Muralha III
Como nos diz Julius Évola: "A economia actuou na essência inferior do homem moderno e através da civilização por ele criada, tal como o fogo se transmite de um ponto para outro, enquanto não arde tudo. E a correspondente "civilização", partindo dos seus focos ocidentais, difundiu o contágio a todas as terras ainda sãs, trouxe a inquietação, a insatisfação, o ressentimento, a incapacidade de se possuir um estilo de simplicidade, de independência e de comedimento, a necessidade de avançar sem parar e cada vez mais rapidamente no seio de todas as camadas sociais e de todas as raças; ela foi empurrando o homem cada vez mais longe, foi-lhe impondo a necessidade de um número cada vez maior de coisas, tornou-o portanto cada vez mais insuficiente e cada vez mais impotente - em cada nova invenção, cada nova descoberta técnica, em vez de ser uma conquista, marca uma nova derrota, é uma nova chicotada destinada a tornar a corrida ainda mais rápida e ainda mais cega. É assim que as diferentes vias convergem: a civilização mecânica, a economia soberana, a civilização da produção e dos consumos coincidem com a exaltação do devir e do progresso, do impulso vital ilimitado – em resumo com a manifestação do "demoníaco" no " mundo moderno".
A Ordem da Coroa de Ferro (Excertos)
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Seremos soldados...
As cidades foram-nos tomadas, primeiro pelos mercadores, depois pela populaça que numa sequência terrivelmente lógica a entregou aos párias. A amálgama nauseabunda sufoca-nos, mais, quando pensamos nas futuras gerações, nos nossos filhos, e em como isso os vai afectar, como já nos afecta a nós que rejeitamos a “felicidade” que o Mundo Moderno nos quer vender.
Não queremos, nem poderíamos, ser felizes num mundo em que os párias se tornaram senhores. Somos obrigados a viver assim, com eles, talvez até lhes passemos a imagem de que desistimos, mas isso é também estratégia, porque na verdade não capitulamos e aí estamos… de Pé!
É na montanha que a nossa verticalidade se reflecte e é esse o espelho que nos dá força. É a ascensão que nos eleva ao sagrado e é lá no alto que nos revemos uns nos outros como Irmãos de Armas, e é aí que, a cada nova Primavera, renovamos o nosso juramento para com a Ordem.
Mas isto é também uma questão de equilíbrio, ascendermos em busca do nosso centro, da nossa Força Primordial.
As batalhas, a guerra, essa, sabemos bem onde vai ter lugar: nas urbes cinzentas, anárquicas, grafitadas, super-amontoadas, onde os párias das várias classes económicas habitam como peixes em água. É este o palco do conflito, o combate urbano, pelo nosso lar, pela nossa família, pelo nosso bairro, pela nossa cidade… pelo Ideal.
Seremos soldados, viveremos como soldados, e conquistaremos assim a Liberdade perdida.
A Acha (excerto)
Já tivemos a ocasião de revelar, que no mundo das origens, lá onde digamos, os ditos testemunhos “positivos”, ou perante essa ambiguidade, o símbolo e o mito podem muitas vezes oferecer um fio condutor precioso para uma exploração mais profunda do que superficial. Foi admitido, e não é de hoje, pelo racismo alemão, sobretudo quando eles se propuseram de completar as pesquisas antropológicas e biológicas através de uma espiritualidade e uma “visão de mundo” que lhes permitisse afirmar novamente os princípios dentro do domínio da história das religiões, da mitologia comparada, das tradições primordiais e das sagas. Em Itália, este assunto tem restado até agora, praticamente virgem. No entanto, e dentro do dito antigo mundo da península italiana, que desde a mais longínqua pré-história, foi submetido à influência de civilizações e povos muitos diversos, e que oferecem muito raramente um paralelismo rigoroso entre a pureza étnica e aquela das tradições correspondentes, uma pesquisa assimilando o símbolo e o mito num documento, poderá ter resultados de uma importante singularidade.Infiltrados no sistema
A ilusão da verdade
Dizia-nos um “jornalista”, correspondente na Arábia Saudita, aquando da primeira Guerra do Golfo: o ambiente é de guerra, parece guerra, é quase guerra… mas ainda não é guerra!
Há quem tenha descrito estes acontecimentos como uma guerra de baixa intensidade, nós também já usamos esta terminologia, mas desconfiamos das palavras…
Observamos o continente africano e reparamos que cada conflito de “baixa intensidade” acarreta sempre uma porção indiscriminada de vítimas entre feridos, mortos e desalojados. Poderemos apontar muitas causas para este “fenómeno”, as diferenças de números de vítimas e o grau de violência a elas associado:- questões étnicas (quase sempre, e se não começam por aí acabam como tal);
- questões religiosas (uma “modernidade” em crescendo);
- questões económicas (aqui falamos mesmo de sobrevivência);
- corrupção generalizada (sinceramente esta é a causa menos provável – é o modus vivendi africano, já estão habituados!);
- questões ditas políticas, defesa da democracia, direitos humanos e o blá, blá, habitué (umas balelas para certas potências estrangeiras terem ou meterem nos governos locais os seus caciques).
E talvez por fim poderíamos ser racistas e acrescentar que eles se matam uns aos outros duma forma tão selvagem e violenta porque são estúpidos que nem uns calhaus! Mas não o dizemos, porque embora bastante diferente o conflito, não esquecemos os Balcãs. Também lembramos que estamos atentos ao assalto do Kosovo por parte dos contrabandistas albaneses com o apoio de outros internacionais traficantes.
Voltando ao Ocidente “civilizado”, qualquer grupo que se junta numa claque de futebol e depois de beber uns copos e fumar umas drogas insulta, ameaça e acaba em violência física, fá-lo por “diversão”, espírito de manada e como dissemos borracheira. Volta para casa dos papás (rico ou pobre) feliz por mais uma aventura e na pior das hipóteses com umas bastonadas no lombo ou uma noite na esquadra. De quando em vez acontece o pior – morre alguém – um polícia, um arruaceiro…, e agrava-se a situação quando o infeliz é um inocente que ia a passar no local errado na hora errada!
Até há bem pouco tempo esta era a única violência de manada que nós conhecíamos, os distúrbios ligados ao fenómeno desportivo e esporadicamente algumas manifestações de carácter político e reivindicativo.
As coisas mudaram e estão a piorar… E como diria o mencionado “jornalista” luso: o ambiente é de guerra…! Ou poderia dizê-lo de outra forma se o palco do conflito não fosse a Arábia Saudita e a primeira Guerra do Golfo e ele estivesse em Paris (amanhã numa cidade perto de si): isto parece Africa, o ambiente é de Africa, mas ainda não é Africa!Então porque é que as coisas ainda não atingiram as formas e proporções dramáticas como acontece no continente africano? Será porque, por enquanto, ainda somos mais ou eles como numa espécie de intuição primitiva não querem matar a galinha dos ovos d’ouro?
E quando o ponto de não retorno nos levar ao ponto de ruptura será que estamos preparados para a guerra?
A grande e a pequena guerra santa
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O Bhagavad-gitâ(…) À formulação islâmica da doutrina heróica corresponde a exposta na já citada Bhagavad-gitâ, em que se encontram os mesmos significados num estado mais puro. E não deixa de ter interesse salientar que a doutrina da libertação através da acção pura, exposta neste texto, é declarada de origem «solar» e teria sido comunicada directamente pelo chefe de estirpe do presente ciclo não aos sacerdotes ou brâhmana, mas sim a dinastias de reis sagrados.
A piedade que impede o guerreiro Ariuna de descer ao campo de batalha contra os inimigos por reconhecer entre estes parentes e mestres seus, é qualificada no Bhagavad-gitâ de «cobardia indigna de um homem bem-nascido, ignominiosa, que afasta do céu». A promessa é a mesma: «Morto, ganharás o paraíso; vitorioso, possuirás a terra: por isso ergue-te resoluto para o combate». A orientação interior – a nyyah islâmica – capaz de transformar a «pequena guerra» numa «grande guerra santa», é declarada em termos bem claros: «Dedicando-me todas as obras – diz o deus Krshna – com o teu espírito fixado no estado supremo do Eu, livre de toda a ideia de possessão, livre da febre no espírito, combate.» É em termos igualmente claros que se fala da pureza desta acção, que tem de ser querida por si mesma: «Considerando como iguais o prazer e a dor, o lucro e a perda, a vitória e a derrota, prepara-te para a batalha: assim não terás qualquer culpa», ou seja: não te desviarás de maneira nenhuma da direcção sobrenatural ao realizares o teu dharma de guerreiro.
A relação entre a guerra e a «via de Deus» é a mesma que se encontra presente na Bhagavad-gitâ, com uma acentuação do aspecto metafísico: o guerreiro, de certo modo, reproduz a transcendência da divindade. O ensinamento que Krshna forneceu a Ariuna diz respeito acima de tudo à distinção entre o que como ser puro é imorredouro, e o que como elemento humano e naturalista tem somente uma aparência de existência: «Não há [possibilidade de] existência para o irreal ou [possibilidade de] não-existência para o real: os que sabem, apercebem-se da verdade respectiva de cada um destes dois termos… Tens de saber que é indestrutível o que ocupa tudo. Quem o considerar como matador e quem o considerar como o que é morto, são ambos ignorantes: ele não mata nem é morto. Não é morto quando o corpo é morto. Estes corpos do espírito eterno, indestrutível e ilimitado, são perecíveis: por isso ergue-te e combate!»
À consciência da irrealidade do que se pode perder ou fazer perder como vida caduca e corpo mortal – consciência a que corresponde a definição islâmica da existência terrena como jogo e divertimento – associa-se seguidamente o conhecimento do aspecto divino segundo o qual aquele é a força absoluta, perante a qual surge toda a existência condicionada como negação: uma força que portanto se desnuda, por assim dizer, e resplandece numa temível teofania precisamente na destruição, no acto que «nega a negação», no turbilhão que arrasta consigo toda a vida finita para a aniquilar – ou para a fazer ressurgir lá no alto, trans-humanizada.
Assim, para libertar Ariuna da dúvida e do «mole vínculo da alma», o Deus não só declara: «Nos fortes eu sou a força isenta de desejo e de paixão – sou o clarão do fogo, sou a vida em todas as criaturas, e a austeridade nos ascetas. Sou o intelecto dos sábios e a glória dos vitoriosos» – como também por fim, abandonando todo o aspecto pessoal, se manifesta na «terrível e maravilhosa forma que faz tremer os três mundos», «alta como os céus, irradiante, multicor, com uma boca escancarada e grandes olhos flamejantes». Os seres finitos – como lâmpadas debaixo de uma luz demasiado intensa, como circuitos percorridos por um potencial demasiado elevado – cedem, desfazem-se, morrem, porque dentro deles arde uma potência que transcende a sua forma, que pretende algo infinitamente mais vasto que tudo o que eles como indivíduos podem pretender. Por isso os seres finitos «tornam-se», transmutando-se e passando do manifesto ao não manifesto, do corpóreo ao incorpóreo. É nesta base que se define a força destinada a produzir a realização heróica. Os valores invertem-se: a morte torna-se testemunho de vida, o poder destruidor do tempo revela a indomável natureza encerrada no que está submetido ao tempo e à morte. Daí o sentido das seguintes palavras de Ariuna no momento em que tem a visão da divindade como pura transcendência: «Tal como as borboletas se precipitam com uma velocidade crescente na chama ardente para encontrarem a sua destruição, assim os vivos se precipitam em velocidade crescente nas Tuas bocas para encontrarem aí a sua destruição. Tal como os inúmeros cursos de água só correm directamente para o mar, igualmente estes heróis do mundo mortal entram nas Tuas bocas ardentes,» E Krshna. «Eu sou o templo plenamente manifestado, destruidor dos mundos, ocupado a dissolver os mundos. Mesmo sem a tua intervenção, estes guerreiros alinhados uns em frente dos outros em fileiras opostas cessarão todos de viver. Ergue-te pois, e conquista a glória: vence os inimigos e goza de um reino próspero. Todos estes guerreiros, na realidade foram mortos por mim. Tu, sê o instrumento. Combate pois sem temor, e os teus inimigos hás-de vencer na batalha.»
Por esta via, representa-se a identificação da guerra com a «via de Deus». O guerreiro evoca em si a força transcendente de destruição, assume-a, transfigura-se nela e liberta-se, rompendo o vínculo humano, A vida – é como um arco; a alma – como um dardo; o alvo a trespassar – o Espírito Supremo: juntar-se a ele, como a seta atirada se fixa no alvo – diz-se noutro texto da mesma tradição: É esta a justificação metafísica da guerra, o assumir da «pequena guerra» em «grande guerra santa». Isto permite também compreender o sentido da tradição relativa à transformação durante a batalha, de um guerreiro ou de um rei num deus. Ramsés Merianum no campo de batalha transformou-se, de acordo com a tradição, no Deus Amon, dizendo: «Eu sou como Baal na sua hora» – e os inimigos, reconhecendo-o naquela amálgama gritavam: «Não é um homem, é Sathku, o Grande Guerreiro, é a encarnação de Baal!» Baal corresponde aqui a Çiva e ao Indra védico, assim como ao paleogermânico e solar Tiuz-Tyr, que tem por sinal a espada, mas que também está relacionado com a runa e ideograma da ressurreição («homem com os braços levantados») e com o já referido Odin-Wotan, deus das batalhas e da vitória. Por outro lado, não se deve descurar o facto de quer Indra quer Wotan serem igualmente concebidos como deuses da ordem (Indra é chamado «moderador das correntes» e como deus do dia e do céu luminoso tem também características olímpicas), que regem o curso do mundo. Assim voltamos a encontrar o tema geral de uma guerra que se justifica como um reflexo da guerra transcendente da «forma» contra o caos e as forças da natureza inferior que a este se encontram associadas. (…)
- Julius Evola, Revolta contra o Mundo Moderno, Pub. Dom Quixote, 1989, pp. 172 - 175
O Filósofo Estóico e o Guerreiro Samurai
Os princípios ou fundamentos sob os quais agem quer o estóico quer o samurai são idênticos, senão iguais; prova disso é o caminho interior que cada um deve trilhar nesse conhecimento de si mesmo, que se encontra ao alcance, não só, do que teve coragem para se iniciar no caminho, como também, naquele que persevera no caminho sabendo de antemão que o Ideal pelo qual vive e morre se encontra num pedestal inatingível. Para retermos tais princípios, um pequeno quadro sinóptico ajuda-nos no estudo e na compreensão das filosofias de vida dos dois homens verticais em questão:
Segundo ele, não é suficiente nomear o bem, fazendo por vezes o oposto. Há que o praticar, independentemente da situação e provação que a vida nos coloca. Por isso, o estóico era enciclopédico, modelo de vida, realizava em si a transformação do homem. O exame de consciência diário, ou seja, o meditar sobre os actos punham em evidência um espírito crítico, de auto-superação-realização. A disciplina intelectual, o controlo físico e o treino mental são utensílios que o filósofo usava nesse combate diário que o homem tem diante si: o de viver por si, com os outros e sob o desígnio divino o melhor que sabe e de acordo com o bem moral.
O guerreiro Samurai, à semelhança do filósofo estóico, tentava evitar as flutuações de ânimo, que o obrigaria a recompor-se, desviando-se assim da tarefa principal: servir o seu senhor com absoluta lealdade em qualquer circunstância e a todo o instante.
Tal como o estóico, o samurai “tardio”, em períodos de maior acalmia, era enciclopédico; a sua formação visava o homem total e consistia em: ler os textos clássicos, caligrafia, tiro com arco, equitação, artes marciais, esgrima, teatro Nô, cerimónia do chá… A este caminho, chamou-se de Bushido, que significa, o Caminho do Guerreiro.
O Bushido era um código de honra e de comportamento social, onde o samurai deveria observar alguns preceitos, tais como: Piedade filial (ensinava-se ao senhor, que procurasse homens fieis entre aqueles que eram filiais, pois só estes saberiam ter uma autêntica fidelidade), Fidelidade e Lealdade.
As obrigações do Samurai eram de duas espécies: Militares e de Construção, o que significava, que este estava sempre activo, quer prestando serviço ao seu senhor, quer auxiliando e protegendo a sua família. O Samurai deveria ter presente que a sua vida pertencia ao seu senhor, a sua lealdade para com ele deveria ser total, esta deveria estar alicerçada no dever, na coragem e na fé. Diz-se que só havia uma lealdade superior à do samurai – a lealdade do senhor para com este.
Para se entender este verdadeiro espírito de coragem e de abnegação do guerreiro samurai, devemos recordar que a sua formação, estava assente em parte no budismo, que no Japão alguns mestres “simplificaram” e lavaram ainda mais longe, passando a designar-se por Zen.
Como se pode ver, estes dois homens verticais, homens da Tradição, fiéis a princípios, mas de tempos e lugares diferentes, comungam do mesmo.
O seu labor diário, o seu conhecimento e a sua espiritualidade têm o mesmo fim: o de servir, o de estar disponível, o de viver a vida plenamente aqui e agora, como que num eterno presente. Estes são os verdadeiros guerreiros, que à guerra externa, preferem a interna, pois só esta é constante e os obriga a manter a vigilância como se o inimigo estivesse sempre presente.
Citando o poeta Teitoku (1570-1653):
“Amanhã vai ser assim, pensamos no dia anterior
Mas hoje damo-nos conta de que tudo mudou
É assim a marcha do Mundo”
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«Roma nasce no momento em que se manifesta um pouco por toda a parte, nas antigas civilizações tradicionais, a crise de que já falámos. E se nos abstrairmos do Sacro Império Romano, que de resto corresponde, em grande medida, a uma recuperação da antiga ideia romana, Roma surge-nos como a última reacção contra estas crises, a tentativa – vitoriosa durante um ciclo inteiro – de escapar às forças da decadência já activas nas civilizações mediterrânicas e de organizar um conjunto de povos, realizando, sob uma forma mais sólida e mais grandiosa, o que o poder de Alexandre Magno não tinha conseguido senão durante um curto período.»José António e Codreanu: Mártires do Ideal
José António Primo de Rivera e Corneliu Zelea Codreanu: o que têm em comum estas duas figuras trágicas do fascismo europeu de entre guerras? Mais, muito mais, do que poderia parecer à primeira vista. José António espanhol, Codreanu romeno, ambos latinos (de Ocidente e Oriente), ambos cristãos (um católico, o outro ortodoxo, ambos defensores de uma concepção ascética da religião), ambos líderes políticos revolucionários, na verdadeira acepção da palavra, ambos portadores de uma concepção superior (transcendente) do homem, ambos desejosos de assistir ao nascimento de um “Homem Novo” (na realidade um homem tradicional…), ambos defensores da “nacionalização” das massas trabalhadores (através do nacional-sindicalismo no caso espanhol e do socialismo nacional cristão no caso romeno) e, finalmente, ambos mártires da sua Causa. O seu sacrifício e exemplo inspirador fazem com que, ainda hoje, tenham seguidores não só nos seus países, mas também muito além das respectivas fronteiras.
* *
José António nasceu em 1903, no seio de uma família conservadora-monárquica. Seu pai, o General Primo de Rivera, havia em 1922 liderado um golpe de Estado, proclamando-se ditador; a sua ditadura não duraria, no entanto, muito tempo.Diz-nos Muñoz Alonso que: “Nem pela ascendência familiar, nem pela formação académica, nem pela sua vocação, nem pelos seus usos e hábitos sociais, nem pelo seu temperamento, por nada disto José António pareceria destinado a representar a exigência e a origem motriz de um sindicalismo capaz de vertebrar os trabalhadores. José António venceu a batalha da vida consigo próprio, lutando contra as suas inclinações mais profundas”.
O que leva então o jovem José António a assumir a luta política, a lutar “contra as suas inclinações mais profundas”? Em primeiro lugar defender a honra e memória de seu pai, General Primo de Rivera, diariamente denegrida e emporcalhada. É assim que em 1931, em artigo publicado no jornal ABC proclama: “O povo de Madrid negar-me-á os seus votos? Mais um deputado republicano ou socialista não faz falta nas Cortes, porque nem a República nem o Partido Socialista têm falta de quem os defenda. Mas a memória do meu pai, sim. E este povo madrileno – que o meu pai tão bem entendia e com quem tão cordialmente comunicava – não pode deixar que o condenem sem antes ouvir a sua defesa. Um lugar nas Cortes para defender a memória do meu Pai!”
Progressivamente, durante o período que vai de 1931 a 1933, a sua “consciência do momento histórico em que vivia” acentua-se, levando-o à fundação da Falange em Outubro de 1933. Já não é a defesa da memória do pai que o move, mas sim a ideia de serviço: serviço a Espanha e a um Ideal redentor. É assim que no discurso fundacional da Falange, a 29 de Outubro de 1933, proclama: “O nosso movimento não é apenas uma maneira de pensar, é uma maneira de ser. Não nos devemos propor apenas a construção, a arquitectura política. Temos que adoptar, perante a vida, em cada um dos nossos actos, uma atitude humana, profunda e completa. Esta atitude é o espírito de serviço e sacrifício, o sentido ascético e militar da vida. Assim sendo, que ninguém pense que aqui recrutamos para oferecer recompensas; que ninguém pense que nos reunimos para defender privilégios.”
De facto, a Falange não pretende defender privilégios, nem manter o status quo. Pelo contrário, pretende a superação revolucionária da situação presente. Criticando ao mesmo tempo o liberal-capitalismo e o comunismo, a Falange e José António pretendem, através do nacional-sindicalismo, “a substituição do capitalismo”, que “só poderá dar-se quando forem alteradas (…) as formas e os centros do poder dentro da empresa; isto é, quando a empresa capitalista der lugar à empresa, de propriedade sindical ou não, em que é destruído o dualismo expresso no contrato de trabalho”.
Não tardaram as acusações de bolchevista… Aos que o acusam de bolchevismo José António dá uma resposta cabal: “O anti-bolchevismo é a posição que contempla o mundo sob o signo do espiritual. Estas duas atitudes, que hoje em dia se chamam bolchevismo e anti-bolchevismo, sempre existiram. É bolchevista todo aquele que procura vantagens materiais para si e para os seus dê por onde der; é anti-bolchevista aquele que está disposto a privar-se de satisfações materiais para sustentar valores de qualidade espiritual. Os velhos nobres, que pela religião, pela pátria e pelo Rei comprometiam as suas vidas e os seus bens, eram a negação do bolchevismo. Os que hoje, perante um sistema capitalista que grunhe, sacrificamos comodidades e vantagens materiais para conseguir um reajuste do mundo sem que o espiritual naufrague, somos a negação do bolchevismo. (…) Pelo contrário, aqueles que se aferram ao gozo de infinitas opulências gratuitas, os que consideram mais urgente a satisfação da sua superfluidade que o socorro da fome de um povo, esses sim, intérpretes materialistas do mundo, são os verdadeiros bolchevistas. E com um bolchevismo de espantoso refinamento: o bolchevismo dos privilegiados”.
Nesse mesmo discurso fundacional diz também o seguinte: “Queremos menos palavreado liberal e mais respeito pela liberdade profunda do homem. Porque apenas respeitamos a liberdade do homem quando o consideramos, como nós o fazemos, portador de valores eternos; quando o consideramos revestimento corporal de uma alma que é capaz de se condenar e de se salvar. Apenas quando o homem é assim considerado, se pode dizer que se respeita de verdade a sua liberdade, e ainda mais se essa liberdade se conjuga, como nós pretendemos, num sistema de autoridade, de hierarquia e de ordem”.
Infelizmente, a actividade frenética de José António, enquanto líder e militante, e também a sua morte precoce, com apenas 33 anos e apenas três anos após a fundação da Falange, não permitiram a sistematização do seu pensamento, disperso por artigos, ensaios e discursos, quase todos marcados pelas vicissitudes políticas do momento. No entanto, pensamos não errar ao afirmar que a concepção do homem enquanto portador de valores eternos, o sentido ascético e militar da vida (o “homem metade monge, metade soldado” de que falava), o espírito de serviço e sacrifício, a ideia de autoridade, hierarquia e ordem constituem o núcleo fundamental do pensamento político de José António.
* *
Já Codreanu, nascido em 1899 (mais velho que José António apenas 4 anos), parece ter tomado consciência da necessidade do combate político mais cedo, talvez por influência familiar (seu pai, Ion Zelea Codreanu, era um destacado militante nacionalista). Em 1916, quando a Roménia entrou na I Guerra Mundial, o jovem Codreanu, apesar de não ter idade suficiente, tentou alistar-se. Não o podendo fazer, fugiu de casa para se juntar a seu pai na frente de combate.Em 1919 muda-se para Iasi, para prosseguir os seus estudos universitários de direito. É aí que conhece o professor Cuza, destacado intelectual nacionalista, com o qual viria a fundar mais tarde, em 1923, a Liga de Defesa Nacional Cristã. É também aqui que, pela primeira vez, toma contacto directo com a subversão judeo-bolchevique. No final desse ano de 1919 junta-se à Guarda da Consciência Nacional, uma efémera organização nacionalista dirigida pelo operário Constantin Pancu. É no seio deste grupo que nasce a ideia de um “socialismo nacional cristão”. Segundo Codreanu: “Não basta derrotar o comunismo. Temos de combater pelos direitos dos trabalhadores. Eles têm direito ao pão e à honra. Temos de lutar contra os partidos oligárquicos, criando organizações nacionais de trabalhadores que possam obter os seus direitos no seio do Estado e não contra o Estado”.
Codreanu descreve-nos assim o início da sua actividade política: “Não sou capaz de definir com entrei na luta. Provavelmente como um homem que, caminhando pela rua, com as suas preocupações, as suas necessidades e os seus pensamentos, sendo surpreendido pelo fogo que consome uma casa, tira o seu casaco e corre a ajudar as vítimas das chamas. Com o senso comum de um jovem de vinte e poucos anos, a única coisa que podia compreender em tudo o que via à minha volta, era que estávamos a perder a Pátria, que não teríamos mais uma Pátria, que, com o apoio inconsciente dos miseráveis, os empobrecidos e explorados trabalhadores romenos, a horda judaica nos varreria. Comecei com um impulso do meu coração, com esse instinto de defesa que até o mais baixo verme possui, não com o instinto de auto-preservação, mas de defesa da raça à qual pertenço.”
Em 1922 participa na fundação da Associação de Estudantes Cristãos. Nesse mesmo ano muda-se para a Alemanha, para prosseguir os seus estudos, inscrevendo-se na Universidade de Berlim. É aqui que ouve falar pela primeira vez de Adolf Hitler e do nacional-socialismo. No entanto, no final desse ano, a 10 de Dezembro, os estudantes romenos entram em greve, exigindo melhores condições de vida, mas também a imposição do numerus clausus, visando limitar a presença judaica nas universidades; Codreanu apressa-se a regressar ao seu país para participar no movimento. Durante esta greve Codreanu convence-se que a altura é propícia à criação de um movimento de base mais ampla, e não apenas estudantil, o que o leva a fundar, em 1923, juntamente com o professor Cuza a Liga de Defesa Nacional Cristã.
Infelizmente a Liga parece estagnar e perder-se em disputas internas. Quando em 1927 Codreanu regressa de Grenoble, onde prosseguiu os seus estudos, decide começar de novo, fundando, a 24 de Junho de 1927, juntamente com alguns camaradas enrijecidos pelas inúmeras passagens que já todos tinham pelas cadeias romenas, a Legião de São Miguel Arcanjo. Nasce assim o Movimento Legionário, que mais tarde seria também conhecido pelo nome de Guarda de Ferro.
A década seguinte será marcada por sucessos eleitorais e por um clima de extrema violência política e arbitrariedade de parte a parte. A cada golpe infligido pelo regime político romeno, a cada arbitrariedade e violência, a Legião não hesita em responder na mesma moeda; os assassinatos e atentados sucedem-se. Tornar-se-ia fastidioso enumerar aqui todos os episódios de violência que ocorreram neste período… De qualquer maneira, aquilo que verdadeiramente nos interessa é a doutrina legionária, e não tanto as vicissitudes do seu combate.
Codreanu deixou alguns livros em que expõe a sua doutrina. De entre eles destacaremos os livros “Guarda de Ferro” e “Manual do Chefe”. O primeiro consiste numa autobiografia e história do Movimento Legionário, expondo simultaneamente a doutrina legionária. O segundo é, como o nome indica, um manual para todos os chefes de “cuib” (literalmente, ninho; o “cuib” era a célula base do Movimento Legionário); por entre indicações meramente práticas, como o tamanho dos estandartes ou as informações a incluir num relatório, encontramos também a exposição dos princípios legionários. E que princípios são esses? O melhor é deixarmos o próprio Codreanu falar: “O homem compõe-se de um organismo, ou seja, de uma forma organizada, depois de forças vitais, depois de uma alma. Podemos dizer o mesmo de um povo. E a construção nacional de um Estado, se bem que abranja naturalmente estes três elementos, por razões de vária ordem e diferentes heranças, pode sobretudo assumir especialmente um ou outro destes aspectos. (…) Daí vem o carácter dos diferentes movimentos nacionais, que, ao fim e ao cabo, compreendem os três elementos e não deixam nenhum de lado. O carácter específico do nosso movimento vem-nos de uma antiga herança. Já Heródoto chamava aos nossos pais: “os Dácios Imortais”. Os nossos ancestrais geto-trácios tinham fé, inclusivamente antes do cristianismo, na imortalidade e indestrutibilidade da alma, o que prova a sua orientação em direcção à espiritualidade. A colonização romana acrescentou a este elemento o espírito romano de organização e de forma. (…) E é esta herança que o movimento legionário quer despertar (…) Partindo do espírito, quer criar um homem espiritualmente novo. Realizando esta tarefa enquanto “movimento”, aguarda-nos o despertar da segunda herança ou seja, a força romana politicamente formadora. Assim, o espírito e a religião são, para nós, o ponto de partida, o “nacionalismo construtivo” é o ponto de chegada, uma simples consequência. A ética simultaneamente ascética e heróica da Guarda de Ferro consiste em reunir um e outro ponto”.
Aqui está, resumida pelo próprio Codreanu, a doutrina legionária. Deixemo-lo falar mais uma vez, apenas para reforçar a ideia central do seu movimento: “Este país morre por falta de homens, não por falta de programas… Por outras palavras, o que precisamos não são programas, mas homens, homens novos.”
* *
José António é assassinado na manhã de 20 de Novembro de 1936, com apenas 33 anos. Desde Fevereiro de 1936 ele e outros líderes da Falange encontram-se encarcerados e o seu movimento proibido. O Alzamiento de 18 de Julho de 1936 encontra-o, portanto, na prisão e incomunicável. A 17 de Novembro é julgado na prisão de Alicante, juntamente com o seu irmão Miguel e a cunhada Margot, acusados de “rebelião militar”. Conta-nos o seu irmão Miguel que “Um dos homens que formavam o grupo de assassinos de José António, quando este se dirigia para junto do muro do pátio, disposto a receber a descarga, fixou os olhos no sobretudo de meu irmão. “Que bom agasalho levas!” – disse-lhe. José António, com naturalidade, respondeu-lhe: “Toma-o.” “Não, não, quando morreres.” José António sorriu, tirou o sobretudo e entregou-lho. No pátio estavam os que iam morrer com ele. Apontavam as armas e o barulho dos disparos confundiu-se com a voz do chefe da Falange que soltava o seu último “Arriba España”. Não tinham passado cinco minutos desde que abandonara meu irmão e ao transpor a porta da cela ouvia a descarga que punha termo à sua existência. Antes que pudesse dar ao pelotão a ordem de disparar, José António gritou como nunca ouvi gritar: “Arriba España”!”
Codreanu, por seu turno, foi assassinado pelos inimigos da sua pátria na noite de 29 para 30 de Novembro de 1938; tinha portanto, 39 anos. As condições da sua morte são ainda mais sinistras do que as que rodearam a morte de José António.
Nas eleições de 1937 o Movimento Legionário conseguiu um excelente resultado, tornando-se um dos maiores partidos da Roménia. O Rei, perante a possibilidade da Guarda de Ferro chegar ao poder e receoso do potencial revolucionário do partido, e após permitir a constituição de um governo que excluísse a Guarda, decide, no início de 1938, proibir todos os partidos, aprovar uma nova constituição de tipo “fascista” e instaurar uma ditadura pessoal. Desencadeia-se imediatamente a perseguição aos líderes legionários. Codreanu é preso em Abril de 1938, acusado de insultar um ministro e conspirar contra o Estado, sendo condenado a 10 anos de prisão. Na noite de 29 de Novembro, por ordem expressa do Rei, Codreanu e outros 13 líderes legionários são retirados das suas celas e levados para um bosque, onde são enforcados e posteriormente fuzilados. A sua morte é, oficialmente, atribuída a uma tentativa de fuga.
José António e Codreanu, através do seu exemplo de idealismo e abnegação, são ainda hoje uma inspiração para todos os defensores da Pátria, da Raça e da Tradição.
José António e Codreanu: Mártires do Ideal; Ontem, hoje, sempre: Presentes!
Saber escolher
«Recuemos, e será maior o perigo, avancemos, e será maior o esforço» (Séneca)Perguntamo-nos “nós”, que nunca fizemos parte de nenhuma claque de futebol, que nunca os nossos pais nos incutiram ódio para com ninguém de outra raça ou outra religião (excluindo as anedotas normais dos “samoras”, a sovinice dos eleitos, e a ciganice parasita…!), que desde miúdos nos acostumamos a ver ano sim ano não um filme sobre o holocausto judeu, que desde a entrada na escola vimos a História contada pelos ditames estatais, quer antes do 25 de Abril, quer depois da dita data, até ao actual politicamente correctês – perguntamo-nos como viemos “aqui” parar?
Reforçando a ideia: desde tenra idade “aprendemos” quem eram os bons e quem eram os maus. Onde estavam os coitados dos perseguidos e quem eram os seus diabólicos perseguidores. De quem fugisse deste padrão educacional podia-se dizer muita coisa, mas não estava certamente enquadrado nas pessoas de bem, e se tinha ideologias e personagens diabólicas como ídolos, das duas uma, ou era nitidamente mau carácter ou mais um adolescente com crises próprias da idade…
Frisamos que estamos a falar da generalidade educacional das últimas gerações e não de casos esporádicos que culturalmente através de educação familiar, ou de amigos próximos, tiveram um contacto diferenciado com a História.
Dito isto, e sabendo que muita gente obrigatoriamente influenciada pelo establishment andou da esquerda para a direita, e da direita para a esquerda à procura de… um mal menor, que tem vindo a descobrir empiricamente com o tempo, à sua custa e da pior maneira, e portanto parou para pensar, reflectir, ou simplesmente num – basta, já chega – procurou e procura alternativas.
As alternativas que muita boa gente encontra, como num último balão de oxigénio, são-lhes enganosamente fornecidas, ainda, pelo establishment democrático em forma de Blocos de Esquerda, pretensamente anti-sistema, mas do qual, tão bem sabemos, eles também fazem parte. Perguntamo-nos se dita gente alguma vez poderia fazer parte das nossas fileiras ou se em última analise diríamos – está-lhes no sangue, são vermelhos, ou de outros – anarcas por natureza!
No entanto sabemos que, mesmo que por raras excepções, não é assim, e que por diversas formas eles chegam até “nós”, talvez por descobrirem quem realmente o Sistema persegue e encarcera, por delitos de opinião, nesta Europa (livre e democrática!).
Devemos no entanto estar cientes de uma coisa, somos nós, como já anteriormente referimos, “os maus da fita” pois é essa a imagem que os me(r)dia e restante escumalha passa de gente que pensa e age de modo diferente, e por conseguinte, com este nosso negro rótulo, quem de nós se pretende aproximar, alguma coisa de mau terá!… Como alguém dizia: Se não é tarado, alguma tara lhe iremos encontrar mais tarde!…Quando os me(r)dia & associados diariamente fazem a lavagem cerebral dizendo o quão maus e perigosos “somos”, digamos que é de ter cuidado com quem nos procura, não acham?
Temos estado a abordar este tema referindo-nos a “nós” com aspas, precisamente para relembrar que nestas aspas cabe uma amálgama, raramente coesa, de gente, grupos e partidos, que os nossos inimigos chamam vulgarmente de “extrema-direita”, extrema esta mil vezes pior que qualquer extrema-esquerda que como bem sabemos é aceite e acarinhada pele sistema («les enfants terribles»).
Ao contrário dos democráticos e seus queridos extremistas de esquerda que brincalhonamente se picardiam, dando ares de oposições sérias com salutares alternativas, a “nossa gente”, por vezes muito douta, faz teses e escreve artigos sobre as “várias extremas-direitas” e sua forma de actuação ou inacção. Uns são acusados de violência gratuita e outros de se virarem demasiado para si mesmos e preferirem uma espécie de – como é mesmo? – contemplação baseados num qualquer orientalismo!…
Achamos por bem balizar estes dois posicionamentos para tentarmos perceber o que anda pelo meio destes dois postes da chamada extrema-direita, os da pancadaria gratuita e os “monges orientais” a olhar o vazio!
Pois bem, como podem observar, parece “termos” de tudo, agora meus caros é só uma questão de marketing, e olhem que para além dos da pancada e dos monges a “fauna” é imensa.
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