse sido feito muitos anos antes, de modo a que suas mães e avós tivessem participado nele.
A violação de mulheres indefesas desde sempre constituiu uma arma de guerra por parte das forças ocupantes. Mesmo quando estas não se manifestam sob a forma militar. Constituem uma manifestação de força dominadora sobre algo e alguém que já não tem defesa válida, nem o elemento alpha, masculino, macho, para seu resguardo. É a ofensa máxima que algum povo, enquanto colectivo, identidade, poderá sofrer. Ele está a acontecer sob os nossos olhos, de modo mais sub-reptício e sob o beneplácito e consentimento inconsciente de muitas mulheres deste Ocidente putrefacto.
 

ENTREVISTA A EDUARD ALCÁNTARA

Hace unos pocos años se nos realizó, de parte de Editorial Eas, una entrevista que hasta ahora había quedado inédita. Dado que los contenidos de nuestras respuestas responden, como no podía ser de otra manera, a nuestra concepción Tradicional de la existencia hemos decidido su publicación:

PREGUNTA:
Estimado Sr. Alcántara, la educación pública está envuelta por un dogma invulnerable que presupone ciegamente una línea de progreso positiva, causando así la despreocupación y confianza por la educación de las nuevas generaciones, de la que debiera encargarse el Estado muy adecuada y honestamente. ¿Podría hablarnos de la realidad del ámbito educativo en España, teniendo en cuenta su cercanía al mismo? ¿Por qué patrones generales se rige, por ejemplo, la asignatura de “Historia” y/o “Filosofía” oficialmente?
RESPUESTA:
Vivimos en una época en la que sólo se habla de derechos (que, por otro lado, el Establishment casi nunca cumple) y a duras penas se hace mención a los deberes y obligaciones. El deber presupone esfuerzo y éste resulta casi incomprensible – a la vez que poco menos que algo denostado- en especial para las generaciones más jóvenes que sólo conocen de la vida fácil en la que sus deseos les suelen ser satisfechos sin la contrapartida del haber hecho merecimientos para obtenerlos. Exigirles esfuerzos y el cumplimiento de sus deberes choca, pues, con su fofo carácter no forjado y los resultados se plasman, ¡cómo no!, en el ámbito educativo con una deficiente asimilación de los contenidos (ya de por sí rebajados en su dificultad) trabajados en clase. Nuestro mundo hedonista es laxo y nuestros alumnos son un fiel reflejo de esa laxitud.
Si a los alumnos se les imbuye de la idea de que vivimos en la mejor de las sociedades posibles, de que el nuestro es el mundo más evolucionado y de que, por contra, el pasado equivalía a retraso cultural y político poco interés pueden tener hacia la historia de su comunidad y/o de la entidad política y/o étnica a la que pertenecen y menos aún hacia la de otras comunidades que le son más o menos ajenas; aunque, paradójicamente, se existe (desde las instancias político-culturales) un incomprensible y aun oscuro interés de ensalzar, entre el alumnado, la historia de pueblos, culturas y etnias totalmente ajenos a la idiosincracia, valores y concepción del mundo que fueron los nuestros característicos. Resulta difícil saber si estos procederes responden a la convicción, por parte de sus mentores, de que en efecto la historia de otros pueblos disímiles al nuestro resulta más loable que la nuestra propia (y, por ello, más digna de ser enseñada a lo largo de las diferentes etapas educativas) o, en cambio, si dichos procederes son fruto de oscuros, negros e inconfesables intereses, maniobras y planes que pretenden cercenar nuestras raíces y nuestra esencia más genuina para convertirnos, definitivamente, en materia fácilmente dúctil y manipulable de cara a los intereses y a las estrategias de este mundo globalizado que va abocando al género humano a una situación mental de encefalograma plano. Quizás dichos procederes respondan a una suerte de enfermizo y suicida etnomasoquismo que ha ido creciendo al calor de la ideología dominante tras el triunfo de la Revolución Francesa y que ha hecho triunfar lo pusilánime, lo igualitario y los valores mercantiles y denosta lo jerárquico, el heroísmo, la concepción trascendente de la existencia, lo viril, guerrero y heroico y, por todo ello, abomina de lo más álgido de nuestra historia …cuyos momentos y hechos más memorables se alumbran en el seno -y a causa- de esos valores a los que anatemiza la ideología dominante.
El área -o asignatura- de Historia viene dada con una hipertrofia de contenidos de orden socio-económico, demográfico, comercial,… que suele hastiar hasta la exasperación al alumnado y le aleja de cualquier tipo de interés por esta disciplina. En cambio, se le ocultan hazañas, momentos épicos, personajes de gesta que despertarían el interés por la historia pero que al Sistema le supondría un grave inconveniente …el inconveniente de que el alumnado contrastara pasados episodios, valores y personajes dignos de encomio con la miseria humana preponderante hoy en día, con la medianía, la bajeza, la ruindad y la mediocridad del proceder de nuestros actuales congéneres en general y de nuestros dirigentes en particular y que, asimismo, contrastara con los antivalores que desgraciadamente rigen hoy en la actualdad. Y es que quien desconoce la historia suele ser más dócil por ser más acrítico, pues sólo conoce del mundo insulso, materialista y consumista en el que se ha criado y desconoce otras posibilidades, otros valores, otra forma de vertebrar la sociedad, otras maneras de entender la vida y otro tipo de instituciones políticas con las que comparar el paroxismo reinante.
El liberalismo, como ideología dominante, también ha seleccionado a su conveniencia el temario de asignaturas como la de Filosofía, difundiendo entre los estudiantes aquellas corrientes de pensamiento que le son más cercanas, o bien aquéllas en las que encuentra sus fundamentos y sus orígenes: racionalismo, enciclopedismo, Ilustración, idealismo, positivismo, empirismo, existencialismo o hasta el marxismo hallan amplio eco en los planes de enseñanza. A estas corrientes de pensamiento habría que añadir otras tales como el evolucionismo o el psicoanálisis que han sido presentadas como ciencias pero que no son más que deletéreas formas de pensamiento. Cuando se echa mano a la filosofía clásica el Sistema sabe qué filones (corrientes y autores) explotar y sabé, igualmente, qué visión sesgada o, peor aun, manipulada ofrecer al alumnado …no oculta -porque no puede-, p. ej., a un Platón pero se cuida muy mucho de penetrar en la esencia de su filosofía, pues ésta resulta de un total contraste y de una irreductible oposición a la ideología que lo sustenta (que sustenta al Sistema político e ideológico actual).

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O VERDADEIRO CORPORATIVISMO

Julius Evola

Hoje em dia, em certos ambientes, o corporativismo é uma das ideias mais em voga e a serem revalorizadas, tendo em vista uma obra de reconstrução nacional. Não podemos deixar de aderir a este ponto de vista, porquanto a ideia de corporação teve, no período fascista, o valor de uma daquelas reivindicações dos princípios de um ordenamento sadio e normal que, se tivessem sido adequadamente desenvolvidas, poderiam ter feito frente a processos económico-sociais perniciosos.
Sem dúvida que se deve destacar que tal desenvolvimento não teve sempre o curso desejado e, hoje em dia, se se tivesse de voltar a assumir uma posição antidemocrática e antimarxista, este conceito teria de passar por uma revisão e interpretação adequados.
Em primeiro lugar, deve ter-se em conta que o conceito de corporação tem um valor efectivo enquanto possuir um carácter tradicional. Por isso, devem ser rechaçadas certas valorizações historicistas a respeito do corporativismo, como aquelas que queriam fazer dele un quid medium ou, de acordo com um certo jargão, uma ‘síntese dialéctica’, uma ‘terceira posição’ entre uma ‘esquerda’ e uma pretensa ‘direita’, em matéria económica, entre liberalismo e marxismo, ou análogas oposições. Tais jogos conceptuais podem fazer nascer confusões perigosas, descuidando situações de facto que nem sequer deixaram escapar os teóricos do ‘materialismo histórico’; posto que se deve reconhecer inquestionavelmente que o liberalismo – seja a nível económico como noutros âmbitos – não foi senão uma fase preliminar de desagregação da ordem tradicional, a qual teria de paulatinamente dar lugar a resoluções classistas, socialistas e proletárias. Com o corporativismo não se trata pois de combinar de forma conjunta aquilo que não são duas instâncias diferentes – liberalismo e colectivismo – senão em alternativa duas fases de um único processo descendente; trata-se de limpar o terreno e de voltar às origens: de retomar o nível de ideia formativa e dadora de sentido, um princípio que foi vivente e eficiente antes que interviessem os processos de dissolução da era ‘moderna’.
No corporativismo fascista actuou, em certo momento, uma exigência desse tipo: sem dúvida diremos que isso aconteceu de uma forma semiconsciente e portanto com insuficiente radicalidade. Com efeito, no corporativismo fascista subsistiu, apesar de tudo, um resíduo marxista, uma vez que a concepção classista foi parcialmente reconhecida. Isto é, permaneceu a ideia-base de dois enquadramentos que foram reconhecidos como tais e que se tratou apenas de harmonizar as estruturas, lamentavelmente muitas vezes somente burocráticas, do Estado corporativo. Desse modo, não se atacou de forma definitiva o mal nas suas raízes. Tem também interesse analisar que orientação seguir e ter presente a forma como a ideia corporativa se desenvolveu na Alemanha. Aqui a tendência fundamental foi justamente a de partir o enquadramento classista através de um sistema no qual a superação da antítese marxista teria de realizar-se no interior da empresa. Na mesma empresa onde o marxismo a havia derrogado, a unidade devia ser reconstituída. E a ideia tradicional da corporação voltou a apresentar-se na forma moderna de comunidade orgânica, na qual capital e trabalho, possuidores dos instrumentos produtivos, resultam intimamente vinculados numa comunidade de vontade e de finalidade que tem um carácter menos económico e mais ético. Nem capitalistas, nem operários proletários, mas ‘chefes’ e ‘seguidores’ (tal era justamente a terminologia) na empresa, numa solidariedade variadamente garantida e tutelada que não exclui hierarquia e que numa e na outra parte pressupõe a faculdade de elevar-se mais além do interesse puramente individual como uma formação militar e guerreira.
Não era diferente disto o espírito das antigas corporações, inclusive a partir das romanas: uma vez que estas, de acordo com uma expressão característica, estavam constituídas ad exemplus reipublicae, isto é, à imagem do Estado, e nas mesmas designações (por exemplo nas de milites o milites caligati para os simples seguidores da corporação) e repartições (decúrias, centúrias) reflectiam no seu plano o ordenamento militar. E este espírito conservou-se no homem germano-romano medieval, no qual se punha em relevo a dignidade de um ser livre entre os que pertenciam a uma corporação, reafirmava-se o orgulho de cada um de pertencer à mesma e por amor fazia o trabalho concebido como uma arte e uma expressão da própria personalidade e à entrega do inferior correspondia o cuidado e o saber dos ‘mestres’ e o compromisso dos superiores para o acrescento e a elevação da unidade colectiva. O problema da ‘propriedade’ não aparecia aqui para nada, tão natural era a ligação entre os diferentes elementos do processo produtivo com um fim comum.
Tudo isto pode ser lançado em conjunto com as formas ligadas à economia do passado e que voltamos a traduzir nas adequadas formulações modernas, tal como na Alemanha se tinha tratado de fazer. Quanto ao espírito – o que equivale a dizer: enquanto ideia formativa superior e anterior a qualquer problema técnico – o mesmo não seria alvo de uma verdadeira reconstrução. O ponto fundamental é constituído pelo momento ético. A íntima finalidade da ideia corporativa tradicional é a de elevar o plano daquelas actividades inferiores que se vinculam ao domínio produtivo e ao interesse material ao plano mais alto que no mundo antigo correspondia à casta dos ‘guerreiros’ que se encontrava num plano superior à dos ‘servos’ (proletariado) e dos ‘mercadores’ (capitalistas).
Porque quando a empresa-corporação, uma vez superada a ideia classista, se organiza, tomando como ‘exemplo um Estado’, e à responsabilidade do compromisso e ao sentido de honra dos chefes – os quais devem encontrar-se no centro da sua unidade e não ser os consumidores parasitários de proveitos e dividendos, em detrimento do complexo produtivo – corresponde o compromisso e a fidelidade dos subordinados, então se reflectia também no domínio de uma economia ética clara, viril e personalizada, própria de um mundo guerreiro.
Então, no mesmo ambiente desfavorável próprio da civilização moderna da máquina, o homem, seria elevado tanto no alto como no baixo, podendo assim readquirir a sua face e a sua acção tornar-se-ia merecedora de um sentido: na sequência de uma acção política de conjunto, acabar-se-ia por erradicar as excrescências teratológicas do capitalismo e da finança sem pátria e propiciar uma adequada articulação dos grandes complexos da produção. Aqui o processo negativo de proletarização, sobre o qual o marxismo assenta, poderá ser sensivelmente reduzido mediante a aplicação do princípio corporativo em espaços mais restritos, de tal modo que a unidade de conjunto da empresa-corporação resulte de uma coordenação e hierarquização de várias unidades menores de análoga estrutura: em síntese, o ponto fundamental é introduzirem-na na empresa e tornar em orgânicas as instituições unificadoras que no corporativismo fascista se encontravam fora dessa mesma empresa, mas tinham um carácter burocrático estatal e mantinham uma dualidade de enquadramentos gerais.
Isto são naturalmente esboços, compreendidos para indicar uma direcção, com vista sobretudo a um princípio sobre o qual nunca se insistirá o suficiente, isto é, a mudança de mentalidade, a reintegração do homem de sensibilidade normal e, onde seja isto possível, superior. A desproletarização, mais do que tratar-se de um fim social, é uma tarefa interna. Implica a capacidade de aquela ética viril da corporação tradicional, da qual se falou, e que é o único verdadeiro cimento para as unidades de uma economia orgânica. Quanto aos diferentes problemas, técnicos e estruturais, que hoje em dia são postos em primeiro plano, tais como a comparticipação nas receitas, comissões internas, conselhos de gestão, e outros similares, estes são problemas que devem ser considerados como ponto de chegada e não ponto de partida. Devem resolver-se num clima diferente, antimarxista, justamente ‘corporativo’ de acordo com um desenvolvimento interno natural, num espírito que os liberte de qualquer tendenciosidade de ‘classe’.
Hoje ao nos debruçarmos sobre o conceito de ‘corporativismo’, devemos aprofundar e reformular tudo aquilo que, no sentido do que foi aqui mencionado, tinha começado a ganhar forma na Itália e na Alemanha. Nos ambientes nos quais se quer preparar um renascimento político italiano, será necessário que se convoquem pessoas qualificadas para isso, para um estudo sistemático sério e para uma orientação que hoje se sente mais necessária do que nunca.
Com efeito existe, em especial em Itália, uma situação de desordem, erradamente contida com medidas que, querendo resolver uma erupção cutânea, acabam por chegar a uma febre devida à intoxicação do sangue. Esta intoxicação, que contaminou grande parte da classe trabalhadora, é o marxismo e o socialismo, a mentalidade classista, a propalada e artificial "consciência de classe".
A febre hoje serpenteia na forma ‘sindical’; as suas erupções endémicas são as desordens, as agitações, as greves convertida em coisa normal e natural, para prostrar a nossa nação até ao ponto desejado de formas extremas de subversão mundial.
Apenas conferindo ao ideal corporativo o significado orgânico, articulado de unidade quase guerreira, que teve tradicionalmente, e dando aos interesses superiores maior força, em vez do impulso materialista, o mal poderá ser atacado nas suas raízes, e, nesta ‘época da economia’, poderão ser mantidos valores vinculados a uma alta concepção do homem e da vida.

Il Meridiano d’Italia, 04/12/1949

Saber escolher

Texto publicado originalmente neste blogue em Dezembro de 2007
 
«Recuemos, e será maior o perigo, avancemos, e será maior o esforço» (Séneca)

Perguntamo-nos “nós”, que nunca fizemos parte de nenhuma claque de futebol, que nunca os nossos pais nos incutiram ódio para com ninguém de outra raça ou outra religião (excluindo as anedotas normais dos “samoras”, a sovinice dos eleitos, e a ciganice parasita…!), que desde miúdos nos acostumamos a ver ano sim ano não um filme sobre o holocausto judeu, que desde a entrada na escola vimos a História contada pelos ditames estatais, quer antes do 25 de Abril, quer depois da dita data, até ao actual politicamente correctês – perguntamo-nos como viemos “aqui” parar?

Reforçando a ideia: desde tenra idade “aprendemos” quem eram os bons e quem eram os maus. Onde estavam os coitados dos perseguidos e quem eram os seus diabólicos perseguidores. De quem fugisse deste padrão educacional podia-se dizer muita coisa, mas não estava certamente enquadrado nas pessoas de bem, e se tinha ideologias e personagens diabólicas como ídolos, das duas uma, ou era nitidamente mau carácter ou mais um adolescente com crises próprias da idade…

Frisamos que estamos a falar da generalidade educacional das últimas gerações e não de casos esporádicos que culturalmente através de educação familiar, ou de amigos próximos, tiveram um contacto diferenciado com a História.

Dito isto, e sabendo que muita gente obrigatoriamente influenciada pelo establishment andou da esquerda para a direita, e da direita para a esquerda à procura de… um mal menor, que tem vindo a descobrir empiricamente com o tempo, à sua custa e da pior maneira, e portanto parou para pensar, reflectir, ou simplesmente num – basta, já chega – procurou e procura alternativas.

As alternativas que muita boa gente encontra, como num último balão de oxigénio, são-lhes enganosamente fornecidas, ainda, pelo establishment democrático em forma de Blocos de Esquerda, pretensamente anti-sistema, mas do qual, tão bem sabemos, eles também fazem parte. Perguntamo-nos se dita gente alguma vez poderia fazer parte das nossas fileiras ou se em última analise diríamos – está-lhes no sangue, são vermelhos, ou de outros – anarcas por natureza!

No entanto sabemos que, mesmo que por raras excepções, não é assim, e que por diversas formas eles chegam até “nós”, talvez por descobrirem quem realmente o Sistema persegue e encarcera, por delitos de opinião, nesta Europa (livre e democrática!).

Devemos no entanto estar cientes de uma coisa, somos nós, como já anteriormente referimos, “os maus da fita” pois é essa a imagem que os me(r)dia e restante escumalha passa de gente que pensa e age de modo diferente, e por conseguinte, com este nosso negro rótulo, quem de nós se pretende aproximar, alguma coisa de mau terá!… Como alguém dizia: Se não é tarado, alguma tara lhe iremos encontrar mais tarde!…

Quando os me(r)dia & associados diariamente fazem a lavagem cerebral dizendo o quão maus e perigosos “somos”, digamos que é de ter cuidado com quem nos procura, não acham?

Temos estado a abordar este tema referindo-nos a “nós” com aspas, precisamente para relembrar que nestas aspas cabe uma amálgama, raramente coesa, de gente, grupos e partidos, que os nossos inimigos chamam vulgarmente de “extrema-direita”, extrema esta mil vezes pior que qualquer extrema-esquerda que como bem sabemos é aceite e acarinhada pele sistema («les enfants terribles»).

Ao contrário dos democráticos e seus queridos extremistas de esquerda que brincalhonamente se picardiam, dando ares de oposições sérias com salutares alternativas, a “nossa gente”, por vezes muito douta, faz teses e escreve artigos sobre as “várias extremas-direitas” e sua forma de actuação ou inacção. Uns são acusados de violência gratuita e outros de se virarem demasiado para si mesmos e preferirem uma espécie de – como é mesmo? – contemplação baseados num qualquer orientalismo!…

Achamos por bem balizar estes dois posicionamentos para tentarmos perceber o que anda pelo meio destes dois postes da chamada extrema-direita, os da pancadaria gratuita e os “monges orientais” a olhar o vazio!

Pois bem, como podem observar, parece “termos” de tudo, agora meus caros é só uma questão de marketing, e olhem que para além dos da pancada e dos monges a “fauna” é imensa.

A propósito de Pedro Varela: Bandeiras e Etiquetas




Voltamos a publicar este texto, aparecido originalmente no Boletim Evoliano, porque convém nunca esquecer que há homens que mesmo não partilhando todas as nossas posições, nem por isso deixam de ser “um dos nossos”!

*             *             *
por Eduard Alcántara

Há pessoas que dizem hastear a mesma bandeira que a nossa. Há aqueles que dizem fazê-lo, senão for com a mesma, com uma bandeira semelhante. Nós temos dificuldades em identificar muitas dessas bandeiras como iguais ou semelhantes à nossa. Nisto não reside nenhuma dificuldade. No entanto, depois de conhecermos uns e outros não demora muito tempo até que comecemos a sentir-nos em comunhão existencial com uns e a ver outros como estranhos. Não adianta ostentar publicamente uma etiqueta ou outra mas sim aspirar a viver de acordo com os princípios e a essência que a caracterizam. Não nos chega, sequer, que nos demonstrem erudição e conhecimento dos conteúdos e objectivos contidos na nossa bandeira. Há que exigir, no mínimo, um intento de assumpção dos seus parâmetros vitais.
Há indivíduos que, por muito que digam que partilham a nossa trincheira, nunca serão dos nossos nem nunca os consideraremos como tal, pois após um breve contacto não descortinamos na sua actuação nenhum valor entre aqueles que são próprios do Homem da Tradição. Não identificamos nestes indivíduos nem um vestígio de nobreza, de lealdade, de fidelidade, de valentia, de sinceridade, de franqueza, de serenidade, de temperança, de espírito de serviço e sacrifício, de firmeza interior, de bravura, de tenacidade, de perseverança, de laconismo, de prudência ou de abnegação, mas pelo contrário, em pouco tempo, poderemos vislumbrar ou perfídia, ou hipocrisia, ou egoísmo, ou individualismo, ou ânsia de notoriedade, ou tendência para a cobardia, ou predisposição para a traição, ou deslealdade, ou mentira, ou ligeireza para criticar ou até caluniar aqueles que lhe são próximos, ou a inveja, ou rancor, ou o ódio, ou a incontinência verbal, ou a charlatanice, ou a irascibilidade, ou mudanças súbitas de humor, ou a instabilidade psíquica, ou a ruindade, ou a inconstância, ou a dissimulação, ou a estridência e a imprudência. Para nós é, por isto, quase indiferente, se alguém hasteia a nossa bandeira ou uma parecida, pois o que na verdade nos importa é que o faça tentando sentir os valores que sempre foram os da Tradição e não apenas impregnados dos contravalores do mundo moderno. A etiqueta não nos serve de nada se o etiquetado nada faz em honra dela. Causa-nos ainda mais desagrado o indivíduo que professa verbalmente a sua adesão a uma etiqueta semelhante à nossa e a mancha de modo execrável do que aqueles contemporâneos nossos que se sentem identificados com esta funesta modernidade e fazem gala do seu posicionamento. Estes, ao menos, mostram coerência entre os seus contravalores de referência e a etiqueta própria do mundo moderno, o qual idolatram e santificam. Os outros, pelo contrário, traem as nobres causas com a sua maneira de ser. Sentimos camaradagem por aqueles que mesmo não militando exactamente na nossa bandeira são fiéis na sua existência aos valores que temos identificado como próprios da Tradição. Talvez possamos discordar com estas pessoas em certos detalhes na hora de conceber a existência. Embora possamos ir beber a fontes idênticas, talvez algumas das nossas referências históricas (ou proto-históricas) ou míticas não sejam as mesmas (ou exactamente as mesmas) mas sentimo-nos como camaradas quando conhecemos e podemos comprovar os valores que os regem e caracterizam a sua maneira de ser.
Neste sentido, entre estas pessoas dignas de admirar pelo exemplo que dão – ao serem coerentes com os valores nos quais acreditam – encontramos um represaliado pelo Sistema Dominante, Pedro Varela. Poucas pessoas como ele libertam essa espécie de aura que é a marca da coerência, da honestidade, da tenacidade e da limpidez de ânimo. Uma aura que move a admiração de todos aqueles que apreciam os valores ignorados e menosprezados, pertencentes ao Mundo da Tradição. Por outro lado, Pedro Varela apenas provocará inveja, receios e ódio entre os modernos, impotentes para fazer seus aqueles elevados valores, pois a incapacidade e a impotência movem a inveja dos que não são capazes de dignificar-se pela sua vontade e esforço constante.
Que os escassos Homens rectos propaguem seus ideais entre si, enquanto os néscios, os desajustados, os alienados e os desequilibrados produtos da modernidade vão merecendo o respeito do Sistema. No entanto, não nos surpreende o destino que o mundo moderno outorga a estes tipos antagónicos de pessoas, pois aos primeiros não os pode manipular, domesticar, hipnotizar, e aos segundos, pelo contrário, seduz, programa e converte em seres movidos por reflexos compulsivos e escravizados com grande facilidade.
Mesmo que apenas exista um homem íntegro, a chama da Tradição não se extinguiu de todo!

-- Boletim Evoliano, nº 1, 2ª Série

Evola e o judaísmo

Conferência do nosso amigo e camarada Eduard Alcántara, proferida na Libreria Europa

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